No dia 25, carteiros de todo o Brasil comemoraram o Dia Nacional
Diariamente aproximadamente 60 mil carteiros saem às ruas do país para distribuir cerca de 40 milhões de correspondências. Eles percorrem a pé, de bicicleta e/ou veículo, todos os dias, quase 300 mil quilômetros, ou seja, mais ou menos sete voltas na circunferência da Terra.
Os carteiros são, sem dúvida, o que existe de mais visível dos Correios e fundamentais pelo alto conceito da empresa junto a população brasileira. Eles representam hoje mais de 51% do efetivo total dos Correios, de cerca de 108 mil empregados.
O dia 25 de janeiro de 1663, data da nomeação do alferes João Cavalheiro Cardozo para o cargo de Correio da Capitania do Rio de Janeiro, originando os correios-mores no Brasil, é considerada a data inicial da instituição da atividade postal regular no País. Por essa razão, 25 de janeiro é considerado o Dia Nacional do Carteiro.
Bigode: o carteiro mais antigo de Três de Maio
Fazendo a linha de frente do trabalho diário dos Correios, os carteiros fazem parte da vida de todas as pessoas. Estejam elas onde estiverem de norte a sul do país, lá estão eles prontos para levar boas ou más notícias de entes queridos, comerciais, entre outras.
Em Três de Maio, trabalham sete carteiros, alguns a pé, de bicicleta ou motorizados. Eles fazem todo o serviço de entrega dos mais variados tipos de correspondências e encomendas pelos quatro cantos de Três de Maio.
Entre eles, está Antonio Dilceu Motta, o popular Bigode, que é atualmente o carteiro três-maiense mais antigo em atividade. O mensageiro diz já ter feito amizade com moradores e empresários da cidade. Bigode afirma que a vida de carteiro depende acima de tudo, de amor a profissão e dedicação a comunidade. “O salário, na época, é que me fez optar pela profissão. No último dia 3 deste mês, eu completei 29 anos trabalhando de carteiro e pretendo continuar até me aposentar, o que deverá acontecer nos próximos quatro anos. Quando comecei, em janeiro de 1983, Três de Maio tinha apenas dois carteiros”.
O carteiro mais antigo lembrou que no primeiro ano de profissão, além de não ter uniforme, ele trabalhou com uma bicicleta por ele mesmo adquirida e que, infelizmente, foi roubada.
Quem acha exagerada as histórias de pescadores, ainda não ouviu as “façanhas” contadas pela classe dos carteiros. São histórias engraçadas e algumas até de duvidar um pouquinho. “Eu vim do interior e quando comecei, em 1983, eu não conhecia bem a cidade, eu era meio xucro. Recordo que no primeiro dia que fui entregar correspondências na Rua Horizontina, da sinaleira até o final da rua, levei mais de quatro horas para retornar para a agência. Hoje, faço esse mesmo percurso em 15 minutos. O problema é que as correspondências não estavam na ordem numérica correta. Então, eu andava um pedaço da Rua Horizontina e, de repente, encontrava uma carta que deveria ter sido entregue no começo. O que se repetiu por várias vezes no meu primeiro dia de trabalho”.
Hoje o trabalho desses carteiros é mais fácil que há anos atrás, mas ainda pode ser melhor. “A numeração correta e visível das coisas, uma caixa coletora, facilitam em muito o trabalho do carteiro. Outro problema, bem mais complicado de se resolver, é o ataque de animais domésticos nas residências. Os moradores deveriam ser mais conscientes quanto a avisos sobre a existência de animais nas residências, especialmente cães, que não ficam nada contentes com a nossa presença”, finaliza Bigode.