Chuva localizada beneficia lavouras, mas granizo faz estragos
O temporal de vento e granizo provocou estragos em Santa Rosa e outros municípios da região Noroeste. O intenso calor do domingo, dia 8, favoreceu pancadas de chuva isoladas de forte intensidade em pontos do Oeste e do Norte do Estado, como alertava a MetSul Meteorologia.
Foram precipitações rápidas na maioria dos locais, que trouxeram alívio localizado a regiões afetadas por estiagem severa. Em Santa Rosa, foram registrados cerca de 20 minutos de precipitação congelada, com danos a dezenas de casas.
O principal bairro afetado no município é Cruzeiro, o maior da cidade. Bombeiros e Defesa Civil projetaram mais de cem residências atingidas, com telhados danificados. Mais de dez mil pessoas foram prejudicadas pelo temporal.
Apesar da chuva de domingo, o sol predominou nesta semana e são esperadas pancadas de chuva. Nesta quarta, ocorreu a aproximação de uma frente fria no Estado, e na quinta, a chuva atingiu alguns municípios. A incidência de chuva foi forte em alguns pontos, mas com volumes irregulares pelo Estado e insuficientes para amenizar a estiagem em muitos locais. De acordo com levantamento divulgado pela Defesa Civil neste domingo, a seca atinge 460 mil pessoas em 145 municípios.
Horizontina
É um dos municípios da região que continua em estado de alerta devido a estiagem. No dia 5 foi realizada uma reunião entre Governo Municipal (Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, Obras, Viação e Trânsito, Coordenação e Planejamento, e de Saúde), Emater, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Defesa Civil do município para avaliar a real situação do interior do município.
Os dados fornecidos pela Emater são de aproximadamente 23% de perda no milho, 12,5% de perda na soja e 10% de perda no leite. De acordo com o secretário interino de Agricultura e Meio Ambiente, Everton Reckziegel, há grandes diferenças nas regiões do município, o que faz com que a média das perdas não seja tão grande. “Como há esta divergência, fica difícil de decretar uma situação de emergência. Mas, estamos monitorando, em parceria com as demais entidades ligadas à agricultura, para acompanhar as mudanças, pois sabemos que a tendência é cada vez a situação se agravar e as perdas serem maiores”. Everton ainda disse que a produção de leite também começa a diminuir, com perdas de até 40% em algumas regiões, que já não tem mais pastagens para alimentar o gado, utilizando a silagem e logo somente a ração.