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Loteamento Dona Oliva cria um novo bairro no município

02/08/2008 - Três de Maio - A mudança do cenário em uma área de 2,6 hectares no Bairro Laranjeiras, em Três de Maio, demonstra muito mais que apenas uma transformação na paisagem. O loteamento Dona Oliva, implementado pela administração municipal, já possui 43 residências em construção. No total, são 73 lotes, 24 deles destinados para famílias que moravam em áreas de risco ou de preservação permanente. Nesses lotes, serão construídas unidades habitacionais com recursos federais da Secretaria da Defesa Civil.

Dos 49 lotes destinados a famílias com renda de até cinco salários mínimos, 43 já estão em construção. Segundo o secretário de Habitação e Urbanismo de Três de Maio, Ademir Schardong, este é o grande diferencial do projeto. “Com a melhoria das condições dos financiamentos habitacionais, cada contemplado consegue desenvolver o seu próprio projeto e executar a obra com uma considerável redução de custos”, garante.

Schardong afirma que esta modalidade é uma boa alternativa e representa um grande avanço em relação aos antigos modelos habitacionais. “As pessoas podem construir suas casas com o espaço necessário, antes as casas eram uniformes, sem possibilidade de mudança no projeto arquitetônico, isso é garantir cidadania”, define o secretário.

Outro fator apontado por ele é o investimento do município no loteamento. Foram R$ 181 mil investidos na aquisição da área e em melhorias de infra-estrutura. “Isso tudo com recursos próprios”, comemora. Para ele, esse modelo de projeto habitacional veio para ficar. “O governo Lula tem melhorado muito as condições de financiamentos habitacionais, o que possibilita que o poder público assuma o papel de facilitador do acesso ao direito à moradia através de mecanismos que tornam o sonho da casa própria mais próximo aos três-maienses”.

Um anjo anuncia a vida nova

Entre as tantas histórias que fazem parte do loteamento Dona Oliva, uma delas merece destaque especial. O pequeno Gabriel Lopes, de apenas 13 dias, chegou ao seio da família na casa nova. A mãe, Adriane Lopes, casada há seis anos, relatou que antes, morando de aluguel, ter um filho era mais complicado. “A renda da gente não é muita, e ainda pagando aluguel, não tinha como”, admite.

Morando na nova casa, que tem dois quartos, sala, banheiro e cozinha Adriane tem mais esperança no futuro do pequeno Gabriel. Ela conta que o financiamento que fez com o marido ficou em conta, e as pequenas prestações não vão salgar tanto no bolso. “Agora é curtir nossa casa e nossa família”, comemora, ao mesmo tempo em que acaricia o pequeno Gabriel.

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