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Jovens iniciam laboratório de artes cênicas
26/04/2008 - Horizontina - O teatro como um modo de vida e
veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa. Com esse horizonte, um grupo de amigos, cheio de estórias para contar e talentos diversos, experimentam a idéia, mesmo que modestamente, de espalhar a arte através do teatro. Assim nasceu em Horizontina o projeto Laboratório de Teatro, que pretende se concretizar como um espaço permanente de formação cênica.
Ninguém tem a receita, por isso, o objetivo do laboratório é operacionalizar o lúdico e, através das idéias do grupo, montar todos os espetáculos. “Não basta o texto, decorar e pronto. Tem que estudar, saber cada uma das artes que envolvem um espetáculo”, destaca Tatiana Feix, 20 anos, uma das motivadoras do projeto.
Modelo fotográfico, mesmo com o pouco tempo que passa na terra, Tati, como é chamada pelos amigos, divide o tempo que passa na cidade, nas folgas da sua agenda de modelo, para colaborar com o projeto. Dona de um sorriso encantador, Tati já havia feito algumas oficinas de teatro e interpretação com o diretor Wolf Maia, da Escola de Atores da Globo, mas criar toda a peça e os espetáculos é uma coisa que encanta a menina, que gosta de desafios. Companheiro e amigo do peito de Tati, Cesar Oliveira, funcionário público e malabarista nas horas de folga, é quem apresenta a idéia com toda a propriedade. “Será um laboratório muito legal. Em um ano de estudos, vamos compartilhar o conhecimento que será passado pelos monitores, que terão temáticas mais amplas que simplesmente pegar um espetáculo pronto, ensaiar e apresentar para a comunidade”, destaca.
Além da interpretação, o laboratório terá aulas de dicção, postura de palco, fantoches, montagem, iluminação, direção, e ainda teorias como a história do teatro, técnicas circenses e outros conteúdos cênicos.
Uma pipa para fazer voar a imaginação e o talento nos palcos da cidade
Depois de estudar e montar os primeiros espetáculos, que serão uma espécie de prova de formatura do laboratório, o grupo vai multiplicar o conteúdo, formando outras turmas. O lúdico vem no nome temporário do projeto: Pipa. Uma metáfora com o brinquedo, muitas vezes criado pelas próprias crianças, que voava levando a imaginação florescer, nas escolas, comunidades, ruas e esquinas da antiga belo horizonte,. Para Tatiane, o teatro é uma grande ferramenta cultural, que pode ajudar no desenvolvimento das potencialidades de cada um, fazendo da arte um laboratório para a vida.
Os encontros do grupo ocorrem todas ás segundas-feiras, dás 18 ás 20h no Centro Cultural de Horizontina e são abertos ao público, e a quem quiser participar das oficinas. O grupo busca parcerias para ajudar financeiramente o projeto, “é uma proposta nova, e a prefeitura, através da secretaria de educação tem ajudado, mas quando começarmos a fabricar os cenários e figurinos precisará de mais apoio” projeta.
A idéia dos jovens de Horizontina, que mesclados com os conhecimentos pedagógicos das professoras Karen Costa e Andréia Loreto Perez, que trabalham no projeto Holofotes, seguem a semeadura de resistir ao papel de coadjuvante na cultura, e protagonizam ações que despertam o lúdico e a criatividade de jovens, crianças e adultos.
O Laboratório
O Laboratório de Teatro ocorre todas as segundas-feiras, a partir das 18h, no Centro Cultural de Horizontina. As oficinas são gratuitas.
Os contatos podem ser feitos com César, na escola de Bela União, pelo fone 3537-3239, ou pelos e-mails tatifeix@gmail.com e cesar@horizontina.com
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