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Uma margarida no centro da Cidade Jardim
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| Localizado nos jardins ao lado do prédio da prefeitura três-maiense, o espaço é a sede da Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. |
08/03/2008 - O nome margarida não se refere apenas a uma única flor, mas sim a uma reunião de flores. E essas flores, de tão pequenas, temos a impressão de que formam somente uma unidade. A família das margaridas por muito tempo foi conhecida como Compositae, pois suas flores são compostas, isto é, resultam da união de várias flores pequenas.
Assim também pode ser definido o Espaço Margarida Alves, um prédio construído há cerca de um ano no centro de Três de Maio e que hoje é referência para as mulheres urbanas e rurais do município. A união de várias flores pequenas que tornam o espaço uma referência para as mulheres, um local de cultura e igualdade que tem como principal objetivo incentivar a autonomia econômica das mulheres.
O espaço, que homenageia em seu nome a sindicalista Maria Margarida Alves, assassinada em 1983 no estado da Paraíba e que se tornou símbolo da luta das mulheres rurais no país, é também uma homenagem à luta do Movimento das Margaridas, que iniciou em Três de Maio e foi protagonista de dezenas de conquistas para as mulheres, como o seguro maternidade, a aposentadoria da mulher do campo e o reconhecimento da atividade da mulher rural.
Localizado nos jardins ao lado do prédio da prefeitura três-maiense, o espaço é a sede da Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) e abriga uma ampla loja para a comercialização de um artesanato diversificado, além de uma sala apropriada para a realização de cursos de capacitação, especialmente os realizados em parceria com a Associação de Artesãos de Três de Maio (Artemaio). A presidente da Artemaio, Lurdes Zambonato, destaca que as feiras de comercialização do artesanato produzido na cidade sempre eram realizados na rua, muitas vezes sob frio e chuva. “Nós sonhávamos apenas com uma sala que pudesse nos abrigar. Este espaço é muito maior do que sonhávamos, estamos felizes demais com isso. È a concretização de nosso sonho”, acredita. Atualmente, a loja de artesanato recebe em torno de 500 visitas por mês e chega a movimentar mais de R$ 4 mil em vendas por mês. Em maio o Espaço completa um ano de funcionamento e a Associação de Artesãs prepara uma celebração para a data.
Um espaço de conquistas
Mas não só do artesanato vive o Espaço e, evidentemente, as conquistas das mulheres. As lutas do cotidiano e as lutas históricas têm no prédio um local para articulação e afirmação. Além da loja de artesanato, o Espaço Margarida Alves é a sede das políticas públicas direcionadas à mulher. Para Márcia Herbertz, coordenadora de políticas para mulheres da administração três-maiense, a criação do Espaço Margarida Alves viabilizou a ampliação do atendimento à mulher em diversos aspectos.
“Aqui no Espaço centralizamos o atendimento à mulher, articulamos as redes de proteção e dispomos de um espaço para capacitação e articulação das mulheres. O Espaço Margarida Alves é referência para as mulheres do campo e da cidade”, afirma.
Durante toda a semana, reuniões e cursos são realizados na sala de capacitação do Espaço Margarida Alves, e as mulheres se encontram para planejar suas lutas e celebrar suas conquistas, garante Anísia Trevisan, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), o Espaço Margarida Alves é uma conquista de todas as mulheres. “Aqui podemos nos organizar para as nossas lutas por nossos direitos”. O município de Três de Maio é pioneiro na organização das trabalhadoras rurais, com a participação nas lutas das décadas de 80 e 90 que obtiverem importantes conquistas. organização de mulheres que, na época, ficou conhecida como Movimento das Margarida.
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