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Um final feliz para a luta pela vida do menino João Schiavo
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| Batalha de João deve terminar com o transplante. |
26/01/2008 - Três de Maio - Uma notícia alegrou toda a região
esta semana: a luta do pequeno João Aquiles Schiavo, de sete anos, portador de leucemia, parece estar chegando ao capítulo final e, ao que tudo indica, com um final que não poderia ser mais feliz: a cura. A família ainda comemora a notícia de que um doador de medula óssea compatível com o menino foi finalmente encontrado. Em fevereiro, o menino deve iniciar os procedimentos para o transplante de medula no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, um dos mais conceituados hospitais que tratam da doença no Brasil.
A boa notícia teve seu primeiro capítulo quando a médica que coordena a equipe do Hospital de Clínicas informou a mãe de João, Ana Rita Signori Schiavo, que havia aparecido um possível doador. De lá pra cá, Ana contou que o coração ficou na mão, até a segunda-feira, 21, quando uma nova ligação do hospital confirmou que o doador é compatível e que logo ele poderá fazer o transplante. “Foi uma emoção que não sei explicar, são quatro anos de luta”, revela Ana, emocionada.
Em fevereiro, João deverá passar por uma série de exames e, provavelmente em março, será realizado o transplante. Ana agradeceu a região, as pessoas que fizeram o teste, as que rezaram. Durante todas as campanhas, foram realizados mais de cinco mil testes em toda a região.
A mãe do menino ensina uma lição de solidariedade. Destacando a importância da doação, ela pede que as pessoas continuem fazendo o teste, pois ele vai para o banco de dados e servirá para todo o país. “O doador compatível com o João talvez nem seja da região. Sabemos apenas que é brasileiro e que teve uma atitude que iguala a todos: foi solidário, isso é o importante”, ensina.
O pequeno João tornou-se grande na coragem e na determinação que demonstrou durante toda a romaria da luta contra a doença. Agora, João é, mais que nunca, um otimista. Sobre o futuro, ele não tem dúvida em dizer o que vai fazer: “Depois que eu terminar o tratamento e fizer o transplante, vou ter meu bichinho de estimação, um hamster ou um cachorrinho”, alegra-se.
Os planos para o futuro não param por aí. Gremista de carteirinha, João sonha em ser jogador de futebol e gerente de supermercado. “Vou ser gerente, porque quando quiser jogar bola, deixo alguém cuidando do mercado”, antecipa. A alegria do pequeno guerreiro fascina as pessoas. Mesmo com todas as dificuldades, o sorriso nunca abandonou seu rosto. Para ele, a explicação para o surgimento de um doador compatível – algo bastante difícil no caso do doador não ser um parente próximo – é simples. “É que tantas pessoas pediram tanto para Deus que ele não teve alternativa: achou um doador pra mim”, agradece o menino em tom de brincadeira.
A história de João enche de esperanças uma legião de pessoas que sofrem o mesmo mal e estão à espera de um doador. A lição a ser aprendida é que a solidariedade é a maior arma contra doenças como a de João. Alguns médicos avaliam que achar um doador compatível fora da família é quase como acertar na loteria. Para Ana, João e toda a família Schiavo – e também para todos que se solidarizaram e se emocionaram com a luta do menino – é muito mais. Como afirma Ana, “é ganhar uma vida”.
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