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Central de Solidariedade trabalha para amenizar danos do vendaval
10/11/2007 - Desde a madrugada da quinta-feira, 1º, a Central de Solidariedade de Três de Maio, formada para acolher doações de materiais e alimentos para atender a pessoas de baixa renda atingidas pelo forte vendaval já distribuiu mais de mil telhas para famílias cadastradas. De acordo com o secretário de Assistência Social três-maiense, Arlindo Willers, 8.450 famílias fizeram o cadastro buscando auxílio para a reconstrução dos telhados, e 30 pessoas fizeram doação de algum material, como colchões, agasalhos, materiais de construção e alimentos.
O secretário destacou que o número de voluntários ainda é pequeno, mas que as equipes estão trabalhando fortemente na reconstrução do município. Segundo o secretário, as telhas distribuídas foram adquiridas com recursos próprios da prefeitura, e que agora o município está aguardando as telhas que foram prometidas pela Defesa Civil do estado e que ainda não chegaram. De acordo com o prefeito três-maiense, Altair Copatti, a liberação do auxílio depende da homologação do decreto de situação de emergência do município pelo estado, o que deverá acontecer no início da próxima semana.
Das cestas básicas que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) enviou para a Defesa Civil do Estado, 150 foram enviadas para Três de Maio e distribuídas para as famílias necessitadas. “A cesta básica chegou em bom momento”, afirma Adriana do Nascimento, 30 anos, moradora do bairro Estrelão. “Para nós, o temporal foi uma coisa muito triste, abalou muito as famílias, e essa ajuda foi muito boa pra nós. Tenho três filhos, e a noite do temporal foi assustadora, era gente correndo e gritando, criança chorando, a gente sem saber onde levar os filhos para não se machucarem”, recorda.
Mesmo com auxílio, existe insatisfação, principalmente pela demora. Rosane Motta, 43 anos, moradora do bairro Pró-morar, houve um excesso de burocracia para a distribuição das cestas. “Falaram que era só para os mais necessitados, mas nós somos pobres da vila, nós não ganhamos Brasilit. Hoje eu perguntei pra eles se vão guardar pro ano que vem. Agora querem que a gente traga os documentos”, desabafa.
Segundo Wilers, o município está realizando um novo levantamento, através de visitas técnicas que estão sendo feitas pelas assistentes sociais. “Conforme as visitas vão sendo feitas, nós vamos distribuir as cestas”, garantiu. Mais de três mil quilos de alimentos já foram distribuídos para as famílias carentes atingidas pelo temporal.
Procura por seguros aumenta depois do vendaval
10/11/2007 - A necessidade de ter o patrimônio assegurado foi sentida por muitos três-maienses após o temporal. Essa é a conclusão que se tem ao observar os números da procura pela contratação de seguros nas diversas corretoras que atuam em Três de Maio. Em praticamente todas as corretoras e instituições financeiras que trabalham com seguros, o aumento na procura depois do temporal foi quatro vezes maior que antes do fenômeno natural. Em alguns casos, a procura crecseu até cinco vezes.
O gerente de negócios da unidade de Três de Maio do Sicredi Noroeste, Joelmir Gustavo Winck, afrimou que a procura por seguros durante esta semana foi quatro vezes maior que antes do temporal. “Foi encaminhado uma média de 15 novos seguros por dia. Isso é reflexo das conseqüências do temporal”, analisa o executivo.
Winck lembra que, com a ocorrência de um temporal como o que atingiu Três de Maio, as pessoas são levadas a avaliar a relação entre o custo e o benefício do seguro, e optam por fazê-lo. “Com R$ 70 por ano, é possível assegurar um patrimônio que muitas vezes a família levou a vida inteira para construir. Quem faz seguro espera nunca utilizar, mas quando precisa, pelo menos os danos matérias podem ser minimizados”, analisa Winck.
Vilmar Camilo Ritter, gerente da agência do Banrisul de Três de Maio, tem a mesma opinião sobre o aumento no número de contratos de seguros. “Não se trata de fazer propaganda do seguro, mas quando avaliamos nos damos conta que ter um seguro é importante num momento como este”, assegura Ritter. O Banrisul passou a oferecer seguros em todo o estado a partir deste mês, depois que a direção do banco fechou parceria com uma seguradora. Antes, o banco gaúcho contratava apenas seguros obrigatórios sobre o financiamento imobiliário.
A demora na vistoria reclamada por alguns segurados é creditada ao excesso de demanda existente após o temporal, garantem os corretores. Ritter disse que, no caso do Banrisul, a seguradora ampliou a equipe para atender, mas mesmo assim não pode atender a todos ao mesmo tempo. “Tivemos segurados atingidos em muitos municípios, algo fora do normal para nós, o que causou alguns atrasos. Hoje (ontem) acredito que todos os casos estarão encaminhados”, afirmou.
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