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EM CENA LUIZ AUGUSTO MANJABOSCO Presidente da XI Expofeira do Agronegócio
“Urge que todos se unam”
25/04/2009 - O empresário Luiz Augusto Manjabosco
inicia hoje um de seus maiores desafios: ele preside a 11ª edição da Expofeira do Agronegócio, que abre oficialmente às 16h de hoje. Com o objetivo de consolidar Três de Maio como um polo de desenvolvimento da atividade leiteira, a feira abre hoje sob a sombra da crise econômica e da estiagem que afeta a região. Alheio ao pessimismo provocado pela crise, Manjabosco acredita no sucesso do evento. A receita é simples: uma dose de criatividade, mesclada a porções generosas de dedicação e superação.
Cooperjornal – Qual a expectativa de público e negócios da Expofeira que inicia hoje?
Luiz Augusto Manjabosco – Projetamos uma meta para ser alcançada, que é a participação de 90 mil visitantes. Em termos de negócios, eles ocorrem mesmo antes da abertura oficial. Desde o momento que iniciamos a projeção do evento, os recursos começam a ser movimentados e vários setores são beneficiados. Gráficas, lojistas, indústrias, comércio, mídia, enfim, toda uma teia que envolve um evento deste porte. A feira é a culminância de um planejamento e ação eficaz que se concentra no parque de exposições. Em termos numéricos, projetamos a movimentação de cerca de R$ 10 milhões.
Cooper – A Expofeira foca o debate na atividade leite. Quais são os eventos e os desafios desta proposta?
Manjabosco – É evidente a vocação para a produção leiteira. Dados comprovam a concentração de produtores que formam uma das maiores bacias leiteiras do país. A Expofeira como expressão maior do arranjo produtivo local privilegia esta área, que deverá ser ampliada nos próximos anos. Nesta edição, teremos inúmeros eventos que destacarão o setor, cito o recorde alcançado na participação de produtores nos concursos das raças, as exposições de equipamentos de ordenha, resfriamento de leite, higienização e controle sanitário. Além disso, estão previstas palestras que focam a evolução da cadeia do leite no estado, o mercado do leite como alternativa de produção, transporte e logística, sustentabilidade e consciência ambiental, análise de solo... são temas de interesse dos produtores, do comércio e da indústria englobada no setor. O desafio que pretendemos superar é consolidar a vocação produtiva agrícola e pecuária, a industrialização agregadora de valores e a distribuição de renda.
Cooper – Há algumas edições é apontada a importância da Expofeira como um espaço permanente de debates sobre o desenvolvimento local e regional. Essa edição pode avançar nessa perspectiva?
Manjabosco – Evidente que sim. A Expofeira, muito mais que um evento culminante concentrado no parque num período determinado, cumpre um papel histórico de discussão dos rumos do desenvolvimento local e regional. Ressalto a importância da nossa agência de desenvolvimento, a Funcap, cujo objetivo maior é justamente a discussão deste tema. O slogan desta edição, o leite gerando desenvolvimento, muito mais do que uma frase de efeito publicitário, demarca claramente uma nova fase para a economia local e regional.
Cooper – A Expofeira mais uma vez ocorre em um cenário adverso, como em 2005, com a forte estiagem, e em 2007, com a dengue. Este ano, os efeitos da estiagem se aliam à crise internacional. Como o senhor avalia o cenário para a feira?
Manjabosco – Realmente, nas últimas edições tivemos que enfrentar fatores adversos, mas é preciso lembrar que tivemos a coragem para enfrentar os problemas. Isso reforça ainda mais a importância da Expofeira, porque ela serve como fórum de discussão desses problemas que fragilizam a produção e, consequentemente, toda a economia local e regional. Acho que a essência da feira se localiza justamente neste vetor, de ser um evento focado em negócios e discussões sobre o desenvolvimento. Além, é claro, da participação comunitária, das etnias colonizadoras, da gastronomia, dos eventos. As crises sempre existiram e são sistemáticas. Para enfrentá-las, é necessário criatividade, empreendedorismo e ousadia, predicados que não faltam quando a comunidade se une e traça seus objetivos.
Cooper – Quais as perspectivas do leite após investimentos em plantas industriais na região como a CCGL e a Perdigão?
Manjabosco – Acredito que estamos vivenciando uma nova fase da economia local e regional. Independentemente de crises, a região já deu exemplos de superação. A instalação da planta industrial da Perdigão demarca uma nova e promissora etapa no desenvolvimento local e regional. Temos uma economia diversificada, com setores que demandam empregos e renda. Cito como exemplo a indústria moveleira, o polo metalúrgico, de confecções, um comércio forte, a área educacional com uma infraestrutura impressionante e novos cursos de graduação que irão qualificar profissionais e empresas que despontam a cada dia. Esse crescimento implica em planejamento prévio, em novos e maiores investimentos. É uma tendência irrefreável. Urge que todos se unam para que possamos projetar um crescimento sustentável e justo para todos.
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