Cooperjornal

EM CENA LUIZ AUGUSTO MANJABOSCO
“Perdigão é consolidação da bacia”

03/01/2009 - No começo de 2009, o empresário três- maiense Luiz Augusto Manjabosco inicia um dos períodos mais importantes de sua vida. Daqui a pouco mais de três meses, ele terá pela frente a tarefa de comandar a 11ª edição da Expofeira do Agronegócio, o maior evento de Três de Maio. Nesta entrevista, ele fala dos preparativos para a feira e reafirma o foco no leite, sem esquecer da diversificação.

Cooperjornal – Como estão os preparativos para a feira neste início de ano?
Luiz Augusto Manjabosco
– A organização da Expofeira está a contento, está tudo mais ou menos como planejamos e organizamos, e estamos trabalhando muito. A partir de agora, as coisas começam a afunilar, mas todas as comissões estão trabalhando. Surgem uns problemas pequenos, que são normais, mas, quando eles aparecem, a gente procura resolver e vemos que tudo tem ocorrido normalmente.

Cooper – O debate do leite é um desafio desta edição?
Manjabosco
– É um desafio novo, mas desafios foram feitos para serem vencidos, e este é o nosso propósito. A crise do leite era uma coisa que ninguém estava esperando, mas está se recuperando. Então, o foco da feira será o leite, mas sem deixar de lado os outros produtos primários, mas esses já estão consolidados. O que precisamos consolidar é o leite e esse é um papel que a Expofeira deve cumprir.

Cooper – Como está o compromisso dos governos municipal, estadual e federal com a feira?
Manjabosco
– Especificamente do município, tivemos um compromisso do ex-prefeito Copatti e do prefeito Casali: já temos a garantia dos R$ 50 mil no orçamento. Em relação ao governo do estado, teremos uma audiência em janeiro com a governadora Yeda que não tem ainda data definida, mas acredito que teremos o apoio. O governo federal também sinalizou o apoio para a Expofeira, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que já se comprometeu em ajudar a feira. Então, acredito que as coisas estão se encaminhando, apesar da crise que está por aí. Temos que levantar a cabeça e vamos deixar a crise para os americanos.

Cooper – Ainda há espaços para comercialização?
Manjabosco
– O pavilhão 1 está 100% vendido, temos alguns espaços no pavilhão 2 e nos espaços externos. A nossa feira é uma feira forte como espaço de negócios, uma boa feira para quem quer vender sua produção. Então, acredito que muito da produção de nossa região estará presente na Expofeira.

Cooper – E os shows?
Manjabosco
– Ainda não definimos toda a programação de shows, mas estamos pensando que nessa edição da feira faremos shows mais compactos na praça de alimentação, que será aumentada, mas é um dos assuntos que ainda não temos nada definido, estamos construindo.

Cooper – O efeito Perdigão já poderá ser sentido na feira?
Manjabosco
– Eu tenho certeza que sim. A vinda da Perdigão é a consolidação de nossa bacia leiteira, tomara que a empresa não tenha sofrido muito com a crise. Mas nós queremos que não só a Perdigão, mas a CCGL, que também tem relação com Três de Maio, e a própria Nestlé, sejam nossos parceiros. Queremos que todas estejam na feira.

Cooper – A presença da governadora está garantida?
Manjabosco
– Nós esperamos que sim, nós devemos ir com as nossas soberanas levar em mãos para a governadora o convite para participar da abertura da Expofeira. Existe um compromisso verbal da governadora e do MDA de participarem da abertura da nossa Expofeira. É uma das nossas metas ter uma belíssima abertura com a presença de muitas lideranças.

Cooper – Quais os desafios para 2009?
Manjabosco
– Muito trabalho, formamos boas equipes e todo mundo está trabalhando pra isso, a frase que queremos que fique marcada é o Leite gerando desenvolvimento, essa é a frase que queremos deixar marcada na nossa região.

Cooper – O senhor tem planos para evitar a ociosidade do parque?
Manjabosco
– É um assunto que estamos discutindo muito e eu, particularmente, acho que temos que valorizar o parque. Existem diversas opções para nós darmos vida para o parque. O primeiro passo foi a aquisição de uma nova área que viabilizará o acesso ao parque pela avenida Santa Rosa, o que poderá ocorrer ainda nessa edição da feira. Teremos que fazer um acesso asfáltico. Outra questão que está colocada, por exemplo, é construir um centro de eventos e um local para as entidades terem sua sede no parque. Mas para isso temos que começar com essas mudanças. O acesso pela avenida Santa Rosa ajudará até na questão da segurança, pois as pessoas não precisarão ir pela RS para a feira. Temos em torno de R$ 3 milhões em investimentos no parque, e precisamos fazer com que o parque seja um espaço econômico e cultural do município.


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