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CENA OLÍVIO JOSÉ CASALI (PP) Candidato a Prefeito de Três de Maio
“Quero e preciso sacudir Três de Maio”
30/08/2008 - Olívio José Casali, candidato a prefeito de
Três de Maio pelo PP, iniciou sua formação nas escolas de Três de Maio, é bacharel em Administração de Empresas pela Setrem, especializado em administração pública. Casali iniciou sua atividade como empresário na atividade privada muito novo. Com 32 anos de idade, elegeu-se prefeito de Três de Maio. Voltou a administrar o município entre 1989 e 1992. Casali é diretor da Rádio Cidade Canção FM. É co-participante da Rádio FM Mais. Em 2009, inaugura mais uma emissora FM, em Boa Vista do Buricá.
Cooperjornal – Por que o Sr. deseja ser prefeito de Três de Maio?
Casali – Tenho compromisso com minha terra. Fui prefeito duas vezes e o povo quer minha volta ao Palácio Municipal, para devolver ao município a sua pujança econômica. Eu entendia que já tinha dado a minha contribuição, mas a voz do povo três-maiense foi mais forte e quis que voltasse a dar minha cota de contribuição. Tenho experiência administrativa de dez anos e tenho precedentes que me credenciam para mais um mandato. Quero sacudir Três de Maio, com o apoio dos empresários, dos trabalhadores e do povo que quer o progresso e as mudanças na direção de novos tempos e novos rumos.
Cooper – Quais as principais propostas do seu plano de governo?
Casali – Estamos, há oito anos, sem grandes feitos, sem grandes obras. O município mergulhou na acomodação. Para retomar o crescimento, quero trazer plantas industriais para instalar na Área Industrial 2, para a qual já tenho recursos confirmados. Quero trazer imediatamente uma sucessora para a Calçados Reichert, para salvar o emprego de 250 trabalhadores. Sem uma economia forte, sem emprego, sem dinheiro no bolso, o povo não pode ser feliz. O anel rodoviário, ligando a BR-472 à futura Universidade Setrem, vai ser uma das minhas prioridades, e já acionei os deputados que representam Três de Maio no parlamento para que garantam essa obra, que vai revolucionar o crescimento da nossa cidade. Para o interior do município, quero priorizar a diversificação, com projetos para a bacia leiteira, suinocultura, bovinocultura, avicultura, silvicultura e açudagem, para que o produtor rural possa ficar no seu meio, vivendo bem, ganhando bem e produzindo alimentos e bens para consumo. E o mutirão das estradas vai voltar. Na cidade, vou voltar a construir casas para as pessoas de baixo poder aquisitivo e para a classe média. Nos meus dois mandatos, foram erguidas 450 casas em cinco núcleos habitacionais.
Cooper – Como as propostas serão viabilizadas?
Casali – A gente que é empreendedor, que conhece a gestão pública, sabe os caminhos para buscar recursos. Existem os recursos próprios do orçamento. Além disso, vou produzir projetos, para habilitar o município para obter recursos nos ministérios e secretarias de Estado. Vou buscar recursos com os deputados federais e estaduais que representam o município e a região. Vou buscar recursos do Plano Nacional de Habitação para implantação de moradias urbanas de interesse social. Há recursos na Caixa Econômica Federal. Vou buscar verbas no Ministério das Cidades para implantação de esgoto cloacal e saneamento urbano. No Estado, junto ao Daer, vou pleitear a instalação de rótulas na RS-342. Na Secretaria de Agricultura vou encontrar recursos para irrigação, açudagem e preservação da água potável. A minha administração vai ser dinâmica, de muito trabalho, onde em cada secretaria haverá um secretário capaz, dinâmico e ousado. Conheço todos os caminhos. Se houver dinheiro, vou buscá-lo.
Cooper – Quais os grandes gargalos do desenvolvimento do município?
Casali – Falta de oportunidade de trabalho. Falta de investimento em unidades industriais e no setor produtivo em geral. No setor primário, a monocultura é um dos gargalos mais apertados. A mão-de-obra qualificada que foi embora por falta de oportunidade. O dinheiro investido em atividades não-produtivas. O capital que foi investido em outras regiões por moradores abonados que foram buscar oportunidades de lucros em outras regiões ou estados, na minha ótica, são os maiores gargalos.
Cooper – Quais as iniciativas que seu projeto propõe para o desenvolvimento, que possam atrair investimentos e viabilizar uma geração de trabalho e renda?
Casali – Para gerar trabalho e renda, tudo parte de arrojo, incentivo e conscientização. Sem incentivo, conscientização e investimento do poder público, o cidadão dificilmente vai investir no setor produtivo. Tem que haver otimismo e dinamismo, partindo da administração municipal. A economia aquecida gera a necessidade de mão-de-obra. As nossas secretarias e colaboradores vão ter que trabalhar muito, para produzir condições e encontrar fórmulas para acelerar o empreendimento. A acomodação gera o atraso, a acomodação. Como empresário serei o primeiro a querer um novo espírito empreendedor, para dar uma nova fisionomia ao município. Meu compromisso vai ser acelerar a economia do município, para que Três de Maio busque novos tempos, novos rumos, de mãos dadas com todos os segmentos.
Cooper – Qual sua mensagem aos eleitores?
Casali – Deixo minha mensagem de fé e de esperança, no sentido de proporcionar melhor qualidade de vida para os jovens, para os trabalhadores, para os empresários, para as pessoas da melhor idade, para os estudantes, para os produtores rurais. Um forte e esperançoso abraço a todos.
A série de entrevistas
26/7 - Marli Rozek (PP), de Santa Rosa
2/8 – Adilson Abran (PDT), de Horizontina
9/8 – Vanderli de Barros (PT), de Três de Maio
16/8 – Neusa Kempfer (PMDB), de Santa Rosa
23/8 – Marcos Schneider (PPS), de Horizontina
30/8 – Olívio Casali (PP), de Três de Maio
6/9 – Orlando Desconsi (PT), de Santa Rosa
13/9 – Irineu Colato (PP), de Horizontina
20/9 – Alceu Stein (PMDB), de Três de Maio
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