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CENA RICARDO RAUBER MENEZES Diretor de Relações Institucionais da Perdigão
“Esta é uma fábrica muito grande”
14/06/2008 - O diretor de Relações Institucionais da Perdigão, Ricardo Rauber Menezes confirmou oficialmente em Três de Maio esta semana a instalação da maior e mais moderna unidade da empresa para o processamento de leite em pó. Menezes revelou númewros do empreendimento e afirmou que a direção da empresa espera inaugurar a indústria, que será um pólo do setor, antes de dois anos.
Cooperjornal – O anúncio da instalação de uma unidade em Três de Maio é oficial?
Ricardo Menezes – Oficialmente, está anunciado. São apenas detalhes finais, uma sintonia fina que deve ser feita com a governadora relacionada a questões de incentivos fiscais. Nós temos certeza de que serão superados, mas dependemos ainda de pequenas negociações com o estado para ultimarmos a questão do início das obras e detalhes do projeto. Com o município, todas as questões estão definitivamente acertadas.
Cooper – A fábrica será a mais moderna planta de secagem de leite da empresa no país?
Menezes – Sim. Vamos fazer a maior e mais moderna planta da Perdigão para industrializar leite em pó. Uma fábrica que vai receber 600 mil litros dia, processar duas mil toneladas de leite em pó por mês, e gerar inicialmente cerca de 150 empregos diretos e, no mínimo, três vezes isso de empregos indiretos. É um investimento total de quase R$ 70 milhões, um investimento grande para o interior do Brasil. Pretendemos construir essa fábrica em 20 meses. Já está atrasada, a obra já deveria ter iniciado, infelizmente, a negociação demandou mais alguns acertos. Vamos ter que recuperar esse tempo.
Cooper – Qual o diferencial dessa planta, que terá a mesma capacidade de processamento da construída em Ijuí há dois anos?
Menezes – A tecnologia de ponta. Essa é a sexta fábrica que a Perdigão está fazendo. Fomos aprendendo e aperfeiçoando a tecnologia. Com certeza, os equipamentos e a tecnologia a ser utilizada aqui será o que há de mais moderno, uma vez que pretendemos transformar essa unidade em uma unidade também exportadora, para atender a grande demanda internacional por leite em pó.
Cooper – Porque a empresa decidiu instalar a fábrica em Três de Maio?
Menezes – Por causa da bacia leiteira. Três de Maio, além da bacia relevante, tem disponibilidade de mão-de-obra, é uma cidade que tem um crescimento desenhado e planejado. Existem outras virtudes e atributos da cidade que favorecem nesse momento a instalação da fábrica aqui, mas principalmente a vocação natural da região para a pecuária leiteira.
Cooper – A idéia é iniciar as operações em 2010?
Menezes – Este é o cronograma. Esperamos voltar aqui antes de dois anos para estarmos inaugurando esta fábrica, e vermos a economia do município bastante mudada, porque, onde a Perdigão atua hoje em todo o país, ela é o principal agente econômico e o principal agente de desenvolvimento social. Nossa atividade privilegia o pequeno produtor, proporciona uma renda constante, estimula a mão-de-obra familiar e evita o êxodo rural. Uma atividade com essas características é benéfica para o progresso de qualquer região do país.
Cooper – Será preciso ampliar a produção para atender a demanda da empresa?
Menezes – Precisamos ampliar essa bacia leiteira da região, porque vamos consumir aqui 600 mil litros de leite por dia, além do que já é consumido hoje. Então, precisamos agregar volume a essa produção. A Perdigão estará presente nesta parceria, na busca por financiamentos, acesso à tecnologia moderna, à possibilidade de melhoria genética.
Cooper – Que outras oportunidades podem surgir na esteira dos investimentos da empresa?
Menezes – Um projeto dessa natureza abre espaço para gerar movimento econômico em todo o município, e em diversos setores. Hotelaria, restaurantes, serviços de um modo geral, uma série de oportunidades se abre para aqueles que forem rápidos, empreendedores, corajosos e comprometidos com um empreendimento dessa natureza. Precisamos de empreendimentos interessados em ganhar dinheiro com reflorestamento, por exemplo. A madeira é uma matriz energética importante para a nossa atividade. Utilizamos muita madeira para a geração de calor. A disponibilidade que existe na região é quase suficiente para atender toda a demanda, mas todos aqueles que estiverem interessados em investir, encontrarão contrapartida por parte da Perdigão.
Cooper – A nova unidade será o embrião de um pólo de laticínios da empresa no estado?
Menezes – Sem dúvida. Esta é uma fábrica muito grande, será um pólo que vamos começar a formar e que poderá mesmo abrigar outras fábricas do grupo. A perdigão comprou a Eleva no final do ano passado, numa das maiores transações da história. O investimento em Três de Maio é o segundo grande investimento que fazemos na região em dois anos, e estamos preparando outros investimentos no Rio Grande do Sul. Nosso projeto começa a dar passos largos e definitivos. Vamos agora acelerar o ritmo, pois a legislação limita o prazo para a aprovação dos projetos.
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