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EM CENA Carlos Alberto Pinto da Rosa Diretor Geral do Cefet
“Estamos às vésperas de um novo tempo”

03/05/2008 - Carlos Alberto Pinto da Rosa, há três anos como diretor geral do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de São Vicente do Sul, assumiu a tarefa de referenciar a implantação do centro em Santa Rosa e na região. Há 26 anos atuando como docente dentro da escola implantada há 52 anos e que, desde 2002, desfruta de status de centro federal, Rosa tem experiência suficiente para garantir uma implementação segura do centro tecnológico que deverá qualificar recursos humanos para toda a região e, em breve, poderá se tornar um campus universitário.

Cooper – Porque a aposta na expansão do ensino técnico?
Carlos Alberto Pinto da Rosa
– É um momento importante que deve ser comemorado, já que se trata de uma iniciativa muito positiva para a região de Santa Rosa. A expansão profissional e tecnológica do país está em franco desenvolvimento, e é uma meta do governo do presidente Lula, e esse centro federal é de fundamental importância para essa expansão na região. Nesse sentido coube a nós gerenciar essa expansão nesta região, e tivemos a satisfação de chegar em Santa Rosa e encontrar um grupo de pessoas e de entidades que tem apoiado para que isso aconteça. São pessoas e entidades que nos deram e continuam dando todo o assessoramento, para que a região possa se beneficiar desse modelo de educação que se implanta no país hoje.

Cooper – O lançamento da pedra fundamental é a garantia de que a obra deverá começar em breve?
Rosa
– Depois de definido a instalação, estamos iniciando as obras para a construção do centro federal aqui em Santa Rosa. O lançamento da pedra fundamental hoje que é um símbolo desta obra, que certamente vai contribuir de forma significativa para que essa região tenha acesso ao ensino profissional. Então neste momento não poderíamos ter outro sentimento a não ser de alegria e de satisfação por poder participar desse momento importante para a educação da região. É por aqui que vão passar muitos dos profissionais que vão atuar nas mais diversas áreas da economia de Santa Rosa e dos municípios que estão próximos. É a oportunidade para se adquirir conhecimento técnico sem precisar sair da região, buscar outras escolas, em outras regiões.

Cooper – O centro será implantado em fases?
Rosa
– Foram elencados alguns cursos apontados como prioridade. Imaginamos que será possível iniciar com três cursos, que ainda não estão escolhidos. Devem ser três cursos, porque teremos capacidade na primeira fase para receber 300 alunos, e também dependemos do número de docentes que o MEC vai liberar para contratação. Para a unidade de Santa Rosa, foram criadas vagas para 60 docentes, todos com mestrado. Porém o governo não vai autorizar os 60 cargos de uma só vez. Devem ser autorizados cerca de 30 professores. Então, a partir do número de docentes é que nós podemos definir o número de alunos, e gradativamente, vamos chegar a 1,2 mil alunos.

Cooper – Existe a possibilidade da implantação de cursos superiores?
Rosa
– É importante termos em mente que nesta reformulação do ensino profissional e tecnológico do país nós estamos às vésperas da criação de uma nova figura no sistema educacional brasileiro: os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Esses institutos poderão desenvolver cursos de graduação, dentre eles os de licenciatura. É uma meta dos institutos que todas as suas unidades tenham suas licenciaturas voltadas às suas áreas de demandas regionais. O objetivo é suprir aquelas lacunas que existem hoje na formação dos professores. Em São Vicente e Júlio de Castilhos, por exemplo, nós vamos iniciar possivelmente em agosto com os cursos de licenciatura em matemática e física. Isso é o começo de um processo que vai mudar o cenário do ensino no Brasil.

Cooper – O Cefet de São Vicente coordena outras unidades?
Rosa –
Na fase um da expansão, nós temos um em Julio de Castilhos que está em funcionamento desde o dia 25 de fevereiro com 225 alunos. Em Santo Augusto, uma escola foi federalizada e já está em funcionamento. Na fase dois, foram dez municípios contemplados, dentre eles Santa Rosa e Panambi, aqui na região, entre outros como São Borja, Bagé, Porto Alegre, Caxias do Sul. Na implantação dos Institutos Federais de Educação, coube a nós coordenar a implantação em sete municípios, onde nossa reitoria será em Santa Maria. Isso deve ocorrer assim que for aprovado o projeto de lei, dentro de 60 dias, para que possamos implantar a reitoria.

 

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