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CENA AMILTON DOTTO Presidente da Cotrimaio
“Cotrimaio é uma cooperativa vencedora”
02/02/2008 - Amilton Dotto tem a missão de conduzir a
Cotrimaio no ano em que a cooperativa
comemora quatro décadas de atuação. Prestes a completar um ano na presidência, Dotto comemora resultados que, como ele mesmo define, são conseqüência de um trabalho árduo dos seus associados e do processo de transformação que a cooperativa passou nos últimos anos. Nesta entrevista, Dotto fala da satisfação de dirigir a maior cooperativa da região, da importância da Cotrimaio para a região e do atual estágio da organização inserida no setor do agronegócio.
Cooper – Qual o sentimento de conduzir a cooperativa em um momento histórico importante como a comemoração dos 40 anos de fundação?
Amilton Dotto – Para mim, é um privilégio presidir a cooperativa justamente no ano em que comemora 40 anos de atuação. É uma responsabilidade muito grande, pela importância da Cotrimaio para a região, mesmo sendo uma cooperativa jovem. Ao fazer uma análise das quatro décadas, e eu acho importante fazer essa avaliação, olhando para trás vamos perceber que a Cotrimaio é uma cooperativa vencedora. Certamente, aqueles 25 fundadores em 2 de fevereiro de 1968, quando criaram a cooperativa, não imaginavam que 40 anos depois ela seria deste tamanho que é hoje, com essa dimensão, com essa importância social e econômica, com 13,8 mil associados, 800 colaboradores, atuando em 19 municípios, com 22 filiais.
Cooper – A Cotrimaio é a resposta aos anseios de um setor tão importante para a economia da região como é a agricultura?
Dotto – Foi uma cooperativa que nasceu da necessidade dos agricultores aqui em Três de Maio. O desafio era atender as necessidades de armazenagem e de auxílio à produção, na época em que se iniciava a mecanização da agricultura, e logo os municípios e as comunidades vizinhas começaram a procurar soluções para seus desafios e a Cotrimaio foi formando suas filiais nesses municípios e hoje continua fazendo isso. É por isso que nós estamos entre as maiores cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul e, em 2006, foi a segunda colocada no ranking, no que se refere ao faturamento. Isso é motivo de comemoração de toda a família Cotrimaio, juntamente com todo o sucesso que alcançamos ao longo das quatro décadas.
Cooper – Na sua visão, o que representa a presença da Cotrimaio em cada uma das regiões, das localidades em que atua?
Dotto – Nós temos clareza do papel social e econômico da cooperativa para as comunidades onde atua e da importância da sua presença para o desenvolvimento, para a geração de renda das famílias. Isso tem evoluído através do tempo, e chegou o tempo de levarmos até nossos associados o acesso a novas tecnologias e à informação. Temos, por exemplo, a inclusão digital, que é a demonstração de toda essa evolução da Cotrimaio. Isso para que o produtor consiga ter melhor resultado na sua propriedade e melhores condições de vida. E claro que aí podemos olhar vários pontos, como o retorno de tributos, que é muito grande para os municípios. Tudo isso foi possível graças ao trabalho e à confiança do quadro social e do trabalho dos colaboradores, além das parcerias com entidades que são parceiras da Cotrimaio em muitos dos nossos projetos.
Cooper – Como o senhor avalia o atual estágio da Cotrimaio inserida no setor do agronegócio?
Dotto – Nos últimos anos, principalmente na última década, a Cotrimaio passou por um processo muito importante. Nós entramos num processo de modernização da cooperativa, com informatização, com um novo modelo de gestão, uma gestão mais profissionalizada, voltada para os negócios, mais ágil, buscando a eficiência e a competitividade. Tudo voltado para atender aos anseios dos associados e dos clientes. Isso passa pela capacitação dos colaboradores, para que possam desempenhar suas funções da melhor maneira, com mais qualidade e eficiência. Nisso, nós não podemos ser diferentes de uma outra empresa, temos que ter gestão qualificada. Não dá para se inserir num mundo globalizado sem buscar a eficiência – e isso foi buscado – para podermos enfrentar o mercado sendo competitivo, mais forte na competição comercial e atender às demandas que estão aí.
Cooper – Isso possibilitou a expansão...
Dotto – Foi a partir disso que nós entramos num processo de expansão e passamos a atuar em outras regiões, não apenas aqui, ao redor de Três de Maio. Isso foi realizado aproveitando oportunidades de negócio e procurando atender aos princípios cooperativistas e às demandas de negócios. Isso ocorre nas regiões de Cruz Alta e em Palmeira das Missões. Em 2002, criamos a Coceagro, com três cooperativas da região, tendo como primeiro negócio o segmento cereais em Horizontina e, em 2005, o segmento óleo, em Cruz Alta. Isso foi muito positivo porque, para o mercado, você precisa ter escala, ter redução de custos, ter resultados, e nos fizemos isso.
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