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EM CENA MARCOS XAVIER Técnico do Horizontina Futsal
“A gente vive de resultados”

26/01/2008 - Com a missão de comandar a equipe do Horizontina Futsal em 2008, o novo técnico Marcos Xavier, 33 anos, afirma que está preparado para comanda o time neste momento de transição. Graduado em Educação Física, Marquinhos, como é conhecido no meio esportivo, encerrou a carreira como jogador em 2001 e passou a trabalhar na área técnica do futsal. Iniciou como preparador físico e logo passou a técnico. Neste inicio de carreira já treinou equipes de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e, na Europa onde trabalhou no futsal italiano. Nesta entrevista, o novo técnico da equipe horizontinense afirma que está pronto para o desafio de comandar uma equipe vencedora.

Cooper - O técnico Marquinhos procura seguir um estilo inspirado em alguém ou tem seu estilo próprio?
Marquinhos
– A referencia é importante. Em tudo o que a gente faz, estamos baseados em alguma referência. Como jogador, a gente tem um caminho, e eu tive muitas pessoas que tiveram influência positiva na vida como atleta e, hoje, como profissional da área técnica, eu acabo usando muito daquilo que aprendi com as pessoas que trabalhei. Mas a linha de trabalho de cada um deve ser uma linha coerente com aquilo que se acredita e com aquilo que se pensa. Eu sou um técnico que prezo muito pela organização de jogo, pela displina tática, dando liberdade aos atletas para que usem a criatividade. Talvez esse seja um modelo diferente no meio profissional. Não são fórmulas mágicas, mas são coisas que têm feito com que eu tenha conseguido bons resultados nas equipes por onde passo. Procuro dar oportunidade para que o atleta participe, dando sugestões no trabalho do dia-a-dia. Eu acredito que, assim, o trabalho fica mais consolidado, em função da participação efetiva do atleta, que é quem realmente faz o trabalho, porque é ele quem entra em quadra.

Cooper – Como você encara o desafio de comandar o tricampeão gaúcho, num momento de transição?
Marquinhos
– É um momento importante para a vida do clube e para a minha vida profissional também. Estamos preparados para que essa transição seja a mais tranqüila possível. Essa mudança de comando, com a saída do Paulinho Sananduva, que é uma referência, me dá uma responsabilidade muito grande. Mas esse trabalho está sendo feito de forma planejada, para que isso não interfira nos resultados. A responsabilidade e a cobrança são naturais para quem escolhe o esporte como profissão. A gente vive de resultado, e toda a mudança só é consolidada de forma positiva quando os resultados aparecem. Por isso, a gente não pode ter medo de fazer, de ousar fazer, porque temos convicção que, com trabalho sério, nós vamos alcançar os objetivos. O tricampeonato nos dá uma responsabilidade grande, mas por outro lado nos dá uma satisfação enorme, porque estamos numa equipe vencedora. Esse status de vencer na hora que tem que vencer cria na equipe uma certa confiança, e os adversários nos respeitam por isso. Acreditamos que dá para fazer uma boa campanha na Liga, onde neste ano vou estrear como técnico.

Cooper – A partir da pré-temporada, o que o torcedor pode esperar do time ao longo do ano?
Marquinhos
– Eu fui bem claro e direto na minha apresentação, quando eu conversei com o grupo sobre a nossa responsabilidade. Aqui, a coisa só vai acontecer se a gente fizer aquilo que precisa ser feito e, nesse sentido, existem três fatores que eu considero fundamentais: a qualidade individual de cada atleta, o meu trabalho e um bom ambiente de trabalho. E isso tem me deixado bastante otimista, porque temos um misto de atletas experientes, que dão referência e tranqüilidade, com atletas jovens, que querem mostrar o seu trabalho e conquistar o seu espaço. O ambiente de trabalho tem sido algo que nos deixa muito satisfeito, porque todos estão focados no trabalho, se empenhando e querendo fazer o melhor. Acredito que é possível fazer uma boa temporada e dar muitas alegrias ao torcedor.

Cooper – Como profissional do esporte , e agora como tecnico de futsal, qual sua avaliação da evolução do futsal no Brasil e no mundo?
Marquinhos
– O futsal é, de todos os esportes coletivos, o que mais tem evoluído nos últimos anos, com muitas modificações. Isso ocorre por uma questão de ajuste em nível mundial. As mudanças de regras têm sido muito constantes, e isso fez com que o futsal se tornasse muito mais dinâmico hoje. Eu acho isso positivo, na medida em que a gente está sempre evoluindo, e essa evolução dá possibilidade de estar sempre criando novas formas de treinamento e evolução tática. Evolui muito na parte física e na parte técnica também. O desafio é tornar o futsal um esporte olímpico, e essa evolução é um caminho para isso. O profissional do futsal não pode párar no tempo, ele precisa estar sempre atualizado, criando e testando novos metodos de treinamentos, se adaptando as midanças que tem ocorrido. É uma velocução saudavel e necessária no esporte a nivel mundial.


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