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Preço da cesta básica apresenta redução de 2,55% em agosto
06/09/2008 - Região - Seguindo a tendência das capitais
do Brasil, o preço da cesta básica em Santa Rosa apresentou redução no seu valor, segundo levantamento realizado mensalmente pelo Departamento de Estudos Econômicos, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), campus de Santa Rosa. A redução do preço da cesta básica vem depois de praticamente um ano em tendência de alta, e de iniciar 2008 com pressão inflacionária maior que a média de 2007. A baixa, segundo especialistas, tem relação direta com a redução na cotação das commodities agrícolas que estão em baixa no mundo todo. Em 2007, a cesta básica, e os alimentos em geral, foram os grandes responsáveis pela inflação apurada no período, que foi de 7,75%, segundo o IGP-M.
De acordo com os dados do levantamento do custo da cesta básica composta por 49 produtos houve em agosto uma redução média 2,55% no custo total da ração básica. De acordo com os dados levantados, o valor total da cesta é de R$ 602,50, o que equivale a 1,45 salários mínimos nacional. No ano, o aumento acumulado é de 9,58% enquanto que nos últimos 12 meses a variação acumulada de alta é de 11,70%.
Durante o mês de agosto, destaque para a redução de preço de produtos como os hortigranjeiros, que ficou 18,41% mais barato; o leite que reduziu o preço em 9,21%; e derivados de leite que teve redução de 5,78%. Já a carne e derivados teve alta de 3,45%, e os artigos de uso geral tiveram inflação de 6,62%. A carne e os artigos de uso geral já somam alta de 27,39% e 16,40 em 2008, respectivamente.
A análise da variação acumulada no ano de 2008 aponta que a carne e derivados ainda lidera o grupo de produtos que obteve maior variação positiva com 27,39%, seguido pelos grãos e farináceos que tem um aumento acumulado de 17,21%. Por outro lado os hortigranjeiros registram uma queda de 7,92% neste ano. Os dados relativos à variação acumulada nos 12 últimos meses revelam um aumento de 28,70% nos artigos de uso geral, 24,13% e 21,29% nas carnes e derivados e nos grãos e farináceos respectivamente e uma diminuição de 19,11% nos leites e derivados.
A análise da variação de preços dos produtos mostra que no mês de agosto a lâmina de barbear, a farinha de milho, a
Prioridade deve ser controle da inflação
A preocupação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que em entrevista à Zero Hora, disse que o governo está empenhado em conter o ritmo de crescimento da economia, é confirmada pelos números do varejo. Até agora, as medidas tomadas neste ano para segurar o consumo e controlar a inflação pouco conseguiram frear o apetite dos brasileiros na hora de passar no caixa de uma loja ou adquirir um automóvel.
Mesmo com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos contratos de crédito em janeiro e o incremento de 1,75 ponto percentual na taxa Selic ao longo do ano, as vendas de carros no país permaneceram em alta em 2008. De janeiro a julho, o número de unidades negociadas cresceu 27,1% na comparação com o mesmo período de 2007, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
No comércio, as consultas ao Sistema de Proteção ao Crédito (SPC), principal termômetro das vendas a prazo, também indicam a manutenção da economia aquecida. Somente no Rio Grande do Sul, o número de solicitações ao serviço subiu 15,46% em agosto, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), que administra o SPC de todo o estado. No acumulado do ano, o crescimento é de 10,7%.
O ritmo acelerado da economia é um dos focos da atenção de Mantega, que fixou em 5,5% a taxa máxima de crescimento sustentado para a economia brasileira. Para evitar uma aceleração maior, o governo admite editar uma nova série de medidas, o que depende dos número do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre, que serão divulgados na próxima semana.
Apesar dos índices de consumo, Mantega se diz confiante em relação aos resultados das medidas, com o início da desaceleração em alguns setores da indústria, a previsão de redução da taxa de crescimento do crédito e tendência de queda nos índices de inflação. “Estamos combatendo a inflação, mas mantendo o ritmo de crescimento”, disse o ministro.
A inflação é uma inimiga persistente e, de 1986 até 2004, resitiu a cinco planos econômicos, com congelamento de preços e até bloqueio das contas bancárias.
Conforme o professor do Departamento de Economia da Unijuí, Argemiro Brum, o desafio do governo é controlar a alta dos preços e manter as conquistas recentes da economia. A prioridade é controlar a inflação, o principal instrumento é continuar diminuindo as facilidades de crédito. O governo, também, pode aumentar ainda mais as taxas de juros, controlar o câmbio e conter os gastos públicos.
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