Santa Rosa lidera índice para a região
INDICADOR DO SEBRAE MEDE AMBIENTE DE NEGÓCIOS NO ESTADO
Santa Rosa lidera o ranking regional do Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa (ID-MPE), lançado na quarta-feira, 11, pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mesmo assim, a posição do município na avaliação estadual (o município aparece na 29ª posição), liderada por Porto Alegre, mostra as dificuldades da região em gerar um ambiente positivo para o desenvolvimento de pequenos empreendimentos na região. O indicador mediu o ambiente de negócios em cada um dos 496 municípios gaúchos, a fim de verificar as condições favoráveis ao empreendedorismo.
Em um sistema semelhante ao
utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para medir o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o ID-MPE é composto por 18 indicadores, entre os quais criação de empresas e empregos, educação e infraestrutura. Um dos itens importantes para elevar o ID municipal é a existência da Lei Geral das MPEs (até agora, apenas são 65 municípios gaúchos aprovaram a lei). Em um sistema de avaliação que varia entre 0 e 1, Porto Alegre obteve um índice de 0,71479. Em Santa Rosa, o índice chega a 0,56601.
Na região, as primeiras colocações foram ocupadas pelos municípios mais populosos. Assim, Três de Maio aparece com um índice de 0,52573, acompanhado de perto por Horizontina, que conquistou 0,52414 pontos, e de Santo Cristo, com um índice de 0,51196. Os 16 municípios restantes obtiveram índices abaixo de meio ponto. Mesmo assim, nenhum baixa de 0,4 pontos.
O índice mostra uma grande variação na região. Os 20 municípios da Fronteira Noroeste estão espalhados entre a 29ª colocação e a 451ª, ocupada por São José do Inhacorá.
Segundo Alessandro Machado, gerente de Políticas Públicas do Sebrae/RS, a aplicação da metodologia do índice promove um referencial para as políticas públicas de apoio aos pequenos negócios. “’É útil para o empresário, que terá um mapa do desenvolvimento do estado e poderá analisar ambientes, e também para o próprio gestor público na hora de propor políticas públicas para melhorar o município”, explica.
Para ele, a pesquisa serve como subsídio para indicar quais municípios oferecem mais condições e em que aspectos precisam melhorar para serem mais atraentes ao estabelecimento de novos negócios. Por lidarem com indicadores diferentes, nem sempre a cidade com IDH mais alto vai ser a de maior ID-MPE: pode ter qualidade de vida, por exemplo, mas não apresentar ambiente para micro e pequena empresa.
A pesquisa, que será atualizada anualmente, considera três dimensões: ambiente empresarial, institucional e do mercado consumidor. No ambiente empresarial, é analisado o clima de negócios existente que favoreça a criação de novos empreendimentos formais. No institucional, se analisa as condições favoráveis do entorno municipal. Finalmente, se observa a dinâmica de geração de emprego e a renda de cada local.
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