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Cooperluz deve iniciar construção de nova PCH em 2009

08/11/2008 - Santa Rosa - O cronograma de construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Bela União, que está sendo projetada pela Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento da Fronteira Noroeste (Cooperluz) nas proximidades da BR-472, entre Três de Maio e Santa Rosa, poderá ser retomado. A informação foi confirmada esta semana pelo deputado Elvino Bohn Gass (PT), que se empenhou em tratativas com a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no estado para agilizar a liberação de ofício no qual o órgão atesta que a obra não interfere no tráfego daquela localidade. O documento é uma das exigências da Licença Prévia concedida pela Fepam para a obra. “Com este documento, a Cooperluz poderá encaminhar a próxima licença junto à Fepam, que é a de instalação. Assim, as obras da usina poderão seguir”, afirmou o parlamentar, que obteve cópia do documento no Dnit na tarde da quarta-feira, 12.

Anunciada ao final do ano passado, a nova PCH deve receber um investimento próximo dos R$ 10 milhões para a instalação no rio Santa Rosa. A intenção da cooperativa é iniciar os trabalhos em 2009. A nova PCH terá capacidade para gerar 2,25MW por mês.

A PCH Bela União se somará às outras duas PCHs já construídas pela Cooperluz, uma no interior de Campina das Missões e outra no interior de Santa Rosa. As três usinas juntas deverão garantir auto-suficiência à cooperativa na distribuição de energia elétrica para quase 13 mil associados, alimentados por uma rede de 3,8 mil quilômetros estendida em aproximadamente 36 mil postes. Com os entraves superados, a nova PCH será uma geradora independente. O faturamento bruto da Cooperluz, entre geração e distribuição, é de quase R$ 15 milhões por ano.
Os investimentos da cooperativa não param por aí. A Cooperluz tem 15,66% de participação na construção de duas grandes usinas no rio da Várzea, no município de Rodeio Bonito, região de Frederico Westphalen, uma com capacidade máxima de 17 megawats/mês e outra de 25. ”As duas usinas deverão concentrar cerca de R$ 130 milhões de investimentos a serem bancados por cinco cooperativas de eletrificação, entre elas a nossa”, projeta Volkmer.

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