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CCGL estuda ampliar produção em 2009

31/05/2008 - Três de Maio - Os impactos positivos com a instalação da indústria da Cooperativa Central Gaúcha de Laticínios (CCGL) em Cruz Alta e o cenário da produção leiteira nos próximos anos foram os eixos da palestra de Caio Viana, presidente da CCGL, na manhã de ontem em Três de Maio. Organizado pela Fundação de Capacitação e Desenvolvimento Regional (Funcap), o Cardápio do Conhecimento reuniu cerca de cem lideranças do setor, cooperativas, sindicatos, prefeituras e produtores. Segundo o presidente da Funcap, Antonio Wünsch, a presença do presidente da CCGL em Três de Maio é importante para que os produtores e toda a comunidade saibam dos investimentos e das tecnologias que serão usadas para a industrialização do leite produzido na bacia leiteira regional. “A construção desta indústria, que com certeza será uma das maiores da América Latina, só foi possível, devido a união das cooperativas que fazem parte do projeto e da aposta dos produtores de leite”, afirmou Wünsch.

Durante 55 minutos, Viana apresentou todo o projeto de construção da indústria que deve operar a partir de agosto. Segundo ele, as discussões começaram em 2004, quando a produção leiteira nacional estava empatando com o consumo. “Naquele momento nós percebemos que a bacia iria crescer, e que nós teríamos que aproveitar esse excedente para exportação”, recorda o presidente da CCGL. Ele afirmou que, depois de definidas as cooperativas parceiras do projeto, foi decidido o foco que a CCGL iria atuar. “Além da indústria, nós temos a assistência técnica, a tecnologia através da Fundacep, que fortalece a pesquisa para o melhoramento da produção e a logística com nossos terminais em Rio Grande, Canoas e Taquari”, garante.

Sobre o cenário do leite, Viana disse que, nos últimos anos, o Brasil virou o centro das atenções do mundo inteiro na questão da produção leiteira. Viana acredita que até 2009 a CCGL pode estar produzindo três milhões de litros de leite ao dia. “Temos 30 mil associados e, se destes, dez mil aumentarem a sua produção em cem litros por dia, nós vamos estourar a capacidade da indústria”, projeta. Viana revelou que já existe uma negociação com empresas como a Nestlé e a Parmalat, que tem interesse em comprar o leite produzido pela CCGL.

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