|
DICAS
DO CAMPO
Gestão da propriedade rural
Marcelino Colla
Eng. Agr. – UNITEC
Especialista em Gestão de Propriedade
Gestão de Cooperativa
E Administração Financeira
13/06/2009 - O entendimento do conceito de gestão rural é de estrema importância para ressaltar a necessidade de fazê-la da forma mais adequada no meio rural. Durante muitos anos ouvimos a afirmação de que as pessoas que não tinham conhecimento, não tinham estudo, seriam agricultores, colonos etc. em função disso se proliferou a idéia que não haveria necessidade de desenvolver a atividade de forma adequada. É sabido que nos tempos atuais, em que um agricultor, produtor rural, empresário rural ou qual nome que se der, não for um administrador, um gestor do seu negocio, certamente terá comprometido o andamento e viabilidade da sua propriedade.
Pode-se afirmar por uma serie de características que são especificas do setor rural, que a necessidade da busca de conhecimento sobre vários setores são determinantes, visto que o agricultor mais do que nunca deve entender do processo de como produzir, tendo conhecimento de técnicas e das tecnologias disponíveis e possíveis de utilização, sabendo características de manejos das culturas agrícolas, manejo da produção dos animais, etc.
Mas com certeza isso é apenas uma parte, e não basta apenas dominar essas tecnologias, deve-se também ter conhecimentos sobre os mercados, operações de comercialização, que envolvem a compra e venda dos fatores de produção, deve entender quais as variáveis que influenciam e interferem na formação do preço dos produtos, para poder tomar as decisões mais acertadas possíveis, trazendo o melhores resultados.
Também é necessário que se tenha grandes conhecimentos de como gerenciar pessoas, não apenas os colaboradores, mas principalmente os membros das famílias, porque certamente estes constituem o principal fator para o bom andamento de uma empresa rural, é visível que as propriedades de maior sucesso são aquelas onde todas as pessoas envolvidas estão plenamente comprometidas e principalmente satisfeitas com tudo que se desenvolve nesse local, não havendo esse entendimento pleno de todas a situação percebesse que não há uma evolução por parte de todos. Logo entender de gente é determinante ao gestor de qualquer negocio.
Não menos importante, o produtor deve ter todos os sistemas de produção bem controlados, bem organizados, e fundamentalmente fazer um bom planejamento das atividades a serem realizados, pensando a curto, médio e a longo prazo, tentando definir claramente quais são os objetivos da realização de cada ação, focando em objetivos maiores que a pessoas e a propriedade deseja alcançar, ou seja um propriedade que não define onde quer chegar, pode tomar caminhos, que pode ser o certo ou pode ser o errado.
O produtor hoje também deve ter uma grande preocupação em gerenciar variáveis que cada vez mais estão tendo grande impacto na sua propriedade, estas podem ser sobre o meio ambiente, com suas exigências legais que são cada vez mais cobradas pela sociedade, ou ainda variáveis climáticas, como estiagem, temperaturas elevadas, concentrações nas de chuvas, entre outras que cada vez estão presentes na vida produtiva.
Conhecer todas as ferramentas e apurar todos os custos de produção de cada atividade produtiva, controlando a cada real utilizado em cada atividade é algo determinante para alcançar o resultado positivo no ano agrícola.
Pode-se concluir que ser um produtor rural, necessita de muitos conhecimentos de várias áreas, exigindo que seja cada vez mais profissional, necessita que constantemente esteja realizando treinamentos, fazendo cursos, realizando muita leitura de materiais não apenas técnicos, mas também de mercado, economia, que tenha assessoria que auxiliem nas decisões, necessita estar conectado nos meios de comunicação com internet entre outros.
Certamente além de equipamentos como o trator, pulverizador, o resfriador, GPS, o agricultor atual necessita acrescentar nos seus equipamentos cada vez mais indispensáveis e exemplo da caneta, calculadora, computador etc. e efetivamente utilizá-los.
Cabe ao produtores rurais entenderem sobre a importância de realizar uma correta gestão da sua propriedade, assim como todas as entidades envolvidas no setor rural, todos os profissionais das áreas técnicas auxiliarem nessa nova visão, que é determinante para o melhor andamento do setor que certamente é o de maior importância para o desenvolvimento de um povo, que é o setor primário.
O debate sobre averbação da Reserva Legal
Luis Afonso
Médico Veterinário da Unitec
23/05/2009 - A meta de qualquer programa de inseminação é obter uma vaca que produza dinheiro. A definição de uma vaca rentável varia segundo o produtor, porém muito poucos podem negar que uma vaca com produção superior a média, que permaneça no rebanho por varias lactações, gerará mais recursos no longo prazo. A economia de hoje força as baixas produtoras para fora dos rebanhos. Estudos realizados mostram claramente que certas características de tipo tem maior influência positiva na longevidade. Olhemos com atenção para as três áreas chave:
1 – Sistema Mamário Não há quase discussão sobre este tema. A vaca deve ter um úbere bom e funcional para poder permanecer no rebanho. Todas as características do sistema mamário, se associam de forma positiva com a longevidade. A maior correlação existe com o úbere dianteiro, profundidade de úbere e colocação de tetas.
2 – Pernas e Pés A baixa herdabilidade destas características reduz sua influência geral. No entanto , um pé com ângulo acentuado e uma perna ligeiramente reta conduzem a uma vaca mais duradoura.
3 – Características Corporais Estatura, força e profundidade corporal são características com alto nível de herdabilidade, ficando, portanto relativamente fácil corrigir estes defeitos nos rebanhos. Os estudos e o sentido comum dizem que uma vaca mediana, ao redor de 1,45 mts de altura, com média força, sobreviverá bem nos sistemas de hoje em dia. Esta vaca é mais eficiente em converter alimento em leite, devido a seus menores requisitos de manutenção. Pensamento Final Quando decidimos com quem inseminar para obter uma vaca rentável, devemos manter em mente uma vaca, mediana em estatura e em profundidade de úbere, com um elevado ângulo de pés e uma produção excepciona tanto em volume como em sólidosl. Uma vaca grande terá dificuldade em adaptar-se aos sistemas comerciais explorados hoje em dia. Todos temos direito a nossa opinião com respeito ao gado que desejamos. Porém devemos respeitar uns aos outros e reconhecermos os resultados das pesquisas.
O debate sobre averbação da Reserva Legal
José Álvaro Pacheco
Engenheiro Agrônomo
02/05/2009 - Muito tem sido comentado a partir do final de 2008, após publicação no Diário Oficial da União em 11/12/08 do Decreto 6.686/2008 ( este Decreto altera e acresce dispositivos ao Decreto anterior de nº 6.514/2008 ), sobre o intenso debate realizado por entidades ligadas aos produtores rurais, parlamentares e representantes do Governo, sobre a aplicação do referido Decreto, que obriga a todo produtor rural fazer a averbação da Reserva Legal de sua propriedade.
Através deste novo Decreto, fica estendido até 11 de dezembro de 2009 o prazo para tal averbação, sendo que a Reserva Legal determina os percentuais de vegetação nativa que devem ser conservadas nos imóveis. Estes percentuais são de 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nos outros biomas como o que ocorre na região Noroeste do RS.
O Decreto 6.686 também determina a suspensão, até 11 de dezembro do próximo ano, dos embargos impostos diante da ocupação de áreas de reserva legal não registradas, mediante apresentação de protocolo por quem manifestar interesse em regularizar sua situação. O texto também define que os embargos a obras ou atividades são limitados apenas aos locais onde foram caracterizadas as infrações ambientais, não sendo aplicáveis ao restante das propriedades.
Este Decreto também dá anistia aos proprietários que receberam multas e sanções desde a entrada em vigor do decreto anterior ( 6.514 de julho/2008), porém estipula novas multas diárias que vão de R$ 50,00 a R$ 500,00 por hectare ou fração da área de reserva legal. Antes de multar o proprietário por deixar de fazer a averbação, este deverá ser advertido para fazê-la no prazo de 120 dias. Enquanto perdurar este prazo da advertência, não será contabilizada a multa diária.
Não podemos esquecer também das Áreas de Preservação Peramanente – APPs, as quais são definidas por áreas de mata ciliar ( beira de rios e lajeados ), vertentes, banhados e florestas de espécies nativas, as quais não podem ser exploradas. Entidades ligadas aos produtores tentam pressionar o Ministério do Meio Ambiente para que estas áreas sejam somadas dentro do percentual de 20% da área de reserva legal, mas até o momento não obtiveram êxito.
O assunto é bastante polêmico, porém fica o alerta aos produtores para que busquem informações sobre a sua regularização junto ao Órgão Ambiental Estadual, para não ficarem sujeitos às sanções da Lei.
Boas práticas para o leite
Sandra Callegaro Hatje
Engenheira Agrônoma
28/03/2009 - A cadeia do leite atravessa um período de transformações. O aumento nas exigências da qualidade se dá em decorrência da preocupação do consumidor em relação à segurança oferecida pelo alimento. Neste novo cenário, de acordo com a instrução normativa 51, a cadeia precisa se adequar para atender os critérios de exigência do mercado.
Os processos produtivos de alimentos apresentam situações críticas, colocando em risco a qualidade dos produtos. O controle deve ocorrer em toda a cadeia, pois a obtenção de matéria-prima de qualidade é a primeira etapa para garantir produtos de qualidade.
O controle pode ser feito utilizando o sistema Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), uma forma de prevenção baseada em sistema de segurança alimentar utilizado em todo o ciclo produtivo, desde a produção da matéria-prima, transporte, produção industrial e distribuição, a fim de avaliar perigos e estabelecer controles baseados na prevenção.
A produção de leite exige atenção aos procedimentos e às diversas fases de criação. Devem ser observados, por exemplo, cuidados com relação à saúde do rebanho, à qualidade da água, à produção e o armazenamento dos alimentos, ao manejo das fêmeas gestantes e suas crias, à obtenção e armazenamento do leite e seu transporte, à limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha e armazenamento, ao destino dos dejetos e de outros materiais.
A produção de leite de qualidade passa pela adoção do programa de boas práticas agropecuárias. Um dos principais problemas enfrentados pelas indústrias são os resíduos de medicamentos, sendo os principais os antimicrobianos, utilizados para curar ou prevenir a mastite. O leite com resíduos não deve ser comercializado, porque pode causar reações alérgicas, desenvolver resistência a bactérias, além de interferir ou inibir o crescimento dos fermentos usados na produção de iogurtes e bebida láctea.
Os produtos utilizados para a sanificação dos equipamentos e utensílios podem ser fontes de contaminação. Os sanificantes têm como objetivo destruir todos os micro-organismos presentes na superfície do equipamento. Existem duas categorias de resíduos associadas com a limpeza dos equipamentos: os minerais e os orgânicos.
Os minerais são resultantes da precipitação nas superfícies de certos sais que constituem a dureza da água, enquanto os orgânicos devem ser retirados, ou há uma tendência de assentarem ou endurecerem assim que secarem. Os principais resíduos orgânicos são gorduras, açúcares e proteínas.
A desinfecção dos utensílios pode ser feita por meios físicos e químicos. Os sanificantes não devem ser tóxicos nem corrosivos, possuir ação germicida rápida e ser econômicos. Outros contaminadores do leite são insetos, cabelos, pelos, o que pode ser evitado com a higiene na ordenha, no armazenamento e no transporte. O ordenhador deve adotar as boas praticas de produção de leite, além de armazenar em condições adequadas para evitar a multiplicação das bactérias.
Piroplasmose ou Tristeza Parasitária
Carlos A. Diesel
Médico Veterinário - Unitec Boa Vista do Buricá
28/02/2009 - A babesiose e a anaplasmose constituem um dos principais problemas sanitários da atividade leiteira e ocasionam grandes prejuízos. A babesiose é causada por um protozoário (babesia) e a anaplasmose é causada por uma bactéria/riquetsia (anaplasma). Ambas são consideradas um só complexo de enfermidade, denominada Tristeza Parasitária ou Piroplasmose. Ambas podem ser transmitidas pelos carrapatos (Boophilus microplus).
No caso da anaplasmose, o carrapato é considerado o vetor biológico, uma vez que o Anaplasma marginale se multiplica no intestino do carrapato. Já as moscas hematófogas são consideradas vetores mecânicos do Anaplasma marginale, pois a transmissão ocorre no momento da picada, de forma mecânica (de animal para animal).
Nas áreas de estabilidade enzoótica, os animais são expostos aos agentes causadores da tristeza parasitária logo após o nascimento, possibilitando o desenvolvimento gradativo da imunidade. Porém, falhas de manejo no controle do carrapato, com o combate excessivo ao Boophilus microplus, podem ocasionar baixa exposição aos agentes, e conseqüente queda da imunidade.
Desta forma, áreas de estabilidade enzoótica podem se tornar áreas de instabilidade enzoótica, e nestes casos, a enfermidade pode se manifestar de forma aguda. O mesmo ocorre quando animais provenientes de áreas de instabilidade são transferidos para regiões de estabilidade enzoótica (animais trazidos do Uruguai para o sudeste do Brasil, por exemplo).
Os sintomas da anaplasmose e da babesiose são semelhantes, ambas causam febre, falta de apetite, icterícia e anemia. Na babesiose, além dos sintomas citados, pode-se observar ainda hemoglobinúria (urina com coloração avermelhada de sangue), fezes com leves estrias de sangue e sintomatologia nervosa. Na prática, os funcionários devem ser treinados para identificar os primeiros sintomas de mudança no comportamento dos animais. Dentre eles: animais isolados do grupo, animais deitados próximos ao cocho d’água, animais com cabeça baixa (apatia) e animais evidenciando cansaço, com movimento respiratório evidente nos flancos (dispnéia e taquicardia).
O diagnostico laboratorial é indispensável para confirmar o diagnóstico clínico e identificar o agente responsável. O método mais prático e mais usado é o esfregaço sangüíneo, o sangue deve ser colhido na orelha ou na extremidade da cauda do animal (aconselha-se fazer no mínimo três laminas por animal).
Dentre os testes sorológicos pode-se optar pela imunofluorescência direta (IFI) e o teste de conglutinação rápida (TCR).
No, entanto devido ao caráter agressivo da tristeza parasitária, não é possível aguardar o resultado laboratorial para iniciar o tratamento. O diagnostico laboratorial irá auxiliar o tratamento, mas antes de qualquer coisa, o animal deve ser medicado (salvo as propriedades que têm condições de realizar o exame na própria fazenda). Na realidade, o sucesso da terapia contra a piroplasmose depende do diagnóstico precoce e do pronto tratamento do animal afetado. O prognóstico dos quadros de tristeza parasitária está diretamente associado à fase de desenvolvimento da doença em que é realizado o tratamento.
Por fim, o controle da tristeza parasitária passa por diferentes etapas do manejo da propriedade. Iniciando com a qualidade do manejo do colostro para favorecer a proteção dos animais jovens, passando pela manutenção de uma adequada infestação de carrapatos e finalizando pela adequação do tipo instalação para favorecer um freqüente contato do rebanho com os carrapatos.
O impacto ambiental da produção de carne
José Adolar Ten Kathen
Unitec - Boa Vista do Buricá
10/01/2009 - Este artigo tem finalidade meramente esclarecedora e nunca de crítica ou juízo a respeito da conduta ou escolhas de quem quer que seja nem insinuarmos que o consumo de carne é o único e nem o principal causador dos problemas ambientais que temos causado ao planeta, mas certamente é um dos principais. Pretendemos, simplesmente, relatar um fato e suas conseqüências claras e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação em geral e deixar claro que a decisão de incluir ou não carne em nosso cardápio é individual e está ao nosso alcance.
O consumo de carne é responsável pela manutenção de um imenso estoque vivo que inclui aves, peixes e mamíferos de dezenas de espécies e isso acarreta além de uma grande demanda de terra, água, comida, uma emissão de energia fóssil e um também grande despejo de dejetos que, direta e indiretamente poluem o solo, o ar e a água.
Estudos científicos, dados oficiais e cálculos oficiais comprovam que o custo de 1kg de carne bovina no Brasil implica em:
- consumo de 15 mil litros de água doce limpa;
- emissão de dióxido de carbono diretamente na atmosfera (queimadas para
a formação dos pastos);
- emissão de metano na atmosfera (vindo do sistema digestivo dos animais);
- descarte de sangue, urina, gordura, vísceras, fezes, ossos e outros que, de uma forma ou outra muitas vezes chegam aos rios e oceanos e contaminam o solo e os lençóis freáticos ( 1(hum) mil bovino produz 40 kg de esterco/dia);
- despejo de fármacos no meio ambiente através da urina e fezes e o descarte de restos;
- liberação de óxido nitroso – emitido pela volatilização dos arrotos e gases intestinais e mais prejudicial que o CO2;
Segundo o ICEPA, no Brasil, num período de quatro a cinco anos, um boi produz, em média, 210 kg de carne e utiliza de um a quatro hectares de terra – nesse mesmo período de tempo, na mesma quantidade de terra, se produz, em média: 8 toneladas de feijão; 23 toneladas de trigo; 35 toneladas de cenoura; 19 toneladas de arroz; 32 toneladas de soja; 44 toneladas de batata; 22 toneladas de maçã; 34 toneladas de milho; 56 toneladas de tomate.
A remoção da cobertura vegetal para a pastagem interrompe o equilíbrio do ciclo natural de nutrientes, que desaparece com o solo exposto a intempéries e erosões.
Os efluentes dos rebanhos mundiais (bovinos, ovinos, suínos, caprinos etc) emitem 64% da amônia lançada na atmosfera e responsável pelas chuvas ácidas.
Resultado da conta? Metade da agricultura mundial voltada para a produção de ração animal e a carne dos animais abatidos é acessível a menos de 15% dos seres humanos, a maior parte da população global pratica um semi-vegetarianismo compulsório pois para todos terem acesso a carne precisamos alimentar uma população de 6,5 milhões de carnívoros seriam necessários 2 planetas como a Terra só para as pastagens e a produção de grãos para a ração.
Este sistema de produzir carnes tem-se revelado, de um lado, um ônus insustentável para a vida em muitas regiões do Planeta; de outro, mostra-se também um peso difícil de carregar pelo ser humano, pois a ciência tem associado ao excesso de consumo de carnes um aumento surpreendente da incidência de casos de obesidade, doenças do coração, de câncer de mama e de cólon. Esta situação não significa o fim do consumo de proteínas de origem animal. Carnes de bois, de suínos, de aves, de peixes e de outros animais exóticos continuarão a ser produzidas para quem puder pagar, enquanto outras pessoas se contentarão em prová-las apenas em ocasiões especiais, devido seu alto custo. (ICEPA-SC)
E para que tenha água para este processo produtivo, precisamos de toda a sociedade e sua consciência de manter a água , penetrando no solo nas áreas florestadas, plantando água na forma de barragens e principalmente entender que as drenagens carregam milhares de litros de água todos os dias para longe.
Antibióticos: devem ser
utilizados com cuidado
Magali Jantsch
Médica Veterinária - Unitec – Coop.Técnicos Nororeste Estado do RS - Av.Santa Rosa 310, sala 04, Tres de Maio – RS - Fone: 55 3535-2052/ 2182 ou 55 9974-1469
e-mail: unitec@mksnet.com.br
site: www.unitec-tm.com.br
29/11/2008 - Na pecuária leiteira os antibióticos são empregados para o tratamento de doenças como mastite, metrites, problemas respiratórios, do trato digestivo, entre outros.
Os antibióticos só podem ser utilizados nos animais sob recomendação de um Médico(a) Veterinário(a), já que seu uso incorreto aumenta a resistência microbiana (que se caracteriza pela capacidade de microrganismos resistirem aos efeitos da medicação) e pode permitir a presença de seus resíduos no leite. Além disso, causam grandes problemas às indústrias durante o processo de fabricação de alguns produtos lácteos e são um risco à saúde pública se presentes, mesmo em pequenas quantidades, nos alimentos destinados ao consumo humano.
No tratamento intramamário de mastite deve ser descartado o leite de todos os quartos, mesmo quando se faz o tratamento de apenas um quarto, uma vez que o antibiótico usado em um quarto irá se difundir pelo sangue e chegará ao leite dos quartos não tratados com antibiótico. Separar as vacas tratadas e ordenhar por último. Devemos observar também a carência no leite dos antibióticos de uso injetável, por via oral e também por infusão intra uterina.
Os testes utilizados para a detecção de antibióticos nas fábricas possuem alta sensibilidade. O leite residual, que fica no equipamento de ordenha depois que uma vaca em tratamento é ordenhada, pode contaminar o leite sem residuos de até 20 vacas.
O principal problema para a indústria é a inibição de culturas lácteas sensíveis utilizadas na fabricação de queijos, iogurtes e outros produtos fermentados, dificultando a obtenção desses produtos ou alterando sua qualidade.
Os problemas ligados a saúde pública se devem a possibilidade de desenvolvimento de reações alérgicas ou tóxicas nos indivíduos que ingerem o leite contaminado com os resíduos de antibióticos.
Por produzir leite, um alimento nobre e indispensável para a alimentação humana, o produtor precisa tomar todos os cuidados necessários em relação à qualidade e segurança para não colocar em risco a saúde da população.
Consulte sempre um Medico(a) Veterinário(a).
Brucelose
Paulo Renato Prauchner
Médico Veterinário
Unitec – Av. Santa Rosa 310 – sala 04 - Três de Maio - RS
www.unitec-tm.com.br
e-mail:unitec@mksnet.com.br
11/10/2008 - A Brucelose é considerada uma Zoonose, ou seja, é uma doença comum a todas as espécies de animais, inclusive o ser humano. O agente causador da doença é uma bactéria denominada Brucella Abortus.
É uma doença grave, contagiosa, de difícil identificação, relacionada à fertilidade do animal. Seus principais sintomas nos animais são:
- aborto espontâneo;
- artrite;
- inflamação nos testículos;
- infertilidade nas f êmeas;
- esterilidade nos machos;
Como podemos evitar ou controlar a doença:
- Vacinando todas as terneiras fêmeas nascidas na propriedade, quando elas tiverem entre 3 e 8 meses de idade. Não vacinar as fêmeas após 8 meses.
- Os terneiros machos nunca deverão ser vacinados.
- Não manusear materiais de abortos (placenta, líquidos fetais) sem proteção de luvas nas mãos.
- Enterar ou queimar restos fetais, resultado de abortos espontâneos.
- Desinfetar instalações.
- Consumir somente leite pasteurizado e alimentos derivados de animais que sejam inspecionados por órgão competente.
- Quando for adquirir animais de outras propriedades, exigir testes negativos para Brucelose, feito por um Médico Veterinário credenciado.
- Testar todo o rebanho leiteiro, pelo menos uma vez ao ano.
Segundo a Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Três de Maio, órgão oficial do Departamento de Produção Animal do Estado do Rio Grande do Sul. Nosso estado aderiu ao Programa Nacional de Erradicação da Brucelose e Tuberculose. Com isso, a orientação é de que todas as fêmeas bovinas do RS, que atinjam a idade de 3 e 8 meses deverão abrigatoriamente ser vacinadas contra Brucelose.
O órgão oficial ainda ressalta para o produtor movimentar animais (compra e venda) deverá estar com as vacinas de suas terneiras devidamente atualizadas, para obter a Guia de Transporte Animal, obrigatória para transportar animais pelas rodovias.
A vacinação deverá ser feita por um Médico Veterinário credenciado na Inspetoria Veterinária e Zootécnica do seu município.
Maiores informações junto a Inspetoria Veterinária de Três de Maio, pelo Fone 3535-1747.
Novos serviços na UNITEC
Direção
www.unitec-tm.com.br
unitec@mksnet.com.br 3535-2052
16/08/2008 - A UNITEC em cumprimento a sua Missão em “Obter excelência na prestação de serviços técnicos cooperativados” e sua Visão de “Ser a melhor prestadora de serviços técnicos do Estado do Rio Grande do Sul nos setores onde atua”, conta a partir de agora, com mais um serviço à comunidade regional, com a entrada de mais um associado na Cooperativa.
Trata-se do associado Engenheiro Agrônomo Mário Luiz Evangelista, formado pela Universidade de Passo Fundo – UPF, com ampla experiência em atividades ligadas à agropecuária e ao cooperativismo. Dentre os principais trabalhos executados enquanto técnico de cooperativa agropecuária, foram os da reestruturação de cooperativa em Unidades Estratégicas de Negócios (1996) e o Projeto do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária – Recoop (1998), cuja principal finalidade era reestruturar e capitalizar as cooperativas de produção agropecuárias, objetivando o seu desenvolvimento auto-sustentado, geração e melhoria da produção, do emprego e da renda.
É Mestre em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB (1995), com especialização em Projetos Industriais, cuja Dissertação versava sobre a Viabilidade Técnica e Econômica da Agroindustrialização do Pêssego e da Goiaba na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.
Posteriormente, obteve o título de Doutor em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (2006), com a Tese intitulada: Estudo comparativo de análise de investimentos em projetos entre o método VPL e o de Opções Reais: o caso Cooperativa de Crédito Sicredi – Noroeste.
Atualmente é professor universitário nos cursos de graduação em Administração e Engenharia de Produção e também em pós-graduação. É membro da Associação Brasileira de Engenharia de Produção – ABEPRO, é referee do Encontro Nacional de Engenharia de Produção – ENEGEP. Do Simpósio de Engenharia de Produção – SIMPEP – UNESP e do Encontro Luso-brasileiro de Estratégias – SLADE. É componente da Comissão Editorial Científica da Revista Produção Online da UFSC, da Revista Gestão da Produção, Operações e Sistemas – GEPROS – FEB UNESP e da Revista SETREM. Possui diversos artigos científicos publicados nos principais eventos do País, e pesquisas ligadas à área do agronegócio.
A contribuição que o associado pretende desenvolver e prestar serviços via Cooperativa UNITEC estão relacionados aos setores Industriais, Agroindustriais e Serviços. Destacando-se entre as principais atividades, as seguintes:
1 Elaboração e Análise de Projetos (Industriais e Agroindustriais, Comércio, Serviços), tipo de projetos: de implantação, ampliação, localização, re-localização e modernização tecnológica;
2 Elaboração e Implantação de Planejamento Estratégico
3 Gestão de Estratégias Competitivas
4 Implantação do Balanced Scorecard - BSC
5 Elaboração e Análise de Custos de Produção
6 Análises Financeiras Empresariais
7 Estudos de Financiamentos Empresariais
8 Pesquisa de Mercado
9 Estudo de Logística Empresarial
10 Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica, como: estudo de aquisição de nova máquina ou equipamento, estudo comparativo entre comprar ou alugar, estudo de substituição de máquinas e equipamento por outros, estudo da vida útil de produtos e equipamentos, ciclo de vida de produtos, e lançamento de um novo produto ou serviço no mercado
11 Engenharia de Produtos, estudos e desenvolvimento de novos produtos.
O associado também atua na área da pesquisa, como a desenvolvida em 2006-2007, financiada pela Fapergs, trabalho intitulado “Novas Tecnologias no Arranjo Produtivo do Leite na Região Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul”, cujos resultados da pesquisa, de certa forma, contribuíram para a vinda de uma agroindústria do setor laticínio a se instalar na região.
Outra pesquisa de âmbito regional também financiada pela Fapergs em 2004-2006 foi o Projeto de Pesquisa Diagnóstico e Prognóstico da Região Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul, que resultou em livro com indicação de algumas estratégias e projetos para a região.
Atualmente está em andamento o Projeto de Pesquisa sobre o Arranjo Produtivo Local das agroindústrias da Região Fronteira Noroeste.
Sendo assim, a UNITEC sente-se orgulhosa em poder contar com um colaborador qualificado, e ampliando o portfólio de serviços da Cooperativa, coloca a disposição do empresariado regional essa nova oferta de serviços.
Condição corporal revela eficiência da vaca leiteira
Carlos Alberto Diesel
Médico Veterinário
www.unitec-tm.com.br
unitec@mksnet.com.br 3535-2052
16/08/2008 - Entre o final da lactação e o parto seguinte, as vacas sofrem modificações corporais em decorrência da alteração da qualidade e freqüência da dieta, o que acaba afetando a ingestão de matéria seca, o peso corporal e o desenvolvimento fetal. Vacas muito magras ao parto, por exemplo, produzem menor quantidade de leite em virtude de falta de reservas corporais que, geralmente, são utilizadas no inicio da lactação. Com isso ocorrem aumento de incidência de doenças metabólicas como a cetose, o deslocamento do abomaso, entre outras, além de provocar atraso na manifestação do cio pós-parto. Já as vacas consideradas muito gordas apresentam dificuldades ao parto, menor produção e também predisposição a doenças metabólicas.
Isso quer dizer que a vaca na época de parto não deve estar muito magra nem muito gorda. A condição corporal, estimada por meio de escores, é uma avaliação subjetiva sobre a cobertura de gordura ou de energia armazenada durante a lactação. Logo após o parto, as vacas apresentam balanço energético negativo e, conseqüentemente, perda de peso, momento em que há a mobilização de suas reservas corporais para repor essa queda energética. Usualmente, cada quilograma de peso mobilizado produz energia capaz de gerar até 7 kg de leite. No inicio da lactação não seria recomendável que as vacas perdessem mais de um quilo de peso por dia.
Por outro lado, no final da lactação, as vacas estão em balanço energético positivo e ganham condição corporal para repor a perda ocorrida no início da lactação. Desse modo, a condição corporal muda durante a lactação. O escore corporal tem sido utilizado como uma ferramenta para ajustar, de forma prática, a alimentação e o manejo de bovinos visando tanto ao aumento de leite como á redução de problemas reprodutivos. A avaliação das condições corporais é feita na região da garupa. Nas posições assinaladas, o produtor deve analisar a quantidade de cobertura de gordura. As vacas são classificadas de acordo uma escala que varia de um a cinco.
Programa de nutrição
do rebanho leiteiro
José Álvaro Pacheco
Engenheiro Agrônomo -
Unitec - Três de Maio
e-mail: unitec@mksnet.com.br -
site: www.unitec-tm.com.br
19/07/2008 - Há aproximadamente quatro meses estamos assistindo a elevação dos preços dos insumos agrícolas, no rastro da valorização dos produtos ( Soja, Milho, Trigo, Leite, etc....) e também em função do aumento da demanda, entre tantas outras alegações. Destes, o que mais chama atenção quando passamos os olhos em um orçamento de lavoura é o adubo, que atualmente representa mais de 48% do custo total com os insumos utilizados na instalação de uma lavoura.
No mês de Março de 2008, comprávamos uma tonelada de adubo, numa formulação adequada a nossa região para a cultura da Soja, ao redor de R$ 800,00. Hoje, este mesmo adubo chega a custar R$ 1.550,00, ou seja, em aproximadamente 90% de aumento no período.
A intenção deste artigo não é discutir as razões destas distorções que estão ocorrendo nos custos de produção e sim alertar o produtor para que não incorra no erro de reduzir drasticamente a utilização deste que é um dos insumos responsável pela produtividade das lavouras.
Falo isto, porque nestes períodos de custos elevados, a tendência natural é começarmos a fazer cortes, tentando adequar o orçamento ao nosso bolso. Medidas como esta, obviamente que devem ser tomadas, porém devemos utilizar critérios, principalmente se formos mexer na adubação, sob pena de termos uma queda significativa na produtividade.
O principal critério de decisão a ser utilizado para que possamos racionalizar a adubação das culturas sem grandes riscos de perdas na produtividade é fazer uma adubação de acordo com uma Análise de Solo e esta interpretada por profissional habilitado.
Uma grande parte das lavouras em nossa região, vêm sendo adubadas sem a utilização desta importante ferramenta, o que provoca desequilíbrios, que podem ser para mais ou para menos ( o mais comum ). Devemos levar em consideração também, que além de normalmente não utilizarmos uma adubação equilibrada para cada tipo de solo e que atenda as necessidades nutricionais de cada cultura, muitas vezes nos deparamos com lavouras que não recebem nenhum tipo de adubo no período de inverno, embora estas sejam cultivadas com pastagens, plantas de cobertura de solo ou mesmo em pousio com plantas voluntárias.
Sendo assim, para que possamos aproveitar os bons preços dos produtos agrícolas, temos que ter boas produtividades e racionalizar de forma segura os custos de produção, sem errar na dose da economia com a adubação. Para isto, faça uma coleta de solo para análise e de posse desta, discuta com o seu assistente técnico a melhor fórmula de adubo para sua lavoura.
Programa de nutrição
do rebanho leiteiro
Carlos Alberto
Diesel
Medico Veterinário -
Boa Vista do Buricá
e-mail: unitec@mksnet.com.br -
site: www.unitec-tm.com.br
21/06/2008 - Na pecuária leiteira atual, alem de manter os rebanhos com ótimos resultados de produção e reprodução, garantindo alta produtividade, busca-se também melhorar os padrões de qualidade do leite produzido e dessa forma conseguir um maior rendimento industrial (fator de interesse das cooperativas e laticínios) e por conseqüência uma melhor remuneração. Sem falar nos benefícios à saúde do consumidor final.
A implantação do programa do rebanho leiteiro é uma ferramenta auxiliar de grande eficácia para atingir esses padrões. Ele é composto por suplementos que utilizam matérias primas da melhor qualidade e de alta segurança alimentar, alem de conter as mais avançadas tecnologias de nutrição, como a dos minerais orgânicos. Assim, o programa tende a todas as categorias de animais e os sistemas de produção em geral, seja em confinamento, semi-confinamento ou pastoreio.
A evolução não para. Suplementando aos animais os nutrientes minerais e vitamínicos essenciais à manutenção de sua máxima produtividade, produtos que trazem em sua composição os complexos de minerais orgânicos-Transquelatos, Carbo-Quelatos e Fosfo- Carbo- Quelatos, elementos com propriedades nutricionais muito alem do que o simples fornecimento dos minerais tradicionais.
O Processo digestivo dos bovinos começa no rúmen, onde os alimentos são desdobrados pela flora microbiana e a seguir remontados, formando novas moléculas. Nesse processo, muitos nutrientes se perdem, pois inúmeras interferências, antagonismos e seqüestros ocorrem entre eles. Assim, se a molécula formada for adequada, será absorvida e aproveitada pelo animal. No extremo oposto, ocorrendo à formação de moléculas não reconhecidas pelas paredes do trato digestivo ou mesmo complexos insolúveis não haverá absorção e assim esses nutrientes serão eliminados. Os minerais ligados em complexos orgânicos escapam desse processo, pois as ligações os protegem dessas interações tornando-os altamente assimiláveis (alta biodisponibilidade). Além do fornecimento dos minerais mais biodisponiveis, os complexos orgânicos interferem diretamente no processo digestivo demostrando capacidade diferenciada de estimular o trabalho da flora ruminal e apresentando maior resposta do metabolismo animal. Trabalhos científicos feitos em renomados órgãos de pesquisa comprovam que o uso de minarais orgânicos promovem uma maior biodisponibilidade de Cálcio, Magnésio, Ferro, Zinco, Cobre, Cobalto, Manganês melhora ganho de peso e eficiência alimentar e ativação da flora ruminal.
Referência: Minerais Tortuga.
Uso de adubação nitrogenada em trigo
Pedro G. Pereira
Engenheiro Agrônomo - Unitec -
Av. Santa Rosa 127- Três de Maio/RS - Fone: 55 3535 2052
e-mail: unitec@mksnet.com.br -
site: www.unitec-tm.com.br
17/05/2008 - O trigo é um dos cereais de destaque em nossa região, cultivado durante o período de inverno, sendo um alimento essencial e presente na mesa dos brasileiros na forma de pães, massas, bolos, biscoitos, etc.
De acordo com a tecnologia recomendada pela pesquisa e as etapas que compõem o sistema de produção dos cereais de inverno, de forma geral, a adubação nitrogenada na cultura do trigo é recomendada para aumentar a produtividade. A quantidade de fertilizante nitrogenado a ser aplicada varia em função do teor de matéria orgânica dos solos, da cultura precedente (relação carbono/nitrogênio (C/N) dos resíduos culturais) e da expectativa de rendimento de grãos da cultura, sendo esta dependente da interação de vários fatores de produção e das condições climáticas.
A dose de nitrogênio (N) a ser aplicada na semeadura varia entre 15 e 20 kg ha-1, completando a quantidade total em cobertura. A aplicação de N em cobertura deve ser realizada entre os estádios de afilhamento e alongamento, período compreendido entre 20 e 45 dias após a emergência das plantas, onde proporciona incrementos significativos no rendimento de grãos e, é a partir do início do afilhamento que a demanda por N é maior em função da necessidade das plantas pelo nutriente. A resposta do trigo e outros cereais, em geral, a aplicação de N na base e cobertura, se dá em função da mobilidade deste nutriente no solo. Enquanto outros nutrientes a quantidade exigida pode ser aplicada totalmente na base, o N, se aplicado totalmente na semeadura e em situações de intensas precipitações nas épocas de instalação ao início do afilhamento, terá grandes chances de ser levado para longe das raízes devido às perdas de nitrato por lixiviação e desse modo, ocasionar deficiências na fase de maior demanda e formação dos componentes do potencial de grãos. O N é mais bem aproveitado quando a aplicação das fontes nitrogenadas é seguida de precipitações pluviais moderadas, com volumes entre 20 a 25 milímetros, suficientes para incorporar o nitrogênio na camada de solo explorado pelas raízes. Situação semelhante de aproveitamento ocorre quando o solo está úmido e as condições climáticas são favoráveis.
Trabalhos demonstram que rendimentos obtidos com trigo usando diferentes fontes de N, sulfato de amônio (21% de N), nitrato de amônio (34% de N) e uréia (46% de N) não demonstraram diferenças significativas em função das fontes de N. Entretanto, salienta-se que a uréia é atualmente o adubo nitrogenado mais utilizado, não somente em função do manuseio mais fácil, mas, especialmente, com relação ao custo do quilo de N aplicado ser mais baixo. Diferenças no rendimento de trigo cultivado após as culturas de soja e de milho ocorrem para as mesmas doses de N aplicadas, sendo superior quando se cultiva trigo após soja. Considerando o caso de resteva de milho e, especialmente, quando há muita palha, convém antecipar a aplicação de N em cobertura, visto que os resíduos da cultura do milho apresentam alta relação C/N, ocorrendo imobilização do N pelos microorganismos do solo. Após o cultivo de soja, que apresenta baixa relação C/N, todo o N pode ser aplicado em cobertura, visto que a demanda da planta nos estágios iniciais é suprida pelas reservas contidas nas sementes.
A adubação nitrogenada, de forma geral, proporciona incrementos significativos no rendimento do trigo, assim como de outros cereais de inverno e no manejo da adubação nitrogenada depois de definido a quantidade de N a ser aplicado em relação à disponibilidade do nutriente no solo, sucessão cultural e expectativa de produção, deve-se considerar a partição base e cobertura, a fonte a ser aplicada (custo unitário do nutriente) e as condições climáticas impostas no momento, considerando o princípio de melhor aproveitamento.
Potencial tóxico dos plásticos e sua repercussão para a saúde
José Adolar ten Kathen
Engenheiro Agrônomo -
Unitec - Boa Vista do Buricá
19/04/2008 - Como derivado do petróleo, o plástico é um composto sintético, não biodegradável (que pode ser consumido por bactérias ou fungos e retornar na forma de outros compostos para a natureza), cuja produção resulta em diversos contaminantes. A sua incineração produz substâncias tóxicas que geram problemas para o meio-ambiente e para a saúde humana e animal, mas seu maior perigo está no fato de gerar substâncias tóxicas quando entram em contato com os alimentos, bebidas e brinquedos infantis.
A reciclagem e a investigação sobre a toxicidade dos plásticos se torna, cada vez mais difícil, a medida que se incorporam diferentes tipos de aditivos aos mesmos, com o objetivo de os adaptarmos aos mais distintos usos. Além disso, a velocidade com que a indústria introduz novas substâncias químicas também dificultam os estudos, o que torna impossível a investigação dos riscos que os novos compostos trazem à saúde. Estes aditivos podem abandonar a matriz polimérica (o plástico propriamente dito) e contaminar os alimentos por eles embalados, num processo conhecido como migração de substâncias tóxicas. A migração aumenta com o incremento da temperatura (20ºC são suficientes para desencadear o processo) e com o tempo de armazenamento do produto.
Dentre os materiais plásticos empregados na embalagem de alimentos, o PVC tem suscitado mais reações, devido a sua toxicidade e à contaminação ambiental, derivadas da fabricação e incineração. A este respeito, vários países tem tomado medidas contra o uso do PVC no envase de alimentos. Já o poliestireno , pode transportar substâncias com efeito mutagênico e cancerígeno para o organismo.
Apesar dos níveis desta substância, presentes nos alimentos estar abaixo dos limites legais, não se sabem seus efeitos a longo prazo, pois muitos são bioacumulativos.
Uma das conseqüências mais graves do fenômeno da migração é a contaminação hormonal, já que muitos dos aditivos dos plásticos são capazes de funcionar como hormônios, potenciando seu efeito ou bloqueando a sua ação. Assim, este processo pode desencadear alterações no desenvolvimento sexual, na femilinização ou masculinização, infertilidade, insuficiência hormonal e câncer.
Muito se fala sobre a decomposição dos plásticos na água, que segundo várias fontes de informações é de 100 a 450 anos; em função disso os pesquisadores sugerem produzir plásticos que levem períodos mais curtos de decomposição, em torno de 180 dias ou menos, significando que, se portadores dos produtos que imitam hormônios femininos, mais rápido deverão entrar estes produtos no ciclo da água e consumido pelos seres vivos e humanos.
Extraído do site: Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas - SBRT - http://www.sbrt.ibict.br
Evitando perdas colhendo lucros
Marcos Haerter
Consultor Técnico - Unitec www.unitec-tm.com.br
15/03/2008 - Mais uma safra se aproxima, sendo indispensável a atenção do produtor rural sobre a regulagem e manutenção das colheitadeiras automotrizes.
Atenção esta que é indispensável na hora da revisão da colheitadeira, onde com mais de 35000 partes, necessita-se que use peças de boa qualidade e seja feita por pessoas especializadas, pois a manutenções realizadas no período da safra além de deixarem a maquina parada, custam o dobro do valor podendo chegar até cinco vezes.
Quanto a regulagem, o produtor deve dar atenção especial aos seguintes itens:
- Molinete: Neste encontram-se cinco regulagens distintas, as quais muitas vezes são desconhecidas ou até desconsideradas pelos produtores, porém representam mais de sessenta por cento das perdas totais da máquina.
1°) Velocidade: Esta deve ser de 10 a 15% superior a velocidade da colheitadeira, ou seja, duas travessas não podem tocar a mesma planta.
2°) Altura: deve tocar o 1/3 superior da planta,pois baixo demais, quebra galhos provocando perdas.
3°) Posição Longitudinal: Adiantada para culturas de grande porte e acamadas e recuada – mais próximo do sem fim - para culturas de porte pequeno.
4°) Posição dos Pentes: mais agressiva para culturas acamadas e posição a frente para culturas muitos secas.
5°) Altura Mínima: Evita que os pentes do molinete entrem em contato e conseqüentemente danifique a barra de corte.
- Barra de corte: Devem ser inspecionadas as folgas e o estado das partes ativas.
- Sem fim alimentador e dedos retrateis: Devem trabalhar entre 10 12 mm do fundo da plataforma.
- Canal alimentador: Verificar a altura e tensão pois uma travessa deve tocar levemente o fundo do canal alimentador.
-l Cilindro e côncavo: O cilindro deve trabalhar entre 500 a 700 RPM e com abertura de côncavo variando entre 4ª e 8ª posição.
OBS:
=>Saca-palhas: deve ser mantido limpo e com a cortina em bom estado.
=>Barras de cilindro desgastadas provocam perdas no saca-palhas e consumo excessivo de combustível.
- Picador de palhas: Pode consumir até 25%da potencia da potencia do motor, para reduzir esta porcentagem é importante que esteja balanceado e com facas em bom estado.
-l Bandejão: Deve ser mantido limpo, pois sujo perde a função de estratificação, ocasionando graves perdas nas peneiras.
- Ventilador: Deve trabalhar entre 700 a 900 RPM, para realizar uma limpeza perfeita das peneiras.
- Peneiras: Inferior: deve trabalhar com uma abertura de 8 a 10mm.
Superior: a abertura deve estar entre 11 a 13 mm.
Extensão: deve ter entre 14 a 16 mm de abertura.
É importante salientar que se não forem tomadas os devidos cuidados, o produtor rural pode perder mais de R$ 100,00 por hectare, pois a média nacional de perda varia de 3% a 5% da produção.
Produtores Especialistas
Dany dos Santos Pereira
Médico Veterinário - CRMV RS 6072 - UNITEC – Santa Rosa – RS
Fone: (55) 9973 3818
16/02/2008 - Há muito tempo vem sendo trabalhada a idéia de que os produtores devem se especializar nas atividades a que se dedicam e neste caso, a atividade leiteira, a fim de obterem rendimentos satisfatórios na mesma. No entanto faz-se necessário ressaltar que ser um produtor especialista significa ter a atividade que exerce sob gerenciamento e controle rígido, e assim ter meios que informem e mostrem o desempenho desta, principalmente no que se refere à produtividade, rentabilidade e qualidade do produto produzido. As questões de estrutura e tecnologia da propriedade tais como: galpões, sala de alimentação, sala de ordenha, resfriador, ordenhadeira, etc. são fatores também importantes, mas que devem surgir devido a necessidades sentidas pelo produtor para atingir níveis melhores de rentabilidade, produtividade e qualidade, pois são pontos que auxiliam muito, mas não determinam sozinhos o resultado final.
Inicialmente estes controles podem ser difíceis de serem feitos e necessitam de algumas mudanças de hábitos na propriedade, além disso, normalmente o auxilio do técnico é fundamental, mas com o passar do tempo eles se tornam rotina e ficam fáceis de serem mantidos e o principal fator é que através deles poderemos identificar os pontos fortes e fracos da propriedade e assim direcionamos os investimentos nas áreas que tem maior dificuldade e que via de regra acabam por prejudicar a produção e conseqüentemente lucros.
Com isto pretendemos mostrar aos produtores que ser especialista se refere ao modo como o produtor conduz a atividade a que se dedica e não ao nível de tecnologia que ele emprega na propriedade, pois este vem e deve vir por necessidade para melhorar os níveis de produção, produtividade e qualidade e não apenas por moda, para embelezar a propriedade ou por fatores que não estejam ligados aos principais objetivos da propriedade.
Colocamo-nos a disposição para quaisquer informações e gostaríamos de lembrar que a assistência técnica é parte fundamental para o gerenciamento da propriedade e conseqüente obtenção dos resultados desejados.
Boas práticas agropecuárias
na produção de leiteSandra Callegaro Hatje
Engenheira Agrônoma
26/01/2008 - A cadeia produtiva do leite em nível mundial atravessa por período de intensas transformações em sua estrutura. O aumento nas exigências da qualidade do leite se dá em decorrência da preocupação do consumidor em relação à segurança oferecida pelo alimento. Neste novo cenário, de acordo com a instrução normativa 51, toda a cadeia produtiva precisa se adequar para atender o mercado dentro dos critérios de exigência.
Os processos produtivos de alimentos apresentam situações consideradas críticas, colocando em risco a garantia da qualidade dos produtos. É importante ter em mente que o controle deve ocorrer ao longo de toda a cadeia produtiva, pois a obtenção de matéria-prima de qualidade para o processamento é a primeira etapa para obtenção de produtos de qualidade assegurada.
O controle pode ser feito utilizando-se o sistema denominado: Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Este é uma forma de prevenção baseada em sistema de segurança alimentar. Utilizado em todo o ciclo produtivo desde a produção da matéria-prima, transporte, produção industrial, distribuição, dentre outros, afim de avaliar perigos e estabelecer controles baseado na prevenção de contaminação alimentar.
A produção de leite exige atenção aos procedimentos e às diversas fases de criação. Dessa forma, devem ser observados, por exemplo, cuidados com relação à saúde do rebanho, à qualidade da água, à produção e o armazenamento dos alimentos, ao manejo das fêmeas gestantes e suas crias, à obtenção e armazenamento do leite e seu transporte, à limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha e armazenamento do leite, ao destino dos dejetos e de outros materiais usados na rotina (desinfetante, leite descartado, seringas, etc.)
A produção de leite de qualidade perpassa pela adoção do programa de boas práticas agropecuárias que visa reduzir as probabilidades de contaminação do leite mediante práticas adequadas de produção, obtenção e armazenamento.
Um dos principais problemas enfrentados pelas indústrias de derivados do leite são os resíduos de medicamentos. Sendo os principais os antimicrobianos utilizados para curar ou prevenir a mastite. O leite com resíduos não deve ser comercializado, por que pode causar reações alérgicas nos consumidores, desenvolver resistência a bactérias causadoras de doenças, além de interferir ou inibir o crescimento dos fermentos usados na produção de iogurtes e bebida láctea causando prejuízos a indústria de laticínios e aos produtores rurais.
Os produtos utilizados para a sanificação dos equipamentos e utensílios também podem ser fontes de contaminação. Os sanificantes têm como objetivo destruir todos os microrganismos presentes na superfície do equipamento que entram em contato o leite. Existem duas categorias de resíduos associados com a limpeza dos equipamentos: os minerais e os orgânicos.
Os minerais são resultantes da precipitação nas superfícies de certos sais que constituem a dureza da água. enquanto, os resíduos orgânicos são resultantes do leite devem ser retirados o mais breve possível, ou há uma tendência deles assentarem ou endurecerem assim que secarem. Os principais resíduos orgânicos são: gorduras, açúcares e proteínas.
A sanificação ou desinfecção dos utensílios e equipamento pode ser conseguida por meios físicos e químicos. Portanto, os sanificantes não devem ser tóxicos nem corrosivos, possuir ação germicida rápida e devem ser econômicos.
Outros elementos que podem contaminar o leite são os insetos, cabelos, pelos. Isso pode ser evitado com a higiene no momento da ordenha, no armazenamento e no transporte do leite. O ordenhador no momento da ordenha deve adotar as boas práticas de produção de leite, além de armazenar em condições adequadas para evitar a multiplicação das bactérias.
Agricultura orgânica: agregação de valor, geração de renda e desenvolvimento sustentável no agronegócio
Glauco Schultz
Engenheiro Agrícola com doutorado em Agronegócios, prof. do centro Universitário Univates (Lajeado-RS), Instrutor do Senar e do Sebrae e sócio da UNITEC.
22/12/2007 - A agricultura orgânica oportuniza a revisão das relações de cooperação e de competitividade no agronegócio brasileiro, possibilitando, desta forma, o estabelecimento de um relativo equilíbrio de forças entre os agentes das cadeias produtivas de alimentos, por meio de estratégias associadas às mudanças nos padrões de consumo e da conscientização ecológica. Trata-se de uma proposta de revisão das formas de produção, onde a busca pelo desenvolvimento deverá ocorrer sem a destruição dos recursos naturais. A agricultura orgânica assume maior legitimidade com a crescente preocupação da opinião pública a respeito dos impactos ambientais. O seu conceito e a sua prática atuais estão presentes no debate das questões relacionadas à noção de “desenvolvimento sustentável”. As características da agricultura orgânica refletem os contornos das amplas discussões sobre a preservação ambiental, que emergem a partir de 1960.
As propostas pioneiras, ou as “teorias clássicas” da agricultura ecológica, possuem suas origens principalmente em aspectos técnicos, tais como adubação orgânica e rotação de culturas. Entretanto, a associação entre filosofia, espiritualismos, religião e política (autonomia dos produtores e comercialização direta) é também uma identificadora destas correntes pioneiras da agricultura “diferente” do modelo convencional, já nas décadas de 20 e 30 do século passado. Apesar de a sustentação das propostas receber aportes conceituais e teóricos de disciplinas filosóficas e religiosas, é da experimentação agronômica que vem o maior sustentáculo daquelas manifestações pioneiras do campo da agricultura, enquanto constituindo uma alternativa ao modelo químico, mecânico e de melhoramento genético.
Sob esta perspectiva, a agricultura orgânica está inserida nas tendências atuais de sustentabilidade ambiental, de consumo consciente, de desenvolvimento territorial, de responsabilidade social, de segurança alimentar, de inclusão social, de agregação de valor para a agricultura familiar e de promoção da participação e da autogestão no meio rural. São estes aspectos, de crescente valorização pela sociedade, que possibilitam o crescimento do mercado, interno e externo, para os produtos ditos “orgânicos”. A partir da década de 80, foi iniciado um processo acelerado de crescimento da produção e de consumo de produtos orgânicos.
A agricultura orgânica atualmente está presente em aproximadamente 120 países, envolvendo 623.174 propriedades, totalizando mais de 31 milhões de hectares, com 31% na Austrália/Oceania, 21% na Europa, 20% na América Latina, 13% na Ásia e 4% na América do Norte (WILLER; YUSSEFI, 2006). O crescimento da produção orgânica no mundo apresenta taxas elevadas, considerando que em 2000, segundo Willer e Yussefi (2002), a área total era de aproximadamente 10 milhões de hectares. Os países que possuem maior quantidade de área com produção orgânica são a Austrália com 12,1 milhões de hectares, a China com 3,5 milhões e a Argentina com 2,8 milhões. A estimativa nesse sentido para o Brasil, segundo os autores, é de 0,34%.
O mercado mundial de produtos orgânicos é estimado em US$ 27,8 bilhões, sendo que mais de 50% deste (US$ 14,5 bilhões) está concentrado no Estados Unidos. (WILLER; YUSSEFI, 2006). Segundo M. Fonseca (2005), citando dados do ITC, o mercado de produtos orgânicos no mundo cresceu 23% ao ano entre 1997 e 2001, sendo que os países que comercializam em supermercados apresentaram as taxas de crescimento mais significativas, principalmente na União Européia.
No Brasil, a produção orgânica apresentou um crescimento significativo nos últimos cinco anos, passando de 100 mil hectares em 2000 para 887.637 hectares em 2006. (WILLER; YUSSEFI, 2000, 2006). Considerando somente a produção formalmente certificada as vendas desses produtos no Brasil, em 2003, atingiram aproximadamente US$ 200 milhões, com uma taxa de crescimento do mercado estimada entre 30 a 50%. (LENOURD; PIOVANO, 2004). Abacaxi, banana, café, mel, leite, carnes, soja, palmito, açúcar, frango e hortaliças são alguns dos principais produtos da agricultura orgânica brasileira. Dessa produção, aproximadamente 90% é exportada como matéria prima, principalmente para os Estados Unidos, União Européia e Japão, sendo estes os maiores mercados compradores de produtos orgânicos brasileiros, tais como a banana, soja e café. Além disso, o Brasil se destaca na exportação de suco de laranja e açúcar orgânico.
A comercialização no mercado interno concentra-se em supermercados, atingindo um percentual de 45% do total, sendo que as feiras e as lojas especializadas representam, respectivamente, 26% e 16%. (LENOURD; PIOVANO, 2004) Os principais produtos comercializados no mercado interno são as hortaliças e as frutas, existindo uma tendência de crescimento da oferta dos produtos industrializados, principalmente, chás, óleos, cereais e derivados de leite. A produção animal, apesar do grande potencial do país, ainda é bastante baixa, e está concentrada em algumas poucas propriedades. O Brasil já conta com 21 entidades credenciadas para a certificação de produtos orgânicos, sendo 12 nacionais e 9 internacionais (LENOURD; PIOVANO, 2004).
Atualmente, no Brasil, já são aproximadamente 14.000 propriedades que possuem sistemas orgânico de produção (WILLER; YUSSEFI, 2006), sendo que 90% destes estão localizados em propriedade familiares. Com isso deve ser destacado que, devido ao fato dos produtos orgânicos estarem presentes, principalmente em canais de comercialização como os supermercados, as organizações de agricultores familiares deverão efetuar um esforço deliberado para dinamizar a continuidade e o aperfeiçoamento das suas práticas de mercado, devido ao grande surgimento de entrantes neste segmento. A tendência de crescimento da oferta de produtos orgânicos no segmento de alimentos industrializados, está atraindo diversas empresas, fortemente estabelecidas no mercado de produtos convencionais, para o atendimento deste “nicho” de mercado.
Associado as significativas taxas de expansão mercadológica, o crescimento da produção orgânica no Brasil também se explica como devido ao estabelecimento de variadas relações institucionais e de políticas públicas de apoio e promoção a este segmento do agronegócio brasileiro. A legitimidade da agricultura orgânica, como sistema de produção voltado para a viabilização da sustentabilidade do meio rural, assume um papel de destaque no cenário das “alternativas” propostas para a promoção de políticas públicas direcionadas para a agricultura familiar. Políticas públicas nesse sentido estão presentes nas ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
É nesse contexto que a agricultura orgânica contribui para a agregação de valor aos produtos agropecuários e na conseqüente geração de renda para as famílias rurais.
As estratégias de produção e comercialização voltadas para nichos de mercado, em conjunto com a continuidade de inserção dos produtores rurais nas cadeias produtivas voltadas para as commodities agrícolas, oportunizam o adequado equilíbrio entre os aspectos sociais, econômicos e ambientais, promovendo, dessa forma, um verdadeiro desenvolvimento sustentável nos nossos territórios rurais.
Cuidados com a vacinação
Magali Jantsch
Médica Veterinária
17/11/2007 - Para os bovinos, a vacinação significa muitas vezes situação de estresse. O principal ponto crítico detectado, devido ao impacto do estímulo negativo nos animais, é devido a falta de controle no processo de vacinação, destacando-se aspectos como ferimentos nos animais, incerteza quanto à dose se foi totalmente aplicada, avarias nos equipamentos, acidentes, dentre outros problemas.
Nas propriedades de bovinos de leite, o maior problema é a condução dos animais à ordenha. Vêem-se animais sendo agredidos para entrar na sala de ordenha, e quando uma vaca apanha ou é tratada agressivamente, ela esconde o leite residual que, por sua vez, eleva o risco de mastite.
Determinados fatores influenciam na maior ou menor eficácia das vacinas. “Um ponto fundamental é em relação ao prazo de validade da vacina. Quanto à aplicação, é preciso seguir os procedimentos descritos na bula do produto.” Quase todas as vacinas, para expressarem seu efeito máximo, precisam de uma dose de reforço quando o animal a recebe pela primeira vez em sua vida, seguida de doses complementares semestrais ou anuais.
Para obtenção de uma boa resposta do sistema imunológico do animal, este deve estar em perfeitas condições de saúde e nutrição. Mesmo assim, alguns indivíduos não são capazes de responder à vacinação. Sendo assim, podemos dizer que em um grupo de animais vacinados adequadamente, em média 5% deles não ficarão protegidos. Por isso, medidas complementares de manejo devem ser tomadas para controle das enfermidades, como a eliminação de agentes vetores de doenças, como moscas, carrapatos e morcegos.
Manter as vacinas em temperatura adequada, entre 2 e 8°C, tanto no armazenamento e no transporte como durante a aplicação. Evitar que a vacina congele, pois isso pode causar nódulo no local da aplicação, além de prejudicar sua eficácia. As agulhas tortas, enferrujadas, sujas ou com ponta rombuda, devem ser todas descartadas.
Para acondicionar e transportar as vacinas recomenda-se o uso de uma caixa térmica com gelo ou gel congelado para garantir a temperatura necessária para a vacina.
É fundamental a correta esterilização das agulhas em água fervente, por quinze minutos, antes da aplicação.
Ao término da vacinação, a seringa deve ser desmontada, lavada e ferver as partes de vidro e metal, da mesma forma que as agulhas.
A forma de aplicação deve ser seguida rigorosamente, pois as conseqüências do manejo incorreto na vacinação são comuns, como abscessos purulentos e outros problemas.
Em caso de dúvidas consulte sempre um(a) Médico(a) Veterinário(a).
Como produzir
e viver ecologicamente correto
Ari Luiz
Benedetti *
Engenheiro Agrônomo
UNITEC-PASSO FUNDO
15/09/2007 - No texto
da constituinte brasileira encontramos no Art.
225: Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado e que se trata, entre
outros, de crimes Ambientais: destruir ou danificar
florestas, cortar árvores nativas, drenar
banhados, poluir corpos hídricos, fazer
uso do fogo nos diversos tipos de vegetação
existente. Atualmente nos deparamos com diversas
práticas que degradam o meio ambiente.
Apesar dos constantes alertas feitos por pesquisadores
ambientais, pouco tem sido feito por nossos governos
e pela sociedade do meio urbano e rural. Segundo
pesquisa, nos últimos 20 anos tivemos a
ocorrência de 11 anos de estiagem em nosso
estado, causando enormes prejuízos para
a agricultura e economia gaúcha.
Apesar dos fatos e conseqüências desastrosas,
observamos práticas de poluição
das águas, uso de fogo, desmatamento irregular,
urbanização em áreas de preservação
permanente, envenenamento de rios, extração
irregular do subsolo, em muitas vezes em conivência
de órgãos públicos os quais
elaboram planos de recuperação ambiental
que não saem do papel. Todos nós
sabemos que se nada for feito em prol do meio
ambiente, haverá mudanças climáticas,
as quais ocasionarão estiagens, aumento
da temperatura, surgimento de áreas agrícolas
improdutivas (desertos), escassez de água,
surgimentos de epidemias e fenômenos climáticos
desastrosos.
A sociedade gaúcha deve muito ao meio ambiente.
Quem sabe é preciso urgentemente que cada
agricultor ou morador de meio urbano tome atitudes
a fim de restabelecer o equilíbrio ecológico
através de ações ecologicamente
corretas, entre elas podemos citar:
* Usar menos agrotóxicos na agricultura,
visando produzir alimentos mais limpos;
* Reflorestar as margens de rios e nascentes;
* Destruir, tapar drenagens realizadas em banhados
para o plantio;
* Reflorestar em quantidade de área suficiente
para complementar 20% de mata em cada área
escriturada, de acordo com o código florestal
nacional;
* Banir o uso de fogo, não queimar lixo
ou qualquer tipo de vegetação;
* Substituir o poço negro por fossa séptica
revestida com alvenaria;
* Captação da água da chuva
dos telhados da casa, para uso doméstico;
* Tratamento de todos os efluentes produzidos
nas indústrias, antes do lançamento
nos rios;
* Construir estrumeiras para captação
de dejetos dos animais (bovinos, suínos),
evitando poluição e a ser usados
como fertilizante orgânico.
* Buscar fontes limpas de energia (energia solar,
biogás, etc.);
* Classificação e reciclagem de
todo o lixo produzido;
* Introduzir educação ambiental
em todas as escolas;
* Legalizar todas as empresas consumidoras de
madeira ou que exploram produtos do subsolo (pedras,
argila, água, cascalho).
Todos nós temos o direito a um ambiente
equilibrado, mas também o dever de fazer
a nossa parte. Reflorestar 20% da área
agrícola não significa redução
da produção agropecuária,
mas a condição mínima das
condições climáticas para
continuarmos produzindo eficazmente, pois a responsabilidade
é de cada um de nós e não
apenas dos envolvidos na floresta amazônica.
Todas as atitudes em benefício da natureza
e humanidade, dependerão de esforço
conjunto do poder público e entidades municipais
e de cada habitante. Pois nós temos a obrigação
de deixarmos para os nossos descendentes o planeta
em condições de vida para os animais
e seres humanos. Isso será prioritário,
acima da ganância financeira e dos interesses
de grupos políticos.
Quando é que iniciaremos a nossa boa ação
em benefício ao meio ambiente?
Preço
do leite em alta, a terneira como fica?
Paulo Renato
Prauchner
MedicoVeterinário – Unitec
Fone: (55) 9964-7707
18/08/2007 - Sabidamente o
produtor de leite tem o conhecimento, terneira
é um mamífero, que inicialmente
só se alimenta do leite materno.
Como o preço do leite está em alta,
às vezes ela, a terneirinha, é que
sofre as restrições na diminuição
da quantidade de leite fornecida a mesma.
Também sabemos que a fêmea que nasce
na propriedade será a futura vaca e por
isso devemos dar atenção à
mesma, no que diz respeito à fase inicial
de criação.
Quando inseminamos a vaca, com o sêmen de
touros provados, é o inicio da criação,
pois esperamos o período de gestação
inteiro até sabermos se vai nascer uma
fêmea ou macho. Hoje já existem empresas
que comercializam sêmen sexado, ou seja,
o produtor tem a possibilidade de escolha pela
fêmea, na hora de inseminação,
porém ainda não é uma tecnologia
garantida em sua totalidade.
Por todos esse motivos, temos que procurar alternativas
de aleitamento da terneira, onde entra a substituição
do leite, conhecido como leite em pó.
Podemos afirmar que um substituto do leite, de
boa qualidade, cria tão bem a terneira
como o leite da vaca, porém temos que observar
o manejo desse produto na hora do fornecimento,
preparação e conservação
do mesmo.
Aqui vão algumas dicas para não
ter problemas com a troca do leite da vaca por
substituto:
- escolha uma marca de substituto do leite de
boa qualidade, preferencialmente que não
tenha leite de soja em sua formulação;
- observar a quantidade correta de pó em
relação á água, para
sua diluição;
- a água deve ser a mesma que o produtor
consome em sua propriedade;
- aquecer a água e torno de 35 a 36 °C
de temperatura;
- fazer a troca do leite da vaca pelo substituto,
gradativamente;
- observar a altura da mamadeira ou balde na hora
de fornecer o substituto. A terneira deve tomar
o leite como se fosse na vaca, ou seja, 45 a 50
cm de altura do chão com o pescoço
espichado;
- nunca misturar ração com leite;
- a terneira precisa tomar em torno de 10% do
seu peso vivo por dia em leite;
- fornecer uma boa ração a partir
do 8 -10 dias de vida, em cocho separado do leite;
- Feno de boa qualidade a partir de 28 a 30 dias
de vida.
Maiores informações com os técnicos
da Unitec na Região.
Para os produtores
de leite refletirem e ... agirem!
Luís
Afonso
Médico veterinário - UNITEC
21/06/2007 - Como fica difícil
de acreditar no nível de produção
de leite aqui no Brasil, quando refletimos na
nossa capacidade de produção, tanto
quanto na dimensão territorial quanto condições
climáticas. É triste escutar produtores
com um dimensionado potencial de produção
dizendo: “dá para pagar a luz no
final do mês”; “silagem é
muito caro”; “o leite sempre deu prejuízo”;
“soja dá mais $, leite dá
muito serviço”; “o preço
não paga os custos de produção”,
etc. O que não se compreende é por
que continuam na atividade, quando a lógica
seria procurar outra atividade mais rentável.
Para encontrarmos a resposta e compreendermos
esta situação desagradável,
podemos refletir e imaginar quantos produtores
que conhecemos encaram o leite como um agronegócio?
Quantos fazem planejamento forrageiro? Quantos
fazem o controle de desperdícios? Quantos
controlam os custos? Quantos traçam metas
de onde querem chegar? Quantos criam adequadamente
as terneiras e novilhas?
Quantos têm um plano sanitário de
vermífugos e vacinas? Quantos fazem as
anotações referente à reprodução,
ou seja, dias de cios, de inseminações,
nome do touro (sêmen), de diagnóstico
de prenhêz, datas de secagem e datas previstas
dos partos? Quantos fazem controle leiteiro e
alimentam conforme a produção de
cada vaca a fim de explorar ao máximo estes
animais, diminuindo os custos fixos?
Será isto tudo um privilégio somente
de grandes produtores? Ou será que é
o mínimo que devemos fazer para chegar
à conclusão de que a atividade leiteira
é um bom um mau negócio?
Hoje, no meio rural, os tempos são outros
e as oportunidades já não são
as mesmas. Em qualquer atividade, seja ela milho,
soja, trigo, suínos, aves, e inclusive
o leite, não há mais espaço
para aventureiros e amadores, tem de ser profissional.
A economia tornou-se globalizada, o mercado exigente,
as oportunidades raras e os custos altos, se ganha
na escala de produção e com qualidade
dos produtos. Quem não tiver visão
empresarial da sua propriedade terá sua
atividade financeiramente inviável. É
uma realidade não só no Brasil como
em todo o mundo.
Pense nisso!
Lavoura de
soja - novos desafios!
Paulo
André Klarmann
Engenheiro
Agrônomo da UNITEC e Presidente da AENORGS
16/06/2007 - Apesar dos bons
rendimentos obtidos pela maioria dos produtores
na última safra (melhor dos últimos
quatro anos), favorecida por condições
climáticas mais estáveis durante
o ciclo no campo, é necessário que
se faça uma série de reflexões
acerca dos inúmeros problemas de ordem
fitossanitária ocorridos com a cultura
e o que levou a um aumento dos custos de produção
e, em certos casos, perdas significativas na produtividade
das lavouras, notadamente nas variedades de ciclo
médio e tardio.
Dentre estes problemas verificados na última
safra já encerrada destacamos a forte incidência
da ferrugem asiática, presença de
podridões radiculares (Macrophomina), danos
ocasionados por lagartas de outras espécies
e de percevejos-da-soja.
A bem da verdade, é preciso que se diga
que estas pragas e moléstias não
são novas, ou seja, são conhecidas
no meio científico e técnico e também
já difundidas dentre os produtores rurais.
Mas então, a pergunta que fica é:
por que ressurgiram com tamanha intensidade nas
lavouras a ponto de promover severos danos na
soja?
Em um debate que promovemos há dias atrás
para um grupo de mais de trinta engenheiros agrônomos
da região da Grande Santa Rosa juntamente
com o pesquisador Dirceu Gassen, foi analisada
esta questão com profundidade e de modo
claro podemos afirmar que tratou-se de uma conjunção
de fatores pré-disponentes ao ataque de
insetos e doenças como clima, compactação
de solo, falta de rotação de culturas
e aliado ao uso indiscriminado e persistente de
certos produtos agrotóxicos além
de manejo nem sempre adequado com relação
à aplicação de produtos químicos
e até de amostragens superficiais a campo.
Com isso queremos afirmar que a obtenção
de altas produtividades na soja já inicia
no planejamento da lavoura, com escolha de variedades
adaptadas, época de semeadura adequada
e população compatível, além,
é claro, da adubação recomendada
para cada gleba. A aplicação dos
produtos químicos durante o ciclo da soja
somente irá assegurar o nível de
produtividade esperado, sendo um fator de garantia
para as plantas evidenciarem o seu potencial produtivo.
E para isso, nos tempos atuais, é preciso
que os produtores aproximem-se cada vez mais da
sua assistência técnica a fim de
proporcionar um relacionamento de confiança
mútuo, troca intensa de informações
e uma maior presença no campo para levantamentos
e diagnósticos corretos. Somente desta
forma conseguiremos atingir os objetivos comuns
de incrementar as produtividades da soja na região
com racionalização dos custos e,
sobretudo, valorizar a nossa assistência
técnica agronômica no campo perante
à classe produtora e de toda a sociedade.
Tuberculose
e Brucelose
Fábio
Sandri
Médico
Veterinário - UNITEC - Especialista em
Reprodução de Bovinos
12/05/2007 - Sendo a Tuberculose
e Brucelose uma Zoonose, doença que acomete
os animais domésticos e pode ser transmitda
aos seres humanos, a sua importância em
termos de saúde pública e sanidade
animal, levou o governo a criar um Programa Nacional
de Controle e Erradicação (PNCEBT)
destas enfermidades.
É obrigatória a vacina de fêmeas
bovinas e bubalinas entre 3 a 8 meses, utilizando
a amostra B19. A fêmea é marcada
do lado esquerdo da cara, e o produtor recebe
recibo da aplicação da vacina.
No caso dos animais adultos, estes serão
submetidos a testes para detecção
e erradicação dos animais positivos,
conforme normas do programa.
O PNCEBT conta com três fazes, uma de controle
com vacinação e medidas de adesão
voluntária, redução progressiva
do nº total de focos e da incidência
de novos focos. A fase de erradicação
com detecção e eliminação
de todos os focos. E vigilância epidemiológica
permanente, e a fase de Zona Livre com vigilância
epidemiológica permanente.
Todas as fases do programa devem ser realizadas
ou de responsabilidade dos veterinários
habilitados pelo Ministério da Agricultura
Pecuária e Abastecimento (MAPA), com laboratório
próprio para realização dos
testes.
Todas estas medidas sanitárias trarão
grandes benefícios para o produtor rural.
Tivemos de exemplo o caso da aftosa, pois o Rio
Grande do Sul, em 2006, deu um pulo nas exportações
com valorização da carne e derivados,
por estar em melhor situação na
sanidade do rebanho. Esta situação
poderá ser ainda mais consolidada, com
a implantação do Programa de Controle
e Erradicação da Tuberculose e Brucelose.
Tecnologia
de Fabricação de Queijos
Izabel
Cenedese
UNITEC –
Instrutora
21/04/2007 - Existem muitos
tipos de queijos produzidos no mundo inteiro.
Alguns fatores como o leite, condições
climáticas e típicas de uma região,
variações no processo de fabricação
do queijo e fomento utilizado, irão determinar
as características de cada queijo.
O processo de fabricação evoluiu
devagar e ainda hoje, em várias regiões
ainda é artesanal.
Foi na última década que a indústria
passou por várias mudanças rápidas,
as quais modificaram a percepção
da produção de queijo e sua qualidade.
Isso consiste em manter padrão de textura,
sabor e odor. Essas características desejadas
são determinadas pelas reações
bioquímicas, que são afetadas pela
composição e por aspectos do processamento.
Ou seja, as propriedades físico-químicas
exercem uma influência direta na qualidade
do queijo.
O queijo é umas das formas de preservar
o leite. É um produto com elevado valor
nutritivo, principalmente proteínas. Para
garantir qualidade é necessário
utilizar boas práticas de manejo do gado
e de higiene rigorosa em todas as etapas de produção
do queijo garantindo, assim, a qualidade microbiológica
do produto e preservando a saúde do consumidor.
Além da qualidade microbiológica
o leite deve estar livre de agentes químicos
como antibióticos herbicidas, pesticidas,
etc. No caso de antibiótico, se estes forem
administrados ao gado, passarão ao leite
e poderão inibir a sua coagulação
e poderão alterar o tempo de maturação
dos queijos devido às alterações
na microbiótica láctica.
Como aconteceram várias alterações
no processo de fabricação, hoje
são vários os ingredientes que garantem
um bom produto, tais como: fermento lácteo,
soro fermento, cloreto de cálcio, nitrato
de sódio, corantes, cloreto de sódio
e coalho.
O processo de fabricação consiste
na seleção, preparação,
coagulação, tratamento da massa,
prensagem, salga, maturação e armazenagem.
Dia Mundial
da Água
José
Adolar ten Kathen
UNITEC –
Boa Vista do Buricá
17/03/2007 - O progresso na
evolução do mundo é algo
importante, como dádiva de Deus. Mas, contudo,
a questão de desejar o progresso não
significa, invariavelmente, de que para obter
este mesmo avanço venha a por tudo abaixo,
como um rolo-compressor. Em termos mais claros,
não querer tomar a Terra para si, em detrimento
da destruição de tudo que nos cerca.
O ecossistema abrange uma série a mais
de um ambiente saudável não só
para as gerações presentes, como
para as futuras. Isto é princípio
constitucional.
Alguns verbetes modernos, como a sustentabilidade,
demonstram claramente que o avanço progresso
não deve ser contido, mas, na verdade,
aperfeiçoado e medido tal qual possa situar
todos num planeta cheio de vida. É isso
que o Meio Ambiente apenas exige do homem, principal
causador da degradação e desertificação
do mundo.
Uma interessante reflexão podemos fazer
em alguma hora da nossa vida tumultuada. Pensar,
meditar, interrogar e responder a perguntas bem
profundas e simples: somos nós, homens
e mulheres racionais, os “donos do mundo”?
Devemos, pois, submeter o resto aos nossos caprichos
cotidianos? Devemos sobrepor as nossas intenções
e desejos acima de tudo que nos cerca: plantas,
aves, peixes, ar, água, terra, etc.?
Pois é. O momento é de reflexão
sobre este aspecto, porque estranhamos o comportamento
dos seres humanos que, em busca do “ter”,
esquecem-se do “ser”. Já, no
fim da vida, quando o caminho de ida é
próximo e, naturalmente, inevitável,
começam a sentir medo e remorso do que
fez. Isto vale para todos, independente de sua
situação e do seu “ter”,
tão em evidência, para determinar
o poder do homem na sociedade.
Vejo, com profunda melancolia, que muitos se dedicam
de corpo e alma a utilizar desse rolo-compressor
para alcançar o “ter” e dizer
“eu mando, eu sou o todo poderoso”.
Pobres seres que o lixo da história enterra
em 7 palmos de chão.
Mas a reflexão que faço, por ora,
é que estamos destruindo em nome do progresso,
sem que tenhamos um mínimo de consciência
do prejuízo que criamos. Cidades inchadas,
uma porção de condomínios
até de alto-padrão, casas suntuosas,
aras das arábias, chácaras vistosas
e tudo o mais, sem um mínimo de estudo
do impacto ambiental. Calculo, honestamente, como
seria diferente se fosse feito o EIA e RIMA(Estudo
de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto
Ambiental), antes de qualquer início de
obra. Seria, obviamente, consultado todas as partes
e, em principal, a sociedade civil e técnicos
ambientais. Desde que, preservado o Meio Ambiente,
então se iniciavam as obras. Contudo, não
é bem assim que ocorre.
Vivemos, constantemente, em perigos eminentes,
nestes desastres ecológicos. A natureza
não permite que lhe agridam. E as respostas,
nos chegam em formas diversas, como temos sentido
no planeta Terra. Tudo isso, não é
obra do acaso; tem o fundamento e o princípio
da agressão do homem à natureza.
Observamos, atônitos, que cidades se contaminam
pelo progresso desordenado e os investimentos,
de toda sorte, não respondem ao mínimo
das necessidades preservacionistas. Em nome de
um progresso tão almejado, relega-se a
um plano secundário áreas importantes,
fontes de água, empurram aves e animais
para um “refúgio” sufocante
e, invariavelmente, a sua extinção.
Muito precisa ser feito. É necessário
conscientizarmos de que, em breve, seremos vítimas
das nossas próprias armas. Portanto, em
vista dessa desordem total, há que se tomar
novos rumos para o equilíbrio do nosso
Meio Ambiente: fora com as investidas desordenadas
e criminosas do avanço do homem sobre a
natureza.
Neste 22 de março, DIA MUNDIAL DA ÁGUA,
precisamos recompor as nossas energias e trabalhar
firmemente para que tenhamos um Meio Ambiente
saudável e, em alerta maior, a questão
da água no mundo.Do 100% de água
que temos, 97% é salgada, cujo custo para
tirar o sal por osmose segundo os especialistas,
nos custaria 2,0 dólares por litro. Frente
a isso pergunta-se: quem teria dinheiro para pagar
esta quantia hoje para um consumo médio
de 150 a 200 litros diários por pessoa
hoje.Por isso precisamos tratar bem os 3% de água
doce que existem e dos quais 2% está presa
nos pólos e apenas 1% para realmente dispormos,
para usarmos com muita coerência e dividirmos
entre todos os seres vivos e humanos, pois somos
70% água em média.
Precisamos sair das meras conjecturas e partir
para a ação firme e rápida,
já que o tempo não nos permite qualquer
vacilo. É hora de unir forças e
exigir dos degradadores que por aí estão
um “basta”, em nome da própria
existência da vida na Terra. É o
mínimo que se pede, para não ser
tarde de mais.
“O acesso à água é
um direito humano fundamental e ponto.Se a humanidade
quiser um futuro minimamente aceitável
deve obrigar os seus governos a assumirem claras
responsabilidades agora”.
Febre aftosa
Magali Jantsch
Médica
Veterinária-CRMV 5885
17/02/2007 - A Febre aftosa
é uma enfermidade altamente contagiosa
e grave que ataca a todos os animais de casco
fendido, principalmente bovinos, bubalinos, suínos,
ovinos e caprinos. Ocorre em todas as idades,
independente de sexo, raça, clima, porém,
há diferenças de suscetividade de
espécie.
A doença é produzida pelo menos
por seis tipos de vírus. O vírus
é vinculado pelo ar, pela água e
alimentos, apesar de ser sensível ao calor
e a luz. A imunidade contra um vírus não
protege contra os outros. Um animal atacado por
um tipo de vírus, embora ofereça
resistência ao mesmo, é ainda suscetível
aos outros tipos e subtipos.
PREJUÍZOS CAUSADOS - A
gravidade da aftosa não decorre das mortes
que ocasiona, mas principalmente dos prejuízos
econômicos, atingindo todos os pecuaristas,
desde os pequenos até os grandes produtores.
Causa em conseqüência da febre e da
perda de apetite, sob as formas de quebra da produção
leiteira, perda de peso, crescimento retardado
e menor eficiência reprodutiva. As propriedades
que têm animais doentes são interditadas;
Provoca aborto e infertilidade; Os animais doentes
podem adquirir com maior facilidade outras doenças,
devido à sua fraqueza.
TRANSMISSÃO - A febre
aftosa é uma doença extremamente
infecciosa. O Vírus se isola em grandes
concentrações no líquido
das vesículas que se formam na mucosa da
língua e nos tecidos moles em torno das
unhas. O sangue contém grandes quantidades
de vírus durante as fases iniciais da enfermidade,
quando o animal é muito contagioso.
Quando as vesículas arrebentam, o vírus
passa à saliva e com a baba infecta os
alojamentos, os pastos e as estradas onde passa
o animal doente. Resiste durante meses em carcaças
congeladas, principalmente na medula óssea.
Dura muito tempo na erva dos pastos e na forragem
ensilada. Persiste por tempo prolongado na farinha
de ossos, nos couros e nos fardos de feno.
Outras vezes o contágio é indireto
e, nesse caso, o vírus é transportado
através de alimentos, água, ar e
pássaros. Também as pessoas que
cuidam dos animais doentes levam em suas mãos,
na roupa ou nos calçados, o vírus,
o qual é capaz de contaminar animais sadios.
Evite o contato direto com animais contaminados.
Cuide das ferramentas, veículos e materiais
que tenham entrado em contato com o animal doente.
SINTOMAS - A elevação
da temperatura e a diminuição do
apetite são os primeiros indícios
da infecção. O vírus ataca
a boca, língua, estômago, intestinos,
pele em torno das unhas e na coroa. No início,
febre com papulas que se transformam em pústulas,
em vesículas, que se rompem e dão
aftas na língua, lábios, gengivas
e entre os cascos, o animal baba muito e tem dificuldade
de se alimentar. Devido às lesões
entre os cascos, o animal tem dificuldade de se
locomover. Os surtos de aftosa surgem repentinamente
e com muita freqüência; todos os animais
suscetíveis do rebanho apresentam os sintomas
praticamente ao mesmo tempo. A mortalidade é
baixa nos adultos e elevada nos jovens , principalmente
os em aleitamento, porque as mães não
os deixam mamar.
PROFILAXIA E CUIDADOS
- Nos países livres de febre aftosa o método
geralmente empregado consiste no sacrifício
dos animais doentes e suspeitos, destruição
dos cadáveres e indenização
dos proprietários.
- Vacinação regular do gado de 6
em 6 meses a partir do 3º mês de idade
Suspeitando da existência da doença
em sua propriedade ou na de vizinhos, avise imediatamente
o Médico Veterinário.
- Confirmada a doença, isole os animais
doentes, proíba a entrada e saída
de veículos, pessoas e animais, instale
pedilúvios com desinfetantes e siga as
orientações do Médico Veterinário.
- Animais vindos de outras propriedades devem
ser isolados, vacinados e observados por um período
mínimo de 15 dias, antes de serem misturados
com os outros animais da propriedade.
|