Cooperjornal

DICAS DO CAMPO

Brucelose
Paulo Renato Prauchner

Médico Veterinário
Unitec – Av. Santa Rosa 310 – sala 04 - Três de Maio - RS
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11/10/2008 - A Brucelose é considerada uma Zoonose, ou seja, é uma doença comum a todas as espécies de animais, inclusive o ser humano. O agente causador da doença é uma bactéria denominada Brucella Abortus.

É uma doença grave, contagiosa, de difícil identificação, relacionada à fertilidade do animal. Seus principais sintomas nos animais são:

- aborto espontâneo;

- artrite;

- inflamação nos testículos;

- infertilidade nas f êmeas;

- esterilidade nos machos;

Como podemos evitar ou controlar a doença:

- Vacinando todas as terneiras fêmeas nascidas na propriedade, quando elas tiverem entre 3 e 8 meses de idade. Não vacinar as fêmeas após 8 meses.

- Os terneiros machos nunca deverão ser vacinados.

- Não manusear materiais de abortos (placenta, líquidos fetais) sem proteção de luvas nas mãos.

- Enterar ou queimar restos fetais, resultado de abortos espontâneos.

- Desinfetar instalações.

- Consumir somente leite pasteurizado e alimentos derivados de animais que sejam inspecionados por órgão competente.

- Quando for adquirir animais de outras propriedades, exigir testes negativos para Brucelose, feito por um Médico Veterinário credenciado.

- Testar todo o rebanho leiteiro, pelo menos uma vez ao ano.

Segundo a Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Três de Maio, órgão oficial do Departamento de Produção Animal do Estado do Rio Grande do Sul. Nosso estado aderiu ao Programa Nacional de Erradicação da Brucelose e Tuberculose. Com isso, a orientação é de que todas as fêmeas bovinas do RS, que atinjam a idade de 3 e 8 meses deverão abrigatoriamente ser vacinadas contra Brucelose.

O órgão oficial ainda ressalta para o produtor movimentar animais (compra e venda) deverá estar com as vacinas de suas terneiras devidamente atualizadas, para obter a Guia de Transporte Animal, obrigatória para transportar animais pelas rodovias.
A vacinação deverá ser feita por um Médico Veterinário credenciado na Inspetoria Veterinária e Zootécnica do seu município.

Maiores informações junto a Inspetoria Veterinária de Três de Maio, pelo Fone 3535-1747.


Novos serviços na UNITEC
Direção

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16/08/2008 - A UNITEC em cumprimento a sua Missão em “Obter excelência na prestação de serviços técnicos cooperativados” e sua Visão de “Ser a melhor prestadora de serviços técnicos do Estado do Rio Grande do Sul nos setores onde atua”, conta a partir de agora, com mais um serviço à comunidade regional, com a entrada de mais um associado na Cooperativa.

Trata-se do associado Engenheiro Agrônomo Mário Luiz Evangelista, formado pela Universidade de Passo Fundo – UPF, com ampla experiência em atividades ligadas à agropecuária e ao cooperativismo. Dentre os principais trabalhos executados enquanto técnico de cooperativa agropecuária, foram os da reestruturação de cooperativa em Unidades Estratégicas de Negócios (1996) e o Projeto do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária – Recoop (1998), cuja principal finalidade era reestruturar e capitalizar as cooperativas de produção agropecuárias, objetivando o seu desenvolvimento auto-sustentado, geração e melhoria da produção, do emprego e da renda.

É Mestre em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB (1995), com especialização em Projetos Industriais, cuja Dissertação versava sobre a Viabilidade Técnica e Econômica da Agroindustrialização do Pêssego e da Goiaba na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Posteriormente, obteve o título de Doutor em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (2006), com a Tese intitulada: Estudo comparativo de análise de investimentos em projetos entre o método VPL e o de Opções Reais: o caso Cooperativa de Crédito Sicredi – Noroeste.

Atualmente é professor universitário nos cursos de graduação em Administração e Engenharia de Produção e também em pós-graduação. É membro da Associação Brasileira de Engenharia de Produção – ABEPRO, é referee do Encontro Nacional de Engenharia de Produção – ENEGEP. Do Simpósio de Engenharia de Produção – SIMPEP – UNESP e do Encontro Luso-brasileiro de Estratégias – SLADE. É componente da Comissão Editorial Científica da Revista Produção Online da UFSC, da Revista Gestão da Produção, Operações e Sistemas – GEPROS – FEB UNESP e da Revista SETREM. Possui diversos artigos científicos publicados nos principais eventos do País, e pesquisas ligadas à área do agronegócio.

A contribuição que o associado pretende desenvolver e prestar serviços via Cooperativa UNITEC estão relacionados aos setores Industriais, Agroindustriais e Serviços. Destacando-se entre as principais atividades, as seguintes:

1 Elaboração e Análise de Projetos (Industriais e Agroindustriais, Comércio, Serviços), tipo de projetos: de implantação, ampliação, localização, re-localização e modernização tecnológica;

2 Elaboração e Implantação de Planejamento Estratégico

3 Gestão de Estratégias Competitivas

4 Implantação do Balanced Scorecard - BSC

5 Elaboração e Análise de Custos de Produção

6 Análises Financeiras Empresariais

7 Estudos de Financiamentos Empresariais

8 Pesquisa de Mercado

9 Estudo de Logística Empresarial

10 Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica, como: estudo de aquisição de nova máquina ou equipamento, estudo comparativo entre comprar ou alugar, estudo de substituição de máquinas e equipamento por outros, estudo da vida útil de produtos e equipamentos, ciclo de vida de produtos, e lançamento de um novo produto ou serviço no mercado

11 Engenharia de Produtos, estudos e desenvolvimento de novos produtos.

O associado também atua na área da pesquisa, como a desenvolvida em 2006-2007, financiada pela Fapergs, trabalho intitulado “Novas Tecnologias no Arranjo Produtivo do Leite na Região Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul”, cujos resultados da pesquisa, de certa forma, contribuíram para a vinda de uma agroindústria do setor laticínio a se instalar na região.

Outra pesquisa de âmbito regional também financiada pela Fapergs em 2004-2006 foi o Projeto de Pesquisa Diagnóstico e Prognóstico da Região Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul, que resultou em livro com indicação de algumas estratégias e projetos para a região.

Atualmente está em andamento o Projeto de Pesquisa sobre o Arranjo Produtivo Local das agroindústrias da Região Fronteira Noroeste.

Sendo assim, a UNITEC sente-se orgulhosa em poder contar com um colaborador qualificado, e ampliando o portfólio de serviços da Cooperativa, coloca a disposição do empresariado regional essa nova oferta de serviços.


Condição corporal revela eficiência da vaca leiteira
Carlos Alberto Diesel

Médico Veterinário
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16/08/2008 - Entre o final da lactação e o parto seguinte, as vacas sofrem modificações corporais em decorrência da alteração da qualidade e freqüência da dieta, o que acaba afetando a ingestão de matéria seca, o peso corporal e o desenvolvimento fetal. Vacas muito magras ao parto, por exemplo, produzem menor quantidade de leite em virtude de falta de reservas corporais que, geralmente, são utilizadas no inicio da lactação. Com isso ocorrem aumento de incidência de doenças metabólicas como a cetose, o deslocamento do abomaso, entre outras, além de provocar atraso na manifestação do cio pós-parto. Já as vacas consideradas muito gordas apresentam dificuldades ao parto, menor produção e também predisposição a doenças metabólicas.

Isso quer dizer que a vaca na época de parto não deve estar muito magra nem muito gorda. A condição corporal, estimada por meio de escores, é uma avaliação subjetiva sobre a cobertura de gordura ou de energia armazenada durante a lactação. Logo após o parto, as vacas apresentam balanço energético negativo e, conseqüentemente, perda de peso, momento em que há a mobilização de suas reservas corporais para repor essa queda energética. Usualmente, cada quilograma de peso mobilizado produz energia capaz de gerar até 7 kg de leite. No inicio da lactação não seria recomendável que as vacas perdessem mais de um quilo de peso por dia.

Por outro lado, no final da lactação, as vacas estão em balanço energético positivo e ganham condição corporal para repor a perda ocorrida no início da lactação. Desse modo, a condição corporal muda durante a lactação. O escore corporal tem sido utilizado como uma ferramenta para ajustar, de forma prática, a alimentação e o manejo de bovinos visando tanto ao aumento de leite como á redução de problemas reprodutivos. A avaliação das condições corporais é feita na região da garupa. Nas posições assinaladas, o produtor deve analisar a quantidade de cobertura de gordura. As vacas são classificadas de acordo uma escala que varia de um a cinco.


Programa de nutrição do rebanho leiteiro
José Álvaro Pacheco

Engenheiro Agrônomo - Unitec - Três de Maio
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19/07/2008 - Há aproximadamente quatro meses estamos assistindo a elevação dos preços dos insumos agrícolas, no rastro da valorização dos produtos ( Soja, Milho, Trigo, Leite, etc....) e também em função do aumento da demanda, entre tantas outras alegações. Destes, o que mais chama atenção quando passamos os olhos em um orçamento de lavoura é o adubo, que atualmente representa mais de 48% do custo total com os insumos utilizados na instalação de uma lavoura.

No mês de Março de 2008, comprávamos uma tonelada de adubo, numa formulação adequada a nossa região para a cultura da Soja, ao redor de R$ 800,00. Hoje, este mesmo adubo chega a custar R$ 1.550,00, ou seja, em aproximadamente 90% de aumento no período.

A intenção deste artigo não é discutir as razões destas distorções que estão ocorrendo nos custos de produção e sim alertar o produtor para que não incorra no erro de reduzir drasticamente a utilização deste que é um dos insumos responsável pela produtividade das lavouras.

Falo isto, porque nestes períodos de custos elevados, a tendência natural é começarmos a fazer cortes, tentando adequar o orçamento ao nosso bolso. Medidas como esta, obviamente que devem ser tomadas, porém devemos utilizar critérios, principalmente se formos mexer na adubação, sob pena de termos uma queda significativa na produtividade.

O principal critério de decisão a ser utilizado para que possamos racionalizar a adubação das culturas sem grandes riscos de perdas na produtividade é fazer uma adubação de acordo com uma Análise de Solo e esta interpretada por profissional habilitado.

Uma grande parte das lavouras em nossa região, vêm sendo adubadas sem a utilização desta importante ferramenta, o que provoca desequilíbrios, que podem ser para mais ou para menos ( o mais comum ). Devemos levar em consideração também, que além de normalmente não utilizarmos uma adubação equilibrada para cada tipo de solo e que atenda as necessidades nutricionais de cada cultura, muitas vezes nos deparamos com lavouras que não recebem nenhum tipo de adubo no período de inverno, embora estas sejam cultivadas com pastagens, plantas de cobertura de solo ou mesmo em pousio com plantas voluntárias.

Sendo assim, para que possamos aproveitar os bons preços dos produtos agrícolas, temos que ter boas produtividades e racionalizar de forma segura os custos de produção, sem errar na dose da economia com a adubação. Para isto, faça uma coleta de solo para análise e de posse desta, discuta com o seu assistente técnico a melhor fórmula de adubo para sua lavoura.


Programa de nutrição do rebanho leiteiro
Carlos Alberto Diesel

Medico Veterinário - Boa Vista do Buricá
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21/06/2008 - Na pecuária leiteira atual, alem de manter os rebanhos com ótimos resultados de produção e reprodução, garantindo alta produtividade, busca-se também melhorar os padrões de qualidade do leite produzido e dessa forma conseguir um maior rendimento industrial (fator de interesse das cooperativas e laticínios) e por conseqüência uma melhor remuneração. Sem falar nos benefícios à saúde do consumidor final.

A implantação do programa do rebanho leiteiro é uma ferramenta auxiliar de grande eficácia para atingir esses padrões. Ele é composto por suplementos que utilizam matérias primas da melhor qualidade e de alta segurança alimentar, alem de conter as mais avançadas tecnologias de nutrição, como a dos minerais orgânicos. Assim, o programa tende a todas as categorias de animais e os sistemas de produção em geral, seja em confinamento, semi-confinamento ou pastoreio.

A evolução não para. Suplementando aos animais os nutrientes minerais e vitamínicos essenciais à manutenção de sua máxima produtividade, produtos que trazem em sua composição os complexos de minerais orgânicos-Transquelatos, Carbo-Quelatos e Fosfo- Carbo- Quelatos, elementos com propriedades nutricionais muito alem do que o simples fornecimento dos minerais tradicionais.

O Processo digestivo dos bovinos começa no rúmen, onde os alimentos são desdobrados pela flora microbiana e a seguir remontados, formando novas moléculas. Nesse processo, muitos nutrientes se perdem, pois inúmeras interferências, antagonismos e seqüestros ocorrem entre eles. Assim, se a molécula formada for adequada, será absorvida e aproveitada pelo animal. No extremo oposto, ocorrendo à formação de moléculas não reconhecidas pelas paredes do trato digestivo ou mesmo complexos insolúveis não haverá absorção e assim esses nutrientes serão eliminados. Os minerais ligados em complexos orgânicos escapam desse processo, pois as ligações os protegem dessas interações tornando-os altamente assimiláveis (alta biodisponibilidade). Além do fornecimento dos minerais mais biodisponiveis, os complexos orgânicos interferem diretamente no processo digestivo demostrando capacidade diferenciada de estimular o trabalho da flora ruminal e apresentando maior resposta do metabolismo animal. Trabalhos científicos feitos em renomados órgãos de pesquisa comprovam que o uso de minarais orgânicos promovem uma maior biodisponibilidade de Cálcio, Magnésio, Ferro, Zinco, Cobre, Cobalto, Manganês melhora ganho de peso e eficiência alimentar e ativação da flora ruminal.

Referência: Minerais Tortuga.


Uso de adubação nitrogenada em trigo
Pedro G. Pereira

Engenheiro Agrônomo - Unitec - Av. Santa Rosa 127- Três de Maio/RS - Fone: 55 3535 2052
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17/05/2008 - O trigo é um dos cereais de destaque em nossa região, cultivado durante o período de inverno, sendo um alimento essencial e presente na mesa dos brasileiros na forma de pães, massas, bolos, biscoitos, etc.

De acordo com a tecnologia recomendada pela pesquisa e as etapas que compõem o sistema de produção dos cereais de inverno, de forma geral, a adubação nitrogenada na cultura do trigo é recomendada para aumentar a produtividade. A quantidade de fertilizante nitrogenado a ser aplicada varia em função do teor de matéria orgânica dos solos, da cultura precedente (relação carbono/nitrogênio (C/N) dos resíduos culturais) e da expectativa de rendimento de grãos da cultura, sendo esta dependente da interação de vários fatores de produção e das condições climáticas.

A dose de nitrogênio (N) a ser aplicada na semeadura varia entre 15 e 20 kg ha-1, completando a quantidade total em cobertura. A aplicação de N em cobertura deve ser realizada entre os estádios de afilhamento e alongamento, período compreendido entre 20 e 45 dias após a emergência das plantas, onde proporciona incrementos significativos no rendimento de grãos e, é a partir do início do afilhamento que a demanda por N é maior em função da necessidade das plantas pelo nutriente. A resposta do trigo e outros cereais, em geral, a aplicação de N na base e cobertura, se dá em função da mobilidade deste nutriente no solo. Enquanto outros nutrientes a quantidade exigida pode ser aplicada totalmente na base, o N, se aplicado totalmente na semeadura e em situações de intensas precipitações nas épocas de instalação ao início do afilhamento, terá grandes chances de ser levado para longe das raízes devido às perdas de nitrato por lixiviação e desse modo, ocasionar deficiências na fase de maior demanda e formação dos componentes do potencial de grãos. O N é mais bem aproveitado quando a aplicação das fontes nitrogenadas é seguida de precipitações pluviais moderadas, com volumes entre 20 a 25 milímetros, suficientes para incorporar o nitrogênio na camada de solo explorado pelas raízes. Situação semelhante de aproveitamento ocorre quando o solo está úmido e as condições climáticas são favoráveis.

Trabalhos demonstram que rendimentos obtidos com trigo usando diferentes fontes de N, sulfato de amônio (21% de N), nitrato de amônio (34% de N) e uréia (46% de N) não demonstraram diferenças significativas em função das fontes de N. Entretanto, salienta-se que a uréia é atualmente o adubo nitrogenado mais utilizado, não somente em função do manuseio mais fácil, mas, especialmente, com relação ao custo do quilo de N aplicado ser mais baixo. Diferenças no rendimento de trigo cultivado após as culturas de soja e de milho ocorrem para as mesmas doses de N aplicadas, sendo superior quando se cultiva trigo após soja. Considerando o caso de resteva de milho e, especialmente, quando há muita palha, convém antecipar a aplicação de N em cobertura, visto que os resíduos da cultura do milho apresentam alta relação C/N, ocorrendo imobilização do N pelos microorganismos do solo. Após o cultivo de soja, que apresenta baixa relação C/N, todo o N pode ser aplicado em cobertura, visto que a demanda da planta nos estágios iniciais é suprida pelas reservas contidas nas sementes.

A adubação nitrogenada, de forma geral, proporciona incrementos significativos no rendimento do trigo, assim como de outros cereais de inverno e no manejo da adubação nitrogenada depois de definido a quantidade de N a ser aplicado em relação à disponibilidade do nutriente no solo, sucessão cultural e expectativa de produção, deve-se considerar a partição base e cobertura, a fonte a ser aplicada (custo unitário do nutriente) e as condições climáticas impostas no momento, considerando o princípio de melhor aproveitamento.


Potencial tóxico dos plásticos e sua repercussão para a saúde
José Adolar ten Kathen

Engenheiro Agrônomo - Unitec - Boa Vista do Buricá

19/04/2008 - Como derivado do petróleo, o plástico é um composto sintético, não biodegradável (que pode ser consumido por bactérias ou fungos e retornar na forma de outros compostos para a natureza), cuja produção resulta em diversos contaminantes. A sua incineração produz substâncias tóxicas que geram problemas para o meio-ambiente e para a saúde humana e animal, mas seu maior perigo está no fato de gerar substâncias tóxicas quando entram em contato com os alimentos, bebidas e brinquedos infantis.

A reciclagem e a investigação sobre a toxicidade dos plásticos se torna, cada vez mais difícil, a medida que se incorporam diferentes tipos de aditivos aos mesmos, com o objetivo de os adaptarmos aos mais distintos usos. Além disso, a velocidade com que a indústria introduz novas substâncias químicas também dificultam os estudos, o que torna impossível a investigação dos riscos que os novos compostos trazem à saúde. Estes aditivos podem abandonar a matriz polimérica (o plástico propriamente dito) e contaminar os alimentos por eles embalados, num processo conhecido como migração de substâncias tóxicas. A migração aumenta com o incremento da temperatura (20ºC são suficientes para desencadear o processo) e com o tempo de armazenamento do produto.

Dentre os materiais plásticos empregados na embalagem de alimentos, o PVC tem suscitado mais reações, devido a sua toxicidade e à contaminação ambiental, derivadas da fabricação e incineração. A este respeito, vários países tem tomado medidas contra o uso do PVC no envase de alimentos. Já o poliestireno , pode transportar substâncias com efeito mutagênico e cancerígeno para o organismo.
Apesar dos níveis desta substância, presentes nos alimentos estar abaixo dos limites legais, não se sabem seus efeitos a longo prazo, pois muitos são bioacumulativos.

Uma das conseqüências mais graves do fenômeno da migração é a contaminação hormonal, já que muitos dos aditivos dos plásticos são capazes de funcionar como hormônios, potenciando seu efeito ou bloqueando a sua ação. Assim, este processo pode desencadear alterações no desenvolvimento sexual, na femilinização ou masculinização, infertilidade, insuficiência hormonal e câncer.

Muito se fala sobre a decomposição dos plásticos na água, que segundo várias fontes de informações é de 100 a 450 anos; em função disso os pesquisadores sugerem produzir plásticos que levem períodos mais curtos de decomposição, em torno de 180 dias ou menos, significando que, se portadores dos produtos que imitam hormônios femininos, mais rápido deverão entrar estes produtos no ciclo da água e consumido pelos seres vivos e humanos.

Extraído do site: Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas - SBRT - http://www.sbrt.ibict.br


Evitando perdas colhendo lucros
Marcos Haerter

Consultor Técnico - Unitec www.unitec-tm.com.br

15/03/2008 - Mais uma safra se aproxima, sendo indispensável a atenção do produtor rural sobre a regulagem e manutenção das colheitadeiras automotrizes.

Atenção esta que é indispensável na hora da revisão da colheitadeira, onde com mais de 35000 partes, necessita-se que use peças de boa qualidade e seja feita por pessoas especializadas, pois a manutenções realizadas no período da safra além de deixarem a maquina parada, custam o dobro do valor podendo chegar até cinco vezes.

Quanto a regulagem, o produtor deve dar atenção especial aos seguintes itens:

- Molinete: Neste encontram-se cinco regulagens distintas, as quais muitas vezes são desconhecidas ou até desconsideradas pelos produtores, porém representam mais de sessenta por cento das perdas totais da máquina.

1°) Velocidade: Esta deve ser de 10 a 15% superior a velocidade da colheitadeira, ou seja, duas travessas não podem tocar a mesma planta.

2°) Altura: deve tocar o 1/3 superior da planta,pois baixo demais, quebra galhos provocando perdas.

3°) Posição Longitudinal: Adiantada para culturas de grande porte e acamadas e recuada – mais próximo do sem fim - para culturas de porte pequeno.

4°) Posição dos Pentes: mais agressiva para culturas acamadas e posição a frente para culturas muitos secas.

5°) Altura Mínima: Evita que os pentes do molinete entrem em contato e conseqüentemente danifique a barra de corte.

- Barra de corte: Devem ser inspecionadas as folgas e o estado das partes ativas.

- Sem fim alimentador e dedos retrateis: Devem trabalhar entre 10 12 mm do fundo da plataforma.

- Canal alimentador: Verificar a altura e tensão pois uma travessa deve tocar levemente o fundo do canal alimentador.

-l Cilindro e côncavo: O cilindro deve trabalhar entre 500 a 700 RPM e com abertura de côncavo variando entre 4ª e 8ª posição.

OBS:
=>Saca-palhas: deve ser mantido limpo e com a cortina em bom estado.
=>Barras de cilindro desgastadas provocam perdas no saca-palhas e consumo excessivo de combustível.

- Picador de palhas: Pode consumir até 25%da potencia da potencia do motor, para reduzir esta porcentagem é importante que esteja balanceado e com facas em bom estado.

-l Bandejão: Deve ser mantido limpo, pois sujo perde a função de estratificação, ocasionando graves perdas nas peneiras.

- Ventilador: Deve trabalhar entre 700 a 900 RPM, para realizar uma limpeza perfeita das peneiras.

- Peneiras: Inferior: deve trabalhar com uma abertura de 8 a 10mm.
Superior: a abertura deve estar entre 11 a 13 mm.

Extensão: deve ter entre 14 a 16 mm de abertura.

É importante salientar que se não forem tomadas os devidos cuidados, o produtor rural pode perder mais de R$ 100,00 por hectare, pois a média nacional de perda varia de 3% a 5% da produção.


Produtores Especialistas
Dany dos Santos Pereira

Médico Veterinário - CRMV RS 6072 - UNITEC – Santa Rosa – RS
Fone: (55) 9973 3818

16/02/2008 - Há muito tempo vem sendo trabalhada a idéia de que os produtores devem se especializar nas atividades a que se dedicam e neste caso, a atividade leiteira, a fim de obterem rendimentos satisfatórios na mesma. No entanto faz-se necessário ressaltar que ser um produtor especialista significa ter a atividade que exerce sob gerenciamento e controle rígido, e assim ter meios que informem e mostrem o desempenho desta, principalmente no que se refere à produtividade, rentabilidade e qualidade do produto produzido. As questões de estrutura e tecnologia da propriedade tais como: galpões, sala de alimentação, sala de ordenha, resfriador, ordenhadeira, etc. são fatores também importantes, mas que devem surgir devido a necessidades sentidas pelo produtor para atingir níveis melhores de rentabilidade, produtividade e qualidade, pois são pontos que auxiliam muito, mas não determinam sozinhos o resultado final.

Inicialmente estes controles podem ser difíceis de serem feitos e necessitam de algumas mudanças de hábitos na propriedade, além disso, normalmente o auxilio do técnico é fundamental, mas com o passar do tempo eles se tornam rotina e ficam fáceis de serem mantidos e o principal fator é que através deles poderemos identificar os pontos fortes e fracos da propriedade e assim direcionamos os investimentos nas áreas que tem maior dificuldade e que via de regra acabam por prejudicar a produção e conseqüentemente lucros.

Com isto pretendemos mostrar aos produtores que ser especialista se refere ao modo como o produtor conduz a atividade a que se dedica e não ao nível de tecnologia que ele emprega na propriedade, pois este vem e deve vir por necessidade para melhorar os níveis de produção, produtividade e qualidade e não apenas por moda, para embelezar a propriedade ou por fatores que não estejam ligados aos principais objetivos da propriedade.

Colocamo-nos a disposição para quaisquer informações e gostaríamos de lembrar que a assistência técnica é parte fundamental para o gerenciamento da propriedade e conseqüente obtenção dos resultados desejados.


Boas práticas agropecuárias na produção de leiteSandra Callegaro Hatje
Engenheira Agrônoma

26/01/2008 - A cadeia produtiva do leite em nível mundial atravessa por período de intensas transformações em sua estrutura. O aumento nas exigências da qualidade do leite se dá em decorrência da preocupação do consumidor em relação à segurança oferecida pelo alimento. Neste novo cenário, de acordo com a instrução normativa 51, toda a cadeia produtiva precisa se adequar para atender o mercado dentro dos critérios de exigência.

Os processos produtivos de alimentos apresentam situações consideradas críticas, colocando em risco a garantia da qualidade dos produtos. É importante ter em mente que o controle deve ocorrer ao longo de toda a cadeia produtiva, pois a obtenção de matéria-prima de qualidade para o processamento é a primeira etapa para obtenção de produtos de qualidade assegurada.

O controle pode ser feito utilizando-se o sistema denominado: Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Este é uma forma de prevenção baseada em sistema de segurança alimentar. Utilizado em todo o ciclo produtivo desde a produção da matéria-prima, transporte, produção industrial, distribuição, dentre outros, afim de avaliar perigos e estabelecer controles baseado na prevenção de contaminação alimentar.

A produção de leite exige atenção aos procedimentos e às diversas fases de criação. Dessa forma, devem ser observados, por exemplo, cuidados com relação à saúde do rebanho, à qualidade da água, à produção e o armazenamento dos alimentos, ao manejo das fêmeas gestantes e suas crias, à obtenção e armazenamento do leite e seu transporte, à limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha e armazenamento do leite, ao destino dos dejetos e de outros materiais usados na rotina (desinfetante, leite descartado, seringas, etc.)

A produção de leite de qualidade perpassa pela adoção do programa de boas práticas agropecuárias que visa reduzir as probabilidades de contaminação do leite mediante práticas adequadas de produção, obtenção e armazenamento.

Um dos principais problemas enfrentados pelas indústrias de derivados do leite são os resíduos de medicamentos. Sendo os principais os antimicrobianos utilizados para curar ou prevenir a mastite. O leite com resíduos não deve ser comercializado, por que pode causar reações alérgicas nos consumidores, desenvolver resistência a bactérias causadoras de doenças, além de interferir ou inibir o crescimento dos fermentos usados na produção de iogurtes e bebida láctea causando prejuízos a indústria de laticínios e aos produtores rurais.

Os produtos utilizados para a sanificação dos equipamentos e utensílios também podem ser fontes de contaminação. Os sanificantes têm como objetivo destruir todos os microrganismos presentes na superfície do equipamento que entram em contato o leite. Existem duas categorias de resíduos associados com a limpeza dos equipamentos: os minerais e os orgânicos.

Os minerais são resultantes da precipitação nas superfícies de certos sais que constituem a dureza da água. enquanto, os resíduos orgânicos são resultantes do leite devem ser retirados o mais breve possível, ou há uma tendência deles assentarem ou endurecerem assim que secarem. Os principais resíduos orgânicos são: gorduras, açúcares e proteínas.

A sanificação ou desinfecção dos utensílios e equipamento pode ser conseguida por meios físicos e químicos. Portanto, os sanificantes não devem ser tóxicos nem corrosivos, possuir ação germicida rápida e devem ser econômicos.

Outros elementos que podem contaminar o leite são os insetos, cabelos, pelos. Isso pode ser evitado com a higiene no momento da ordenha, no armazenamento e no transporte do leite. O ordenhador no momento da ordenha deve adotar as boas práticas de produção de leite, além de armazenar em condições adequadas para evitar a multiplicação das bactérias.


Agricultura orgânica: agregação de valor, geração de renda e desenvolvimento sustentável no agronegócio
Glauco Schultz
Engenheiro Agrícola com doutorado em Agronegócios, prof. do centro Universitário Univates (Lajeado-RS), Instrutor do Senar e do Sebrae e sócio da UNITEC.

22/12/2007 - A agricultura orgânica oportuniza a revisão das relações de cooperação e de competitividade no agronegócio brasileiro, possibilitando, desta forma, o estabelecimento de um relativo equilíbrio de forças entre os agentes das cadeias produtivas de alimentos, por meio de estratégias associadas às mudanças nos padrões de consumo e da conscientização ecológica. Trata-se de uma proposta de revisão das formas de produção, onde a busca pelo desenvolvimento deverá ocorrer sem a destruição dos recursos naturais. A agricultura orgânica assume maior legitimidade com a crescente preocupação da opinião pública a respeito dos impactos ambientais. O seu conceito e a sua prática atuais estão presentes no debate das questões relacionadas à noção de “desenvolvimento sustentável”. As características da agricultura orgânica refletem os contornos das amplas discussões sobre a preservação ambiental, que emergem a partir de 1960.

As propostas pioneiras, ou as “teorias clássicas” da agricultura ecológica, possuem suas origens principalmente em aspectos técnicos, tais como adubação orgânica e rotação de culturas. Entretanto, a associação entre filosofia, espiritualismos, religião e política (autonomia dos produtores e comercialização direta) é também uma identificadora destas correntes pioneiras da agricultura “diferente” do modelo convencional, já nas décadas de 20 e 30 do século passado. Apesar de a sustentação das propostas receber aportes conceituais e teóricos de disciplinas filosóficas e religiosas, é da experimentação agronômica que vem o maior sustentáculo daquelas manifestações pioneiras do campo da agricultura, enquanto constituindo uma alternativa ao modelo químico, mecânico e de melhoramento genético.

Sob esta perspectiva, a agricultura orgânica está inserida nas tendências atuais de sustentabilidade ambiental, de consumo consciente, de desenvolvimento territorial, de responsabilidade social, de segurança alimentar, de inclusão social, de agregação de valor para a agricultura familiar e de promoção da participação e da autogestão no meio rural. São estes aspectos, de crescente valorização pela sociedade, que possibilitam o crescimento do mercado, interno e externo, para os produtos ditos “orgânicos”. A partir da década de 80, foi iniciado um processo acelerado de crescimento da produção e de consumo de produtos orgânicos.

A agricultura orgânica atualmente está presente em aproximadamente 120 países, envolvendo 623.174 propriedades, totalizando mais de 31 milhões de hectares, com 31% na Austrália/Oceania, 21% na Europa, 20% na América Latina, 13% na Ásia e 4% na América do Norte (WILLER; YUSSEFI, 2006). O crescimento da produção orgânica no mundo apresenta taxas elevadas, considerando que em 2000, segundo Willer e Yussefi (2002), a área total era de aproximadamente 10 milhões de hectares. Os países que possuem maior quantidade de área com produção orgânica são a Austrália com 12,1 milhões de hectares, a China com 3,5 milhões e a Argentina com 2,8 milhões. A estimativa nesse sentido para o Brasil, segundo os autores, é de 0,34%.
O mercado mundial de produtos orgânicos é estimado em US$ 27,8 bilhões, sendo que mais de 50% deste (US$ 14,5 bilhões) está concentrado no Estados Unidos. (WILLER; YUSSEFI, 2006). Segundo M. Fonseca (2005), citando dados do ITC, o mercado de produtos orgânicos no mundo cresceu 23% ao ano entre 1997 e 2001, sendo que os países que comercializam em supermercados apresentaram as taxas de crescimento mais significativas, principalmente na União Européia.

No Brasil, a produção orgânica apresentou um crescimento significativo nos últimos cinco anos, passando de 100 mil hectares em 2000 para 887.637 hectares em 2006. (WILLER; YUSSEFI, 2000, 2006). Considerando somente a produção formalmente certificada as vendas desses produtos no Brasil, em 2003, atingiram aproximadamente US$ 200 milhões, com uma taxa de crescimento do mercado estimada entre 30 a 50%. (LENOURD; PIOVANO, 2004). Abacaxi, banana, café, mel, leite, carnes, soja, palmito, açúcar, frango e hortaliças são alguns dos principais produtos da agricultura orgânica brasileira. Dessa produção, aproximadamente 90% é exportada como matéria prima, principalmente para os Estados Unidos, União Européia e Japão, sendo estes os maiores mercados compradores de produtos orgânicos brasileiros, tais como a banana, soja e café. Além disso, o Brasil se destaca na exportação de suco de laranja e açúcar orgânico.

A comercialização no mercado interno concentra-se em supermercados, atingindo um percentual de 45% do total, sendo que as feiras e as lojas especializadas representam, respectivamente, 26% e 16%. (LENOURD; PIOVANO, 2004) Os principais produtos comercializados no mercado interno são as hortaliças e as frutas, existindo uma tendência de crescimento da oferta dos produtos industrializados, principalmente, chás, óleos, cereais e derivados de leite. A produção animal, apesar do grande potencial do país, ainda é bastante baixa, e está concentrada em algumas poucas propriedades. O Brasil já conta com 21 entidades credenciadas para a certificação de produtos orgânicos, sendo 12 nacionais e 9 internacionais (LENOURD; PIOVANO, 2004).

Atualmente, no Brasil, já são aproximadamente 14.000 propriedades que possuem sistemas orgânico de produção (WILLER; YUSSEFI, 2006), sendo que 90% destes estão localizados em propriedade familiares. Com isso deve ser destacado que, devido ao fato dos produtos orgânicos estarem presentes, principalmente em canais de comercialização como os supermercados, as organizações de agricultores familiares deverão efetuar um esforço deliberado para dinamizar a continuidade e o aperfeiçoamento das suas práticas de mercado, devido ao grande surgimento de entrantes neste segmento. A tendência de crescimento da oferta de produtos orgânicos no segmento de alimentos industrializados, está atraindo diversas empresas, fortemente estabelecidas no mercado de produtos convencionais, para o atendimento deste “nicho” de mercado.

Associado as significativas taxas de expansão mercadológica, o crescimento da produção orgânica no Brasil também se explica como devido ao estabelecimento de variadas relações institucionais e de políticas públicas de apoio e promoção a este segmento do agronegócio brasileiro. A legitimidade da agricultura orgânica, como sistema de produção voltado para a viabilização da sustentabilidade do meio rural, assume um papel de destaque no cenário das “alternativas” propostas para a promoção de políticas públicas direcionadas para a agricultura familiar. Políticas públicas nesse sentido estão presentes nas ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

É nesse contexto que a agricultura orgânica contribui para a agregação de valor aos produtos agropecuários e na conseqüente geração de renda para as famílias rurais.
As estratégias de produção e comercialização voltadas para nichos de mercado, em conjunto com a continuidade de inserção dos produtores rurais nas cadeias produtivas voltadas para as commodities agrícolas, oportunizam o adequado equilíbrio entre os aspectos sociais, econômicos e ambientais, promovendo, dessa forma, um verdadeiro desenvolvimento sustentável nos nossos territórios rurais.


Cuidados com a vacinação
Magali Jantsch
Médica Veterinária

17/11/2007 - Para os bovinos, a vacinação significa muitas vezes situação de estresse. O principal ponto crítico detectado, devido ao impacto do estímulo negativo nos animais, é devido a falta de controle no processo de vacinação, destacando-se aspectos como ferimentos nos animais, incerteza quanto à dose se foi totalmente aplicada, avarias nos equipamentos, acidentes, dentre outros problemas.

Nas propriedades de bovinos de leite, o maior problema é a condução dos animais à ordenha. Vêem-se animais sendo agredidos para entrar na sala de ordenha, e quando uma vaca apanha ou é tratada agressivamente, ela esconde o leite residual que, por sua vez, eleva o risco de mastite.

Determinados fatores influenciam na maior ou menor eficácia das vacinas. “Um ponto fundamental é em relação ao prazo de validade da vacina. Quanto à aplicação, é preciso seguir os procedimentos descritos na bula do produto.” Quase todas as vacinas, para expressarem seu efeito máximo, precisam de uma dose de reforço quando o animal a recebe pela primeira vez em sua vida, seguida de doses complementares semestrais ou anuais.

Para obtenção de uma boa resposta do sistema imunológico do animal, este deve estar em perfeitas condições de saúde e nutrição. Mesmo assim, alguns indivíduos não são capazes de responder à vacinação. Sendo assim, podemos dizer que em um grupo de animais vacinados adequadamente, em média 5% deles não ficarão protegidos. Por isso, medidas complementares de manejo devem ser tomadas para controle das enfermidades, como a eliminação de agentes vetores de doenças, como moscas, carrapatos e morcegos.

Manter as vacinas em temperatura adequada, entre 2 e 8°C, tanto no armazenamento e no transporte como durante a aplicação. Evitar que a vacina congele, pois isso pode causar nódulo no local da aplicação, além de prejudicar sua eficácia. As agulhas tortas, enferrujadas, sujas ou com ponta rombuda, devem ser todas descartadas.

Para acondicionar e transportar as vacinas recomenda-se o uso de uma caixa térmica com gelo ou gel congelado para garantir a temperatura necessária para a vacina.
É fundamental a correta esterilização das agulhas em água fervente, por quinze minutos, antes da aplicação.

Ao término da vacinação, a seringa deve ser desmontada, lavada e ferver as partes de vidro e metal, da mesma forma que as agulhas.

A forma de aplicação deve ser seguida rigorosamente, pois as conseqüências do manejo incorreto na vacinação são comuns, como abscessos purulentos e outros problemas.

Em caso de dúvidas consulte sempre um(a) Médico(a) Veterinário(a).


Como produzir e viver ecologicamente correto
Ari Luiz Benedetti *
Engenheiro Agrônomo
UNITEC-PASSO FUNDO

15/09/2007 - No texto da constituinte brasileira encontramos no Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e que se trata, entre outros, de crimes Ambientais: destruir ou danificar florestas, cortar árvores nativas, drenar banhados, poluir corpos hídricos, fazer uso do fogo nos diversos tipos de vegetação existente. Atualmente nos deparamos com diversas práticas que degradam o meio ambiente. Apesar dos constantes alertas feitos por pesquisadores ambientais, pouco tem sido feito por nossos governos e pela sociedade do meio urbano e rural. Segundo pesquisa, nos últimos 20 anos tivemos a ocorrência de 11 anos de estiagem em nosso estado, causando enormes prejuízos para a agricultura e economia gaúcha.

Apesar dos fatos e conseqüências desastrosas, observamos práticas de poluição das águas, uso de fogo, desmatamento irregular, urbanização em áreas de preservação permanente, envenenamento de rios, extração irregular do subsolo, em muitas vezes em conivência de órgãos públicos os quais elaboram planos de recuperação ambiental que não saem do papel. Todos nós sabemos que se nada for feito em prol do meio ambiente, haverá mudanças climáticas, as quais ocasionarão estiagens, aumento da temperatura, surgimento de áreas agrícolas improdutivas (desertos), escassez de água, surgimentos de epidemias e fenômenos climáticos desastrosos.
A sociedade gaúcha deve muito ao meio ambiente. Quem sabe é preciso urgentemente que cada agricultor ou morador de meio urbano tome atitudes a fim de restabelecer o equilíbrio ecológico através de ações ecologicamente corretas, entre elas podemos citar:

* Usar menos agrotóxicos na agricultura, visando produzir alimentos mais limpos;
* Reflorestar as margens de rios e nascentes;
* Destruir, tapar drenagens realizadas em banhados para o plantio;
* Reflorestar em quantidade de área suficiente para complementar 20% de mata em cada área escriturada, de acordo com o código florestal nacional;
* Banir o uso de fogo, não queimar lixo ou qualquer tipo de vegetação;
* Substituir o poço negro por fossa séptica revestida com alvenaria;
* Captação da água da chuva dos telhados da casa, para uso doméstico;
* Tratamento de todos os efluentes produzidos nas indústrias, antes do lançamento nos rios;
* Construir estrumeiras para captação de dejetos dos animais (bovinos, suínos), evitando poluição e a ser usados como fertilizante orgânico.
* Buscar fontes limpas de energia (energia solar, biogás, etc.);
* Classificação e reciclagem de todo o lixo produzido;
* Introduzir educação ambiental em todas as escolas;
* Legalizar todas as empresas consumidoras de madeira ou que exploram produtos do subsolo (pedras, argila, água, cascalho).

Todos nós temos o direito a um ambiente equilibrado, mas também o dever de fazer a nossa parte. Reflorestar 20% da área agrícola não significa redução da produção agropecuária, mas a condição mínima das condições climáticas para continuarmos produzindo eficazmente, pois a responsabilidade é de cada um de nós e não apenas dos envolvidos na floresta amazônica.

Todas as atitudes em benefício da natureza e humanidade, dependerão de esforço conjunto do poder público e entidades municipais e de cada habitante. Pois nós temos a obrigação de deixarmos para os nossos descendentes o planeta em condições de vida para os animais e seres humanos. Isso será prioritário, acima da ganância financeira e dos interesses de grupos políticos.

Quando é que iniciaremos a nossa boa ação em benefício ao meio ambiente?


Preço do leite em alta, a terneira como fica?
Paulo Renato Prauchner
MedicoVeterinário – Unitec
Fone: (55) 9964-7707

18/08/2007 - Sabidamente o produtor de leite tem o conhecimento, terneira é um mamífero, que inicialmente só se alimenta do leite materno.

Como o preço do leite está em alta, às vezes ela, a terneirinha, é que sofre as restrições na diminuição da quantidade de leite fornecida a mesma.

Também sabemos que a fêmea que nasce na propriedade será a futura vaca e por isso devemos dar atenção à mesma, no que diz respeito à fase inicial de criação.
Quando inseminamos a vaca, com o sêmen de touros provados, é o inicio da criação, pois esperamos o período de gestação inteiro até sabermos se vai nascer uma fêmea ou macho. Hoje já existem empresas que comercializam sêmen sexado, ou seja, o produtor tem a possibilidade de escolha pela fêmea, na hora de inseminação, porém ainda não é uma tecnologia garantida em sua totalidade.

Por todos esse motivos, temos que procurar alternativas de aleitamento da terneira, onde entra a substituição do leite, conhecido como leite em pó.

Podemos afirmar que um substituto do leite, de boa qualidade, cria tão bem a terneira como o leite da vaca, porém temos que observar o manejo desse produto na hora do fornecimento, preparação e conservação do mesmo.

Aqui vão algumas dicas para não ter problemas com a troca do leite da vaca por substituto:
- escolha uma marca de substituto do leite de boa qualidade, preferencialmente que não tenha leite de soja em sua formulação;
- observar a quantidade correta de pó em relação á água, para sua diluição;
- a água deve ser a mesma que o produtor consome em sua propriedade;
- aquecer a água e torno de 35 a 36 °C de temperatura;
- fazer a troca do leite da vaca pelo substituto, gradativamente;
- observar a altura da mamadeira ou balde na hora de fornecer o substituto. A terneira deve tomar o leite como se fosse na vaca, ou seja, 45 a 50 cm de altura do chão com o pescoço espichado;
- nunca misturar ração com leite;
- a terneira precisa tomar em torno de 10% do seu peso vivo por dia em leite;
- fornecer uma boa ração a partir do 8 -10 dias de vida, em cocho separado do leite;
- Feno de boa qualidade a partir de 28 a 30 dias de vida.

Maiores informações com os técnicos da Unitec na Região.


Para os produtores de leite refletirem e ... agirem!
Luís Afonso
Médico veterinário - UNITEC

21/06/2007 - Como fica difícil de acreditar no nível de produção de leite aqui no Brasil, quando refletimos na nossa capacidade de produção, tanto quanto na dimensão territorial quanto condições climáticas. É triste escutar produtores com um dimensionado potencial de produção dizendo: “dá para pagar a luz no final do mês”; “silagem é muito caro”; “o leite sempre deu prejuízo”; “soja dá mais $, leite dá muito serviço”; “o preço não paga os custos de produção”, etc. O que não se compreende é por que continuam na atividade, quando a lógica seria procurar outra atividade mais rentável.

Para encontrarmos a resposta e compreendermos esta situação desagradável, podemos refletir e imaginar quantos produtores que conhecemos encaram o leite como um agronegócio? Quantos fazem planejamento forrageiro? Quantos fazem o controle de desperdícios? Quantos controlam os custos? Quantos traçam metas de onde querem chegar? Quantos criam adequadamente as terneiras e novilhas?
Quantos têm um plano sanitário de vermífugos e vacinas? Quantos fazem as anotações referente à reprodução, ou seja, dias de cios, de inseminações, nome do touro (sêmen), de diagnóstico de prenhêz, datas de secagem e datas previstas dos partos? Quantos fazem controle leiteiro e alimentam conforme a produção de cada vaca a fim de explorar ao máximo estes animais, diminuindo os custos fixos?

Será isto tudo um privilégio somente de grandes produtores? Ou será que é o mínimo que devemos fazer para chegar à conclusão de que a atividade leiteira é um bom um mau negócio?

Hoje, no meio rural, os tempos são outros e as oportunidades já não são as mesmas. Em qualquer atividade, seja ela milho, soja, trigo, suínos, aves, e inclusive o leite, não há mais espaço para aventureiros e amadores, tem de ser profissional. A economia tornou-se globalizada, o mercado exigente, as oportunidades raras e os custos altos, se ganha na escala de produção e com qualidade dos produtos. Quem não tiver visão empresarial da sua propriedade terá sua atividade financeiramente inviável. É uma realidade não só no Brasil como em todo o mundo.

Pense nisso!


Lavoura de soja - novos desafios!
Paulo André Klarmann
Engenheiro Agrônomo da UNITEC e Presidente da AENORGS

16/06/2007 - Apesar dos bons rendimentos obtidos pela maioria dos produtores na última safra (melhor dos últimos quatro anos), favorecida por condições climáticas mais estáveis durante o ciclo no campo, é necessário que se faça uma série de reflexões acerca dos inúmeros problemas de ordem fitossanitária ocorridos com a cultura e o que levou a um aumento dos custos de produção e, em certos casos, perdas significativas na produtividade das lavouras, notadamente nas variedades de ciclo médio e tardio.

Dentre estes problemas verificados na última safra já encerrada destacamos a forte incidência da ferrugem asiática, presença de podridões radiculares (Macrophomina), danos ocasionados por lagartas de outras espécies e de percevejos-da-soja.

A bem da verdade, é preciso que se diga que estas pragas e moléstias não são novas, ou seja, são conhecidas no meio científico e técnico e também já difundidas dentre os produtores rurais. Mas então, a pergunta que fica é: por que ressurgiram com tamanha intensidade nas lavouras a ponto de promover severos danos na soja?

Em um debate que promovemos há dias atrás para um grupo de mais de trinta engenheiros agrônomos da região da Grande Santa Rosa juntamente com o pesquisador Dirceu Gassen, foi analisada esta questão com profundidade e de modo claro podemos afirmar que tratou-se de uma conjunção de fatores pré-disponentes ao ataque de insetos e doenças como clima, compactação de solo, falta de rotação de culturas e aliado ao uso indiscriminado e persistente de certos produtos agrotóxicos além de manejo nem sempre adequado com relação à aplicação de produtos químicos e até de amostragens superficiais a campo.

Com isso queremos afirmar que a obtenção de altas produtividades na soja já inicia no planejamento da lavoura, com escolha de variedades adaptadas, época de semeadura adequada e população compatível, além, é claro, da adubação recomendada para cada gleba. A aplicação dos produtos químicos durante o ciclo da soja somente irá assegurar o nível de produtividade esperado, sendo um fator de garantia para as plantas evidenciarem o seu potencial produtivo.

E para isso, nos tempos atuais, é preciso que os produtores aproximem-se cada vez mais da sua assistência técnica a fim de proporcionar um relacionamento de confiança mútuo, troca intensa de informações e uma maior presença no campo para levantamentos e diagnósticos corretos. Somente desta forma conseguiremos atingir os objetivos comuns de incrementar as produtividades da soja na região com racionalização dos custos e, sobretudo, valorizar a nossa assistência técnica agronômica no campo perante à classe produtora e de toda a sociedade.


Tuberculose e Brucelose
Fábio Sandri
Médico Veterinário - UNITEC - Especialista em Reprodução de Bovinos

12/05/2007 - Sendo a Tuberculose e Brucelose uma Zoonose, doença que acomete os animais domésticos e pode ser transmitda aos seres humanos, a sua importância em termos de saúde pública e sanidade animal, levou o governo a criar um Programa Nacional de Controle e Erradicação (PNCEBT) destas enfermidades.

É obrigatória a vacina de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 a 8 meses, utilizando a amostra B19. A fêmea é marcada do lado esquerdo da cara, e o produtor recebe recibo da aplicação da vacina.

No caso dos animais adultos, estes serão submetidos a testes para detecção e erradicação dos animais positivos, conforme normas do programa.

O PNCEBT conta com três fazes, uma de controle com vacinação e medidas de adesão voluntária, redução progressiva do nº total de focos e da incidência de novos focos. A fase de erradicação com detecção e eliminação de todos os focos. E vigilância epidemiológica permanente, e a fase de Zona Livre com vigilância epidemiológica permanente.

Todas as fases do programa devem ser realizadas ou de responsabilidade dos veterinários habilitados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), com laboratório próprio para realização dos testes.

Todas estas medidas sanitárias trarão grandes benefícios para o produtor rural. Tivemos de exemplo o caso da aftosa, pois o Rio Grande do Sul, em 2006, deu um pulo nas exportações com valorização da carne e derivados, por estar em melhor situação na sanidade do rebanho. Esta situação poderá ser ainda mais consolidada, com a implantação do Programa de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose.


Tecnologia de Fabricação de Queijos
Izabel Cenedese
UNITEC – Instrutora

21/04/2007 - Existem muitos tipos de queijos produzidos no mundo inteiro. Alguns fatores como o leite, condições climáticas e típicas de uma região, variações no processo de fabricação do queijo e fomento utilizado, irão determinar as características de cada queijo.

O processo de fabricação evoluiu devagar e ainda hoje, em várias regiões ainda é artesanal.

Foi na última década que a indústria passou por várias mudanças rápidas, as quais modificaram a percepção da produção de queijo e sua qualidade. Isso consiste em manter padrão de textura, sabor e odor. Essas características desejadas são determinadas pelas reações bioquímicas, que são afetadas pela composição e por aspectos do processamento. Ou seja, as propriedades físico-químicas exercem uma influência direta na qualidade do queijo.

O queijo é umas das formas de preservar o leite. É um produto com elevado valor nutritivo, principalmente proteínas. Para garantir qualidade é necessário utilizar boas práticas de manejo do gado e de higiene rigorosa em todas as etapas de produção do queijo garantindo, assim, a qualidade microbiológica do produto e preservando a saúde do consumidor.

Além da qualidade microbiológica o leite deve estar livre de agentes químicos como antibióticos herbicidas, pesticidas, etc. No caso de antibiótico, se estes forem administrados ao gado, passarão ao leite e poderão inibir a sua coagulação e poderão alterar o tempo de maturação dos queijos devido às alterações na microbiótica láctica.
Como aconteceram várias alterações no processo de fabricação, hoje são vários os ingredientes que garantem um bom produto, tais como: fermento lácteo, soro fermento, cloreto de cálcio, nitrato de sódio, corantes, cloreto de sódio e coalho.

O processo de fabricação consiste na seleção, preparação, coagulação, tratamento da massa, prensagem, salga, maturação e armazenagem.


Dia Mundial da Água
José Adolar ten Kathen
UNITEC – Boa Vista do Buricá

17/03/2007 - O progresso na evolução do mundo é algo importante, como dádiva de Deus. Mas, contudo, a questão de desejar o progresso não significa, invariavelmente, de que para obter este mesmo avanço venha a por tudo abaixo, como um rolo-compressor. Em termos mais claros, não querer tomar a Terra para si, em detrimento da destruição de tudo que nos cerca.

O ecossistema abrange uma série a mais de um ambiente saudável não só para as gerações presentes, como para as futuras. Isto é princípio constitucional.
Alguns verbetes modernos, como a sustentabilidade, demonstram claramente que o avanço progresso não deve ser contido, mas, na verdade, aperfeiçoado e medido tal qual possa situar todos num planeta cheio de vida. É isso que o Meio Ambiente apenas exige do homem, principal causador da degradação e desertificação do mundo.

Uma interessante reflexão podemos fazer em alguma hora da nossa vida tumultuada. Pensar, meditar, interrogar e responder a perguntas bem profundas e simples: somos nós, homens e mulheres racionais, os “donos do mundo”? Devemos, pois, submeter o resto aos nossos caprichos cotidianos? Devemos sobrepor as nossas intenções e desejos acima de tudo que nos cerca: plantas, aves, peixes, ar, água, terra, etc.?
Pois é. O momento é de reflexão sobre este aspecto, porque estranhamos o comportamento dos seres humanos que, em busca do “ter”, esquecem-se do “ser”. Já, no fim da vida, quando o caminho de ida é próximo e, naturalmente, inevitável, começam a sentir medo e remorso do que fez. Isto vale para todos, independente de sua situação e do seu “ter”, tão em evidência, para determinar o poder do homem na sociedade.

Vejo, com profunda melancolia, que muitos se dedicam de corpo e alma a utilizar desse rolo-compressor para alcançar o “ter” e dizer “eu mando, eu sou o todo poderoso”. Pobres seres que o lixo da história enterra em 7 palmos de chão.
Mas a reflexão que faço, por ora, é que estamos destruindo em nome do progresso, sem que tenhamos um mínimo de consciência do prejuízo que criamos. Cidades inchadas, uma porção de condomínios até de alto-padrão, casas suntuosas, aras das arábias, chácaras vistosas e tudo o mais, sem um mínimo de estudo do impacto ambiental. Calculo, honestamente, como seria diferente se fosse feito o EIA e RIMA(Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental), antes de qualquer início de obra. Seria, obviamente, consultado todas as partes e, em principal, a sociedade civil e técnicos ambientais. Desde que, preservado o Meio Ambiente, então se iniciavam as obras. Contudo, não é bem assim que ocorre.

Vivemos, constantemente, em perigos eminentes, nestes desastres ecológicos. A natureza não permite que lhe agridam. E as respostas, nos chegam em formas diversas, como temos sentido no planeta Terra. Tudo isso, não é obra do acaso; tem o fundamento e o princípio da agressão do homem à natureza.

Observamos, atônitos, que cidades se contaminam pelo progresso desordenado e os investimentos, de toda sorte, não respondem ao mínimo das necessidades preservacionistas. Em nome de um progresso tão almejado, relega-se a um plano secundário áreas importantes, fontes de água, empurram aves e animais para um “refúgio” sufocante e, invariavelmente, a sua extinção.

Muito precisa ser feito. É necessário conscientizarmos de que, em breve, seremos vítimas das nossas próprias armas. Portanto, em vista dessa desordem total, há que se tomar novos rumos para o equilíbrio do nosso Meio Ambiente: fora com as investidas desordenadas e criminosas do avanço do homem sobre a natureza.

Neste 22 de março, DIA MUNDIAL DA ÁGUA, precisamos recompor as nossas energias e trabalhar firmemente para que tenhamos um Meio Ambiente saudável e, em alerta maior, a questão da água no mundo.Do 100% de água que temos, 97% é salgada, cujo custo para tirar o sal por osmose segundo os especialistas, nos custaria 2,0 dólares por litro. Frente a isso pergunta-se: quem teria dinheiro para pagar esta quantia hoje para um consumo médio de 150 a 200 litros diários por pessoa hoje.Por isso precisamos tratar bem os 3% de água doce que existem e dos quais 2% está presa nos pólos e apenas 1% para realmente dispormos, para usarmos com muita coerência e dividirmos entre todos os seres vivos e humanos, pois somos 70% água em média.

Precisamos sair das meras conjecturas e partir para a ação firme e rápida, já que o tempo não nos permite qualquer vacilo. É hora de unir forças e exigir dos degradadores que por aí estão um “basta”, em nome da própria existência da vida na Terra. É o mínimo que se pede, para não ser tarde de mais.

“O acesso à água é um direito humano fundamental e ponto.Se a humanidade quiser um futuro minimamente aceitável deve obrigar os seus governos a assumirem claras responsabilidades agora”.


Febre aftosa

Magali Jantsch
Médica Veterinária-CRMV 5885

17/02/2007 - A Febre aftosa é uma enfermidade altamente contagiosa e grave que ataca a todos os animais de casco fendido, principalmente bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Ocorre em todas as idades, independente de sexo, raça, clima, porém, há diferenças de suscetividade de espécie.

A doença é produzida pelo menos por seis tipos de vírus. O vírus é vinculado pelo ar, pela água e alimentos, apesar de ser sensível ao calor e a luz. A imunidade contra um vírus não protege contra os outros. Um animal atacado por um tipo de vírus, embora ofereça resistência ao mesmo, é ainda suscetível aos outros tipos e subtipos.

PREJUÍZOS CAUSADOS - A gravidade da aftosa não decorre das mortes que ocasiona, mas principalmente dos prejuízos econômicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. Causa em conseqüência da febre e da perda de apetite, sob as formas de quebra da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. As propriedades que têm animais doentes são interditadas; Provoca aborto e infertilidade; Os animais doentes podem adquirir com maior facilidade outras doenças, devido à sua fraqueza.

TRANSMISSÃO - A febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa. O Vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da enfermidade, quando o animal é muito contagioso.

Quando as vesículas arrebentam, o vírus passa à saliva e com a baba infecta os alojamentos, os pastos e as estradas onde passa o animal doente. Resiste durante meses em carcaças congeladas, principalmente na medula óssea. Dura muito tempo na erva dos pastos e na forragem ensilada. Persiste por tempo prolongado na farinha de ossos, nos couros e nos fardos de feno.

Outras vezes o contágio é indireto e, nesse caso, o vírus é transportado através de alimentos, água, ar e pássaros. Também as pessoas que cuidam dos animais doentes levam em suas mãos, na roupa ou nos calçados, o vírus, o qual é capaz de contaminar animais sadios. Evite o contato direto com animais contaminados. Cuide das ferramentas, veículos e materiais que tenham entrado em contato com o animal doente.

SINTOMAS - A elevação da temperatura e a diminuição do apetite são os primeiros indícios da infecção. O vírus ataca a boca, língua, estômago, intestinos, pele em torno das unhas e na coroa. No início, febre com papulas que se transformam em pústulas, em vesículas, que se rompem e dão aftas na língua, lábios, gengivas e entre os cascos, o animal baba muito e tem dificuldade de se alimentar. Devido às lesões entre os cascos, o animal tem dificuldade de se locomover. Os surtos de aftosa surgem repentinamente e com muita freqüência; todos os animais suscetíveis do rebanho apresentam os sintomas praticamente ao mesmo tempo. A mortalidade é baixa nos adultos e elevada nos jovens , principalmente os em aleitamento, porque as mães não os deixam mamar.

PROFILAXIA E CUIDADOS

- Nos países livres de febre aftosa o método geralmente empregado consiste no sacrifício dos animais doentes e suspeitos, destruição dos cadáveres e indenização dos proprietários.

- Vacinação regular do gado de 6 em 6 meses a partir do 3º mês de idade Suspeitando da existência da doença em sua propriedade ou na de vizinhos, avise imediatamente o Médico Veterinário.

- Confirmada a doença, isole os animais doentes, proíba a entrada e saída de veículos, pessoas e animais, instale pedilúvios com desinfetantes e siga as orientações do Médico Veterinário.

- Animais vindos de outras propriedades devem ser isolados, vacinados e observados por um período mínimo de 15 dias, antes de serem misturados com os outros animais da propriedade.

 

 

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