Na ânsia por corresponder ao perfil exigido para uma vaga, algumas pessoas acrescentam, omitem ou exageram nas informações incluídas no currículo. Essa “inverdades” são facilmente desmascaradas pelos recrutadores no momento da seleção e, geralmente, resultam em desclassificação do candidato no processo seletivo.
Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, alguns candidatos tentam sobrevalorizar aspectos positivos de seu histórico e até amenizar os negativos, na esperança de atender às necessidades do empregador. De acordo com o diretor da Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, quem admite alguma dificuldade tem mais chance de ser contratado que quem mente. “Se a pessoa reconhece não preencher 100% dos quesitos, mas mostra vontade de evoluir, comprometimento e boa vontade, ganha pontos com o recrutador”.
Segundo Leandro Vieira, criador do portal Administradores. com.br, assim como cresceu a concorrência e, consequentemente, a tendência da “maquiagem” nos históricos profissionais, também há mais formas de averiguar a veracidade das informações. A análise de currículo, salienta, é apenas uma etapa do processo seletivo e de nada adianta inventar qualificações que não existem, pois o candidato será desmoralizado nas etapas seguintes.
Ao tentar enganar, além de perder a oportunidade, o profissional pode sofrer um desgaste na sua imagem frente no mercado de trabalho, adverte a consultora sênior de transição de carreira da Right Management, Telma Guido. A especialista lembra que uma boa reputação se constrói com o tempo e que um deslize como esse pode comprometer um trabalho desenvolvido ao longo de anos. “O ideal é ser bem honesto e detalhista. Às vezes, a pessoa deixa uma informação incompleta, como não ter finalizado uma qualificação, e no momento do questionamento, tem que dizerque “não é bem assim”. Isso não pega bem”, alerta Telma.
A psicóloga Tatiane Scotta, da Conect RH, afirma que para os cargos de auxiliar, assistente e de áreas produtivas, o índice de “incorreções” nos currículos recebidos pela empresa chega a 90%. “Uma vez, eu recebi o e-mail de um candidato que se dizia auxiliar financeiro, mas, quando fui verificar na sua carteira de trabalho, na verdade ele era auxiliar administrativo”, conta Tatiane, acrescentando que após a constatação da quantidade de problemas apresentados nessa área a empresa decidiu ministrar palestras gratuitas para orientar os profissionais na formulação dos currículos. Fonte: Zero Hora Empregos.
Dicas para conciliar trabalho e estudo
Estudar e trabalhar é uma rotina comum para quem quer garantir um futuro próspero. Mas é preciso muita dedicação para executar as tarefas, tendo em vista a falta de tempo. Já é difícil conciliar estudo com estágio, quanto mais para quem trabalhar e prestar concurso público. Confira dicas de especialistas.
Preparação
- Tenha em mente que esta rotina dupla pode ser temporária e que tudo depende do seu esforço. - Haverá sacrifício, como deixar de sair aos finais de semana com os amigos, mas é preciso ser paciente.
- Dedique-se a tudo que faz. Se fizer alguma coisa mal feita, terá de refazê-la depois, o que lhe
trará mais trabalho.
Finais de semana
- O tempo livre não pode ser exclusivo para lazer. Afinal de contas, é preciso estudar para as
provas e trabalhos.
- Se o objetivo é ingressar na carreira pública, use todo tempo livre para estudar.
Descanso
- É necessário descansar para ter bons resultados. Dormir durante as noites é essencial para bom desempenho no trabalho e maior eficiência do que se aprende.
- Especialistas comprovam que o organismo não aguenta informação durante 24 horas por dia. A pessoa precisa fazer algo que goste para descontrair.
Organização
– Concursos públicos
- A cada duas horas de estudo, faça uma pausa. Neste período, coma uma fruta ou assista um
pouco de TV para melhorar a capacidade intelectual. Atenção: cuidado para não se distrair demais.
- O local de estudo deve ser calmo, tranquilo e bastante confortável. Se a pessoa tem uma família grande, a movimentação em casa pode atrapalhar. O melhor, neste caso, é ir a uma biblioteca.
- É preciso ter método e planejamento. Separe as matérias mais importantes e faça um cronograma de metas.
Cursos
- Se o estudo é para um curso relacionado com o trabalho, como no caso de estágio e faculdade, a pessoa deve tentar relacionar os assuntos e usar as companhias de trabalho como orientadores.
- Procure sair com os amigos do curso, conversar sobre o que está aprendendo. Assim, você
aproveita aprofundando seus conhecimentos e se divertindo.
- No trabalho, pratique tudo o que viu em sala de aula e esclareça suas dúvidas com gestores
mais acessíveis.
Vida social
- Muitos amigos cobrarão a sua presença em eventos. Explique a eles a importância de manter
os estudos nos finais de semana e prometa um encontro assim que acabar a fase conturbada.
Fonte: consultora de desenvolvimento organizacional Luciana Zonta